OS CANGACEIROS, O CORNO E DONA NENÉ.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Veja mainha tem tiros explodindo ali pertinho e acolá, é os cabras de Virgulino que estão a guerrear, mainha eu to com medo, eles tá vindo pra cá.
Menina, bora corre pra dentro vai logo se esconder antes que uma bala perdida venha pega você.
Estes cabras de Lampião não perdoa nada não, enquanto não derramar sangue, com corpos estendidos ao chão, não sossega a escopeta nem por ordem do capeta eles não para não.
Mainha cadê painho que nesta hora aqui não tá.
Seu pai é um cabra froxo tem medo de morrer, nem sua esposinha ele não vem defender, eu quero que ele morra cabra não serve pra nada tem mesmo é que se foder.
Os cabras de lampião invadiram esta casa pelos fundos do quintal, trazia preso e marrado o pai da zezinha; marido de dono Nené painho de Balalau.
Como é seu cabra?... tá se borrando de medo?
Assim dizia dona Nené.
Tu precisa levar coro que é pra se aprender, eu ainda acho pouco, homem que é homem não peida nem na hora de morre... Tu não honra esse saco que fica ai pendurado que não serve mesmo pra nada, ai eu digo pros cabras, que passe a faca nos ovos e dê pros cachorros come.
Eita que bichinha formosa que dá gosto de se vê, logo ela vira viúva, não vejo a hora de sê, vamos capa este corno e sua mulhe come.
Não faça isso não seu Quinzão, deixa o caba ir embora, estas coisas que tu qué eu vou lhe oferecer, faz muito tempo que to precisando outro home conhece, é agora que eu vou te.
Agora um de vocês, amarre meu caba no toco, enquanto nos vamos fudê... E tu corno safado, vai fica olhando tudo que nós vai faze é hoje que vou a forra fazendo que tem que faze.
Não faça isso não mulhe, não me cornei não, respeite nossa união, casamento é coisa séria, isso tu não pode faze.
Faço sim, e isso você vai vê.
Como Tenho que aguenta, minha mulhe com os cabas assim fuleira.
Em plena luz da manhã dona nené mainha, começa a se libera e logo em poucos instantes nuinha como nasceu ela começa fica mostrando o material, pros cangaceiro oiá... Mas, só começa a vadiagem depois que virgulino manda.
Cinco caba peladão pronto pra ataca, enquanto nené corria o olho, conferindo as ferramentas escolhendo com atenção em qual ela vai pega e foi logo com quinzão que ela foi se engraça. Chegou pra bem perto do cabra, juntou a mão nestas pencas que o caba chegou funga.
Vocês fica em posição que logo vou começa, quero pega nas mãos o que vocês tem pra dá, vou escolher mais grande que é pra mim se farta, não quero pinto miúdo já to cansando de usa, já basta o do meu corno que entorta pra entra, não endurece inteiro, só presta mesmo pra mijá.
Pronta dona Mocinha já escolheu o caba com quem tu que transa?... Tu vai fica com o Quinzão ou é mesmo o Zé Fuá, nas zonas em que passamos foram eleito os melhores pelas putas do luga, as mulherada as pernas reganha só pra vê o pau entra e sempre quem sai ganhando e Quinzão e Zé Fuá.
... Oli... Capitão Virgulino eu vou fica mesmo com dois que assim vai chacoalha, eu quero Quinzão entrando na frente e o meu furico novinho vou dá pro Zé Fuá enquanto Quinzão mi come vou relaxando minhas ancas arrebitando a popança pro pau de Zé Fuá entra, vou inche os dois buraco e o outro que sobra, vou deixa pro Severino a minha boca tampa.
Neste dia no sertão a cabocla Nené não deixou nada falta, foi comida e recomida gozou até se mela, foi de quatro, frango assado, de gangorra ou de cócoras, deitada sentada, de cata cavaco ou em pé, deu até cansa, começou de manhãzinha até o sol esquenta, só não meteram mais por que os cabas se amoleceram e assim não ia aguenta.
Agora que acabou tudo, todos a se farta, vamos dá um jeito no corno que é pra ele sabe que aqui neste terreno é nois que vamos manda.
Enquanto Zé fuá com a faca na mão a limando pra afia como um corte de navalha até cabelo comprido dava pra apara, prontinho pro saco corta, partiu pro lado do caba a intensão é capa, dona Nené correu gritando deixa meu corno vive ele é meu marido e sempre há de ser nois vamos viver junto até quando nois morre, deixa ele se salva.
Só foi uma aventura, uma vez
na vida, daquele dia em diante dona Nené nunca mais traiu seu marido, respeito até o dia de morre.
antherport
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