Juca o mau convertido
.

                                                                                                                                               Pelo menos cinco vezes ao ano o administrador da fazenda, com o consentimento de seu patrão fazendeiro disponibilizava um meio de transporte que buscaria uma personagem muito especial, Irene; a pregadora.

Senhor administrador havia se convertido há pouco tempo, era um evangelizado.

 O caipira Juca proprietário desta fazenda ficou todo contentes em saber que a pastora estaria de volta a esta sua propriedade, foi até o celeiro e tomou posse das arreatas as quais seriam vestidas no animal ao qual iria puxar a charrete até a estrada que passava ali nas mais ou menos dez quilômetros da cede da fazenda, fazia gosto de ir ao encontro desta senhora pastora.

Tudo arrumado agora Juca estava pronto para buscar a pastora que estaria naqueles dias promovendo cultos naquelas fazendas, ela; a mulher que diziam referência no assunto de religiões nestas imediações.

E lá vai Juca pelos caminhos entre as pastagens em direção do ponto do ônibus que chegaria daqui a poucas horas, embarcaria na charrete de Juca o condutor.

Ele olhava nos ponteiros do relógio e consultava as horas de minuto a minuto tomado pela grande impaciência e torcendo para que chegue logo a tal condução.

 

Lá na curva da estrada, buzinando e alto e escandaloso som, era ela a jardineira que traria Irene a pregadora da palavra de Deus.

Logo este velho ônibus estaciona a beira da estrada, e veja lá quem colocou os pés neste solo de terra vermelha; A pastora Irene.

 

O grandalhão Juca até tremia quando firmava a vista naquela mulherona,  forçosamente desviava os olhos daquelas vantajosas curvas daquele corpão, achava  que estaria cometendo alguns daqueles pecados que estão citados naquele livro que a mesma carregava debaixo de suas axilas,  tinha receio que não deveria sentir desejos por esta mulher, ser uma  mulher de Deus, assim como ela pregava em seus discursos religiosos, ficava se controlando e até virava-se de costas para não de mostrar estes sinais de excitação e morria de vergonha  se ela  percebesse.

- Juca meu irmão na fé, não precisa se preocupar em se esconder, tenho conhecimento de sua timidez, não se preocupe com isso, Jesus te ama e ele está reservando uma grande bênção para você.

 

Mas quando falava em Jesus Juca sentia que suas tesão esfriar rapidamente assim como se estivesse jogado um grande balde de água fria sobre “ele”.

 - Pronto pastora Irene, já estou a seu dispor, pode falar...

- Me ajude a subir na charrete, onde está sua gentileza, meu jovem senhor?

- Sim, sim.

 Irene apoia um dos pés no estribo daquele veículo de tração animal, e Juca ficou meio receoso, apatetado; não sabia mesmo como faria para ajudá-la.

 - Vamos logo irmão Juca, não precisa ficar com vergonha, me pega por trás e força que eu consigo subir.

Ele até que enfim criou coragem e entrou em ação, colocou as mãos nas grandes nádegas da pastora e impulsionou até que ela em um salto se assentou sobre ao estofado da charrete, até o cavalo que ia puxar este trole sentiu que ali estava se acomodando uma pessoa de Deus e em seguida começou a esbaforir continuadamente, impressionante como os animais sentem isso, será? Aí Juca cutuca a bunda do cavalo com o cabo do reio e diz ao animal – Vamos eia...

 - Olha pastora, vou lhe contar uma coisa, não sei se sabe, acho que o Frederico precisa de orações, ele as vezes fica espirrando muito todo o tempo e fica muito irritado, parece que quer sair correndo, acho que isso é coisa do diabo que quer o apoderar, você precisa orar por ele.

- Vamos logo cavalinho, vamos.

 Dizia Juca ao seu animal que puxava o trole.

 A pastora Irene se interessou pelo caso, já pensou em fatorar alguns $$$.

 - Sim... Tá bom quando você falar com esse seu Frederico diga para ele dar uma chegadinha à minha igreja que vou fazer uns trabalhos de oração para ele, mas; para o dito cujo se curar, precisa pagar o dízimo, diz a ele.

 - Não tem jeito de eu levar o Frederico lá na sua Igreja, e nem pagar o dízimo.

- Por que não pode levar o seu Frederico no culto?

- Ele tá com intestino solto, mija muito e fica com a espingarda a ponto de bala, acho que é espírito mesmo, mas; ainda vou pegar ele de reio e vou lascar várias chibatadas nele, até ele aprender a respeitar os outro e deixar de ser sem vergonha... Eiaaa, força cavalinho.

 - Olha irmão Juca, não há obstáculo para Deus, basta ter fé que a fé cura qualquer problema, te pergunto ele tem fé?

- Nenhum pouquinho, ele é um descontrolado mesmo! Com este jeitão assim calado mais é um desavergonhado de marca maior.

 Durante aquele papo entre os dois se perceberam que um forte odor invadiu as narinas daqueles dois, e o cheiro estava insuportável, coisa do demônio Ufa! Será?

- Olha meu irmão Juca, acho que terei que abrir a bíblia e começa a rezar, quando o diabo se aproxima ele tem estas características, a verdade que o diabo apresenta um cheiro forte, quando está nestes ambientes, de Deus, igual a este momento agora, você não está sentindo este cheiro forte Juca? Isso é o diabo.

- É eu também acho que o Frederico também tem o Diabo dentro dele, tá sentindo este cheiro é mesmo dele, não disse que ele estaria com o intestino arruinado, tá aí a prova.

- Como assim irmão Juca?

- É... Estou falando do Frederico, este meu Cavalo.

- Ô gloria... Aleluia... Este seu Frederico é mesmo este seu cavalo, este do qual você está falando?

- Sim, ele mesmo, meu cavalo, este aí que está puxando a charrete, por que você pensava que fosse uma pessoa de que eu estava falando, este cheiro de pum que estamos cheirando vem dele, isto é, se não foi você pastora porque eu não fui.

- Eu não Juca, então foi ele mesmo; seu cavalo, bicho do diabo... Tá amarrado...

- Eita!... Vamos cavalo, vamos. Frederico... Há... Cavalo lerdo sô...

 E por aquelas trilhas lá ia Juca, a pastora e o cavalo Frederico já chegando ao destino final.

A pastora Irene perdurou por ali até o Domingo de manhã, realizando cultos, fazendo visitas e arrecadando ofertas e dízimos destes moradores proprietários destes sítios e fazendas, dizia ela que era para comprar uma casa no céu e que Jesus precisava destes dinheiros para construir uma nova Canaã para que todos que obedecem a palavra de Deus fossem morar lá neste paraíso, falava e ditava prova através deste livro,  que o Messias voltaria e levariam em arrebatamento todos que obedecessem a doutrina de Deus.

 Depois de algumas horas de descanso se esbaldando de muitas regalias oferecidas a esta charlatona que sempre pregava a estas peças a estes pobres crentes em Deus que se inundavam suas mentes com um montão de lorotas bíblicas, depois que está personagem muito espertalhona escalpelava todos convencendo os e impondo uma religião e a necessidade de aceitar Jesus.

Através de um discurso inflado de baboseiras criando um fanatismo exacerbado, depois desta intensa atividade criminosa de estelionatos, buscava se estes descansos em um compartimento todo luxuoso construído nesta fazenda para que ela se desfrutasse destes momentos cansativos destas solenidades religiosas.

 Às sete horas da manhã deste Domingo lá estava novamente Juca o Condutor, com a charrete toda arrumada para esta curta viaje e aguardava dona Irene na porta da casa grande.

Der repente surge a Pastora na porta da grande casa de malas em mãos, e já se podia notar o estado de mau humor da tal religiosa, não gostava de se levantar muito cedo, ficava muito nervosa.

 - Vamos logo pastora, logo o ônibus passará e não podemos perdê-lo; este é o único por hoje, o outro só amanhã neste mesmo horário, você não vai deixar esta viaje para amanhã?

 

- De forma nenhuma deixaria para amanhã, não vejo a hora de sumir logo deste lugar horrível... Só se vê bois para todo lado e este fedor de animais, coisa horrorosa... Detesto estas obrigações matinais ruralistas, prefiro morrer que ficar mais um dia nesta desgraça de fazenda, o lugarzinho praguejado, isso deve ser a cópia verdadeira do inferno.

 

- Não fala assim não pastora, você é muito mal agradecida. Olha... Sabe aquele leite, aquele pão e todo aquele café da manhã que você tomou quando se levantou?  Eu e os peões da fazenda...  Precisamos acordar a quatro da manhã para polos em sua mesa, a senhora devia agradecer a Deus por toda aquela mesa farta de alimentos que pomos em sua mesa, não é isto a vontade de Deus; este que você prega?

 - Que se danem estes idiotas e otários... Não estou nem aí pra eles... Não torres as paciências Juca... Porra, caralho!  Tange este seu cavalinho peidorrento com mais rapidez, quero se ver livre deste lugar logo, o mais rápido possível.

 - Nossa que braveza irmã, para que fazer esta desfeita deste povo que te tratou tão bem.

 - Ah... são mesmo, tá achando ruim, porque? Seu caipira veado, vamos logo, toque esta carroça.

 - Não precisa se apressar pastora, vai sobrar tempo, a jardineira só passa às nove e trinta da manhã.

 - Desculpe Juca, estou muito nervosa, isso não pega bem para uma pessoa de Deus; Mais acho que isso é mesmo a minha TPM que está se mostrando este descontrole..., Mas parece que não é não, ainda está longe o dia desta pré... Acho que é nervosismo normal... Sei lá.

 - Oiá... Já vi falar de muitos demônios; este eu não conhecia... TPM, Ochente. me explica pra que eu entenda.

 - Juca é o seguinte; quando nós mulheres estamos no dia que antecede a menstruação, ficamos tomadas por um descontrole emocional, vai daí que ficamos muito nervosas e agressivas, isso não é demônio não, isso é normal, faz parte da sexualidade feminina, todo o mês vem para nós mulheres... Tá entendendo Juca meu irmão de fé.

- Isso não sara com orações?

 Não Juca, não isso não pode cessar enquanto a mulher atingir mais ou menos uns cinquenta e três anos, a TPM é um fato normal.

 - Eu também tenho uns problemas com meu sexo... Aí que vergonha pastora, não consigo pronúncia esta palavra, fica muito envergonhado... Não comente com ninguém, fico com vergonha que as pessoas descobrem que eu sou brocha.

 - Brocha mesmo?

 -É... Eu tenho uns brochamento.

 - Ahaa... ra ra ra ra... Ah é este de o defeito que você tem Irmão Juca?

 - É sim... Mas não precisa me vaiar, não faça gozação com isto, fico muito chateado sô...

 Ela não se continha a crise de riso, teve que se segurar, quase se mijou de rir do tão simplório Juca; o Grandalhão.

 - Fico muito nervoso também quando as coisas não do certo para mim, tal qual você, quero impor minha marca de macho, mas não consigo, meus nervos amolecem e me dá uma tremedeira, aí nunca chega aos fatos consumados, fico evitando repetir a fornicação para não passar vergonha.  Outra noite quase que eu arrebentei com um baile de danças que existia lá no arraial, isto tudo por causa de meu este problema de sexo, só estou falando pra você por que você é uma mulher de Deus, acho que você conserva os segredos de confissões, mais ainda tenho muita vergonha de tratar deste assunto, será que tem orações para me curar... Mi dê uma cura para esta minha doença sexual... Sexual; Assim que você fala né?

 - Sim, tem cura sim meu irmão Juca, Hoje não dá para praticar esta cura mais na próxima vez que eu voltar aí nós trataremos diste assunto, mas; isto vai lhe custar um preço alto, talvez você não tenha este dinheiro, você sabe como é né, Jesus não age sem dízimo, você tem condições financeira para bancar isto?

 - Simmm... Tenho dinheiro que pague isto e muito mais, a propósito, a senhora sabe a quem pertence estas terras, esta fazenda que você está visitando?

 - Não vai dizer que a ti pertence?

 -... Isto tudo é meu patrimônio, você ainda não viu nada, eu sou um homem de muitas posses, de um rebanho de vacas leiteiras e gado de cortes, sou simples assim mais tenho bala na agulha, é muito dinheiro e estou disposto a gastar com isto até me curar de vez.

 - Quando eu chegar a cidade eu vou procurar me informar a respeito de quem é realmente estas terra e se é verdade se você não está me mentindo.

 - Pode perguntar ao tabelião da cidade e aqui está o endereço dele que por sinal é meu amigo, ai também o meu cartão mostrando que sou pecuarista.

 - Ah sim... Ele também é meu amigo, aí é fácil saber.

 - Vamos depressa cavalinho, upa Frederico.

 E Juca novamente cutuca o traseiro de seu animalzinho para que puxe este carrossel com mais rapidez.

 - Juca escute ai que vou te falar... Antes de atravessar aquela ponte você pare a charrete; estas risadas frouxas e estes baques das rodas nos buracos me buliu com a minha bexiga, estou estourando de vontade mijar, finalmente aquela moita de bambu a beira d’água vai me quebrar o galho, não aguento mais me segurar.

  - O córrego e a moita de bambu tá um pouco longe em.

 - Acho que dá pra aguentar.

 - Vamos cavalos, depressa...

 Enquanto isso Nego Jão o benzedor destas regiões estava por ali nas margens daquele riacho colhendo ervas para fazer remédios, desta vez pretendia curar uma cachorra de um de seus amigos e frequentador de seu terreiro (templo onde realiza cultos Afro), procurava pela a tal de erva do bicho indicada para combater coceiras e rabugices conforme ele dizia a público. Eis que lá de um pouco longe enxergou a charrete que vinha levantando poeira na estradinha, nego Jão correu e foi esconder no capinzal, quando percebeu que o trole iria estacionar na margem daquela estrada, nego Jão correu foi procurar um lugar mais seguro e optou pela  moita de bambu que estava plantada bem na beira da ponte, Nego Jão escondeu bem ali, entre a ponte e a moita deste arbusto, ficou alojado entre as madeira da ponte e os grandes troncos de bambus, evitando que alguém o descobrisse sua intenção; estava em propriedade particular e evitava que ninguém o visse nestes lugares.

Der repente Nego Jão ouviu uma vó de comando que dizia ao animal.

- Oaaa... pissiuuu... Pare um pouco cavalinho, é hora de beber água no riacho.

 A pastora Irene disse com uma vó quase bocejando:

 - É aqui mesmo que eu gostaria parar; a única moita mais alta, só tem capim rasteiro nestas pastagens, não vou demorar, é rapinho, aguarde.

- Enquanto isso vou deixar o Frederico beber água, pode ficar à vontade o ônibus demora a chegar.

 - Tá bom...

 Nego Jão ouviu tudo e logo começou a botar os olhões no que ia acontecendo. O vento tocava na moita destes bambus, rangia tronco com tronco e provocava aquele som estridente, as águas do riacho fazia chuã, as vacas leiteiras mugiam enquanto pastavam, Juca assoviava-se distraindo enquanto Irene terminava com seu ato mictório.  Os pássaros gorjeando dizendo: bem te vi, bem te vi, bem te vi; como se estivesse presenciando e atestando aquela cena dantesca de dona Irene acrescentando alguns litros na vazão destas correntezas murmurantes incomodando estes peixes com esta poluição destes líquidos com odor de amônia.

Quando dona Irene se esvaziou tudo que estava sobrando em sua bexiga, chamou pelo Juca que estava por ali aguardando este feito e soltou um grito bem alto:

 - Juca, veja aí em minha bolsa; esta da cor verde, e traga-me este pacote de toalhinhas descartáveis, preciso enxugar-me, me molhei minhas pernas, ande logo Juca... Isso é rápido.

 - Sim já vai, já vai.

 Quando Juca abriu o zíper daquela bolsa quase caiu de costa de susto em ver tamanha quantidade de dinheiro, vários pacotes de cem e cinquenta e até um calhamaço de cheques ao portador em nome dela; a Pastora Irene, tudo isso arrecado nos cultos naqueles povoados em que habitava aqueles fazendeiros e sitiantes.

 - Vamos Juca, isto é pra hoje.

- Tô indo, tô chegando.

 Enquanto isso Nego Jão presenciava tudo lá de onde ele estava escondido.

 Juca pegou um dos pacotes de dinheiro que fazia parte daquele montante guardado naquela bolsa, correu e escondeu em uma daquelas moitas de capines enquanto a pastora gritava aos berros.

 - Vem logo Juca, isso é urgente.

 - Já vai.

 Nego Jão percebeu tudo de onde ele estava escondido, só não sabia de que se tratava aquele pacote, e continuava observando tudo.

- Pronto tô aqui pastora... vixiii, desculpe não sabia que você estava assim tão descoberta.

 

- Não precisa ter vergonha não Juca, isso é normal, agora pegue estes papéis descartáveis e ajude a me enxugar, estou toda mijada pelas pernas, sabe como é estas necessidades feitas no mato só da nesta.

 - Nossa Pastora você mijou tanto que nem dá pra imaginar, tal qual a mimosa.

 - Quem é a mimosa?

 - Minha vaquinha malhada.

 - Tá tudo bem, tudo pronto, vamos embora logo.

 Juca saiu na frente e foi logo arrumar a charrete, estacionou bem ao lado do barranco pronto para a pastora subir com mais facilidade. Enquanto isso Nego Jão não perdia um movimento daqueles dois. Logo que estavam prontos para partir, Juca ditou um comando de vós para o cavalinho e logo desapareceram pela estradinha em direção do ponto do ônibus que logo chegaria.

Nego Jão foi depressa procurar o que Juca tirou da bolsa da pastora e escondeu na moita de capim e veja o que ele encontrou; um belo pacote de dinheiro em notas de cem e outro em notas de cinquenta, calculava se em mais ou menos em uns doze ou quinze mil, se apossou para si e ficou saltitante de contente, escondeu em outro lugar para mais tarde pegar sem nenhuma suspeita, mas ficou por ali com sua colheita de ervas para remédio caseiro.

Nego Jão daí algum tempo percebeu um barulho era a charrete que vinha se aproximando, correu e se escondeu ali em seu lugar de costume e ficou observando os movimentos, Juca foi até uma pequena árvore e amarrou seu cavalinho, depois disto se dirigiu à moita de bambu, justamente onde ele e a pastora estavam resolvendo aquele imprevisto e não perdia nenhum lance.

Juca ao chegar neste lugar foi logo descendo as calças até os joelhos, fechou os olhos e firmou o pensamento em sei lá o que... Lógico que na Pastora, em seguida cuspiu na mão direita e segurou com os cinco dedos seu membro e deu início a uma masturbação, ficou longos minutos nesta orgia solitária até que se esvaiu, completou seu ato libidinoso, enquanto que nego Jão assistia tudo e pensava lá com seus botões.

 

- É mesmo um filho da puta, este Juca, só vive aí nos cinco contra um, quer dizer nesta bronha, depois lá no bar quando estamos reunidos ele mente contando tantas vantagens que pega todas as meninas do povoado, mas não é verdade, ele é mesmo um frouxo, perdeu a oportunidade da comer aquela pastora e agora fica aí nesta punhetosa.

Juca foi logo até onde havia escondido o dinheiro que pegou da pastora, mas não estava lá, lógico que quem se apoderou do dinheiro foi o Nego Jão o Curandeiro do povoado.

 

Então ficou assim; Irene a pregadora roubou o povo com suas enganações religiosas, Juca se apoderou de uma parte deste dinheiro, acho que a mesma nem percebeu, certeza que nem contou, nem somou; mas era mais ou menos uns cento e oitenta mil, isso que fazia parte deste dinheiro, enquanto que Nego Jão roubou este mesmo dinheiro do caipira Juca.

 

- Eiaaa.... Vamos Frederico, vamos logo para casa.... Irene... Eita Pastora gostosa, muito boa esta mulher... he he he he ... Opss... Não pode desejar pastora, ela é mulher de Deus...Opss...Vamos cavalinhos, vamos cavalinho.... Que se dane aquele dinheiro... eu tenho muito mais que aquilo...

Antônio Herrero Portilho-(07/7/2014)


Gustavo o padeirinho e a moça da lojinha dos preços populares


Gustavo o padeirinho e a moça da lojinha dos preços populares . 

 A aventura continua. 
 Magda trabalhava na lojinha de preços baixos, as portas deste estabelecimento de utilidades e suvinis,  fazia parte do mesmo prédio que havia um comércio de deposito de matérias de construção, mas o salãozinho dos preços em contas vendia mesmo tudo á preços baixíssimo e o freguês levava de graça um sorriso maravilhoso e simpático desta vendedora balconista que mais parecia a rainha da beleza. Estas Angelinas Julies desta era, ou quer dizer; deste século não chegava aos pés desta loucura de mulher, um corpão!!!... E ainda mais, gostava de vestir com calças, ou shortinhos agarradíssimo que moldava todas aquelas curvas fantásticas e desejosas uma doçura de garota, encantava a todos tanto indo como voltando, frente verso... Nós sas senhora que lasca e racha!!! Coisa de louco! ... Essa moça, todos queria, todos a desejavam nem que fosse um minutinho com Magda, mas vá se contentado em só olhar e lamber os beiços... Essa beldade não andava por aí dando mole, só saia se o cara fosse mesmo de seu agrado, estes Miguelzinho que se atrevesse qualquer que seja algum assédio já levava não de cara dura, ela nasceu em família de religiosos evangélicos e ainda conservava os costumes obedecer aos pais que os mesmos disciplinava estas duas moça; Magda e Aline debaixo de muito regime assim como o pastor da igreja obrigava todos os irmãos e irmãs. Naquelas imediações só havia duas mulheres que se destacavam as mais gostosas e tesudas; Magda e Aline, gêmeas, mas Magda se diferenciava por um pouco maior em estatura, beleza em dose dupla, Magda solteira, Aline casada, mas residiam ali na vizinhança, seu Brandão locutor da rádio FM sempre foi o maridão protetor de Aline, ciumento que parecia doentio, mal sabia que Gustavo o padeirinho, o garanhão ali do lugar já pegou Aline. Ele sabia, mas fazia de conta que não sabia... E se passava por inocente, assim lhe doía menos suas chifradas impetuosas e tempestivas, diziam as más línguas que Brandão estaria ameaçando de morte o padeirinho Gustavo, ele não podia nem lembrar que sua esposa dividiu a fruta com o tal, tão obcecado que até não come mais pães só pelo fato de seu traidor ser padeiro. Brandão sempre carregou com sigo a tendência a homicida, o padeirinho que se cuida com este demente compulsivo, muito mais quando se tratava em corneação, coisa de louco mesmo!! Gustavo quase não tinha mais tempo para nada, estava centralizando atenção na construção de seu estabelecimento que logo estaria em faze de acabamento, os pedreiros dava o duro para terminar a obra no tempo combinado. Nesta sexta feira chegou logo de manhã, assim que os pedreiros começaram seus horários de serviço, o mestre da obra pediu que Gustavo providenciasse um relatório de matériais, assim como materiais hidráulicos e outras peças de cerâmica e como o deposito mais perto estava bem ali no mesmo endereço que trabalhava Magda a menina mais bonita deste bairro... Magda estava de olho no padeirinho, enquanto que o padeirinho já contava com fato consumado, só faltava á conversa configurar. Nesta manhã esta moça estava arrumando as mercadorias nas prateleiras do estabelecimento quando ouviu lá do outro lado da parede que demandava o materiais de construção a voz que ela mais conhecia, era a fala de Gustavo que no balcão comprava as peças de encanamento para sua construção, Magda prestava atenção em toda a conversa de Gustavo enquanto dialogava com o vendedor que assim conferia a lista : - 03 torneiras cromada, registro de água 02 rejunte, cimento, argamassa mais 6 metros quadrado de piso porcelanato, esse é para o banheiro. Gustavo apenas confirmou e aproveitou para perguntar se havia possibilidade de indicar onde ficava o banheiro deste estabelecimento, que precisava usar o. Magda ouviu muito bem e ficou na expectativa, pois o banheiro situava no corredor bem ali nos fundos da loja que trabalhava por sorte dava para avistar muitas cenas exibida ali neste toalete masculino e pela fresta da porta entre aberta assistiu Gustavo quando urinava na bacia sanitária, Magda se encantou com o que viu neste momento, admirada com o que era de posse de Gustavo, ela ficou pasma, não tirou os olhares até que o padeirinho chocalhou o bastão assim até que pingasse as últimas gotas, Magda viu e atestou com seus próprios olhos que ali havia em abundância daquilo que ela estava procurando. Gustavo guardou para dentro da calça aquele enorme pinto flexível tremulante, em seguida conseguiu acondicionar os grandes testículos formando um grande volume no alto das virilhas assim como era de costume, Magda assistiu tudo com aqueles olhos que a terra haverá de comer e só imaginava ter aquilo tudo só para ela em seus devaneios.   Á partir de agora não mais ficaria só em sonhos, todo seu pensamento passaria ser obcecações. Terminando toda aquela visualização ás encenações de Gustavo, a moça sentiu que o fundo de sua calcinha ensopou de algo pegajoso e morno, sua bocetinha ficou toda inundada, lubrificada lacrimejando de um breve orgasmo,  foi ao banheiro e limpou-se com uma toalhinha descartável, enxugou toda a extensão daquela fresta vermelha como uma fruta adocicada, olhou de perto aquela gosma que mais parecia baba de bebê cheirou, depois jogou na lixeira e disse em pensamento: - Tudo culpa daquele padeirinho tarado, você me paga Gustavinho disse ela com expressão de vingança. Logo voltou ao comando de seu serviço aí Magda ficou na porta para assistir a partida de seu amado, mesmo que seja só em pensamento. Os rapazes dos carregamentos e descargas providenciaram a entrega no endereço anotado, enquanto que Gustavo saiu com seu carro em direção ao centro da cidade, mas naquele corre, corre as pressas, Gustavo deixou cair um documento, era o cartão do CPF, Magda assistiu quando caiu, ele quando saiu não viu que estava perdendo este documento, Magda ficou de entregar pessoalmente quando ele retornar ao trabalho. N’outro dia a moça desce a rua pela calçada em que esta construindo a obra do padeirinho, e veja lá quem está estacionado bem ali, Gustavo o padeirinho, Magda passou, cumprimentou com bom dia e aproveitou para perguntar: - Que mal eu te pergunte meu rapaz, você não perdeu nenhum documento ontem quando comprava na loja de material de construção... Não é? A moça firmou as vista em seu rosto com admiração. - Pois é e não é que perdi mesmo, foi o meu CPF, perdi sim, por quê? Você o achou? Apalpou os bolsos e tirou a carteira. A moça insistiu que ele prestasse atenção em sua fala, e disse: - Sim está aqui, pode conferir se este mesmo, disse a ele com um sorriso de simpatia. - Olha! Eu vou deixar o meu telefone anotado neste papelzinho aqui para quando você perder os seus documentos, você me ligar para que eu o procure, eu adoro procurar estas coisas de homens, me estimula, e exita por as mãos  nestes seus documentos, vou te procurar, pode ser assim?.. E entregou a anotação com ar de como se estivesse entregando não só o telefone, mas tudo de si e finalizando com um gesto na mão tirando de sua boca um beijo e entregando a ele este padeirinho comedor de meninas inocentes... Aí ele fez um gesto de positivo a ela que ao mesmo tempo respondeu como tivesse confirmando suas propostas. - Me liga tá, estarei aguardando, hoje é minha folga, tenho muito tempo pra tudo, não vou trabalhar, tchau meu amor. O padeirinho pensou lá com seus botões e zíperes: - Essa já está no papo, não demora nada vai sentir todo o poderio do tão famigerado Gustavo o confeiteiro; eu a seu dispor... mal posso esperar. Gustavo perdeu alguns minutos com olhares fixos naquele corpinho cheio de pecado, ele continuou estático ali na calçada observando o balançar daquela bundinha deliciosa desta lindeza de nome Magda, de passos cadenciados desaparece ao virar a esquina, e o padeirinho volta á seus afazeres na obra. Hoje Gustavo está inspirado, certeza que o bicho vai pegar. O cunhado de Magda; senhor Brandão esposo de Aline sua irmã gêmea, está perturbado é que Aline saiu hoje cedo não se sabem para onde foi, e o Senhor Brandão está com a mente suja, com uma pulga atrás da orelha imaginando que Aline está fazendo alguma coisa errada, deixou o programa nas direções de outro profissional na rádio em que trabalha de locutor, só para procurar Aline, para ele Aline está mesmo nos braços de algum rapaz por aí nestes motéis, e por motivo de Gustavo ter tido um alguns casos com Aline, o suspeito número um é o tal padeirinho Gustavo, estes pensamentos de desconfiança está deixando o cara supere nervoso é hoje que ele vai cometer este crime que tanto fala por aí em bocas pequenas, já procurou por vários motéis para descobrir se caso ela estava em algum destes e toda procura foi inútil até agora. Enquanto Brandão estava louco varrido, Gustavo se esbaldava  no hotelzinho mais próximo dali onde eles moravam, distanciava mais ou menos um seis quilômetros, logo adiante do alagadiço; um pequeno pântano. Gustavo e Magda passaram horas memoráveis, Magda foi comida de todas as posições já inventada a cada intervalo saboreavam um lanche, bebericava alguma cervejinha e algumas doses de bebidas fortes. Para surpresa de Magda a camareira; a moça que servia pela janelinha discreta, pelo que ela entendeu era a sua maior inimiga devida se tratar de uma grande linguaruda e invijosa, na verdade esta amiga de Magda que trabalhava de arrumar as camas e limpar os quartos sempre fofocava tudo que sabia para o namorado desta agora amiga de Gustavo, ela ficou enfurecida quando leu um bilhetinho que veio junto com o drink dizendo que contaria tudo para o namorado de Magda. Esta parceira de Gustavo não se importou muito com a ameaça e continuou com seus atos libidinoso e delicioso, Magda que dava as cartas, ela queria assim, daquele jeito, deitada por baixo de pernas abertas, hora vinha por cima de cócoras. Na verdade esta moça estava mesmo esfomeada, gostava mesmo de rolas grandes e roliças, assim como Gustavo lhe oferecia com muito prazer. Terminaram a seção de sexo ardente foram ao banheiro e tomaram um belo banho pegaram suas roupas e se vestiram pronto para pegar o carro para retornar para suas casas, ela só aguardaria a bronca do namorado, pois a camareira disse que contaria tudo, mas Magda vingou de uma maneira bem apropriada. Enquanto Gustavo dava partida no carro a moça ainda estava no quarto. Gustavo não sabia por que ela ainda ficou no quarto, mas logo que saiu ela contou que pelo fato não gostar e brigar muito com a camareira, Magda juntou aqueles forros e cortinas e travesseiros em cima da cama e fez xixi encharcando tudo aquilo desta sua urina só para que sua inimiga empregada deste hotel ter bastante trabalho e sofrer para limpar tudo. Quando Gustavo saiu pela portaria logo percebeu que havia muitos animais ali na pista, eram as capivaras que viviam neste rio que passava bem ali, estes animais roedores tem o hábito de pastar em grandes turmas ( vara).   Gustavo atravessou no meio destes animais e grande foi a surpresa, ele percebeu que o Senhor Brandão estava ali estacionado bem perto do motel e vendo que Gustavo saía viu esta acompanhante e já imaginou que seria sua esposa, tudo possível, ambas gêmeas. Sua esposa Aline cunhada saiu e não havia aparecido em casa nesta manhã, ficou louco babando, tirou o revolver e começou atirar tentando passar mas os bicho tomou toda a pista e ele quase não conseguiu alcançar, Brandão atirava nas capivaras para elas saírem da frente, até andou matando algumas meias dúzia deste bicho, mas seu Brandão estava de azar, a viatura do IBAMA estava por ali por perto e quando o comando ouviu os tiros acelerou a viatura e tentava pegar Brandão por ter cometido um crime ambiental, Brandão tentava pegar o moço que saiu do motel suspeitando que sua esposa estava traindo com Gustavo. Logo ali á uns 900 metros os carros pararam e o sargento Florestal saiu da viatura e foi logo perguntando: - Vocês podem me explicar o que está acontecendo?  que porra é essa? diguem aí. Brandão respondeu que sua esposa estava o traindo com o rapaz do carro da frente, Magda saiu do carro de Gustavo e disse que ele estaria engando, não sou sua esposa, sou sua cunhada irmã gêmea de sua esposa, tá explicado senhor Brandão, sou maior de idade, vacinada, diplomada e saio com bem eu quiser, o senhor não tem nada com isso, sua esposa Aline nesta manhã acompanhou a mãe até o culto em horário de vigia, ela tá lá na igreja orando com minha mãe, agora vá pra casa esfriar esta sua cabeça meu cunhado preocupado. O sargento Florestal disse: - Ir pra casa uma ova!!!... Ele vai ter que me explicar esta matança de animais, você vai ser processado e pode até pegar uns anos de cadeia para o senhor largar de ser besta, vamos você está preso senhor Brandão, pode entrar na viatura,  vais dizer toda esta história para o delegado. Gustavo seguiu em frente com sua garota mais linda e gostosa desta cidade. Magda aproveitou bem seu dia de folga agora conhece como Gustavo faz sexo muito gostoso, Aline está orando na igreja evangélica... vai saber... se tá mesmo, a faxineira do Motel e inimiga número um de Magda agora terá uma enorme trabalheira só pelo fato de não manter sua língua quieta, poderia estar livre desta,  terá que lavar as roupas de cama, cortinas, travesseiros, Magda comprometeu o serviço desta faxineira linguaruda. deixou suas marcas ali naqueles tecidos branquinhos e alvos. Assim termina mais uma aventura de GUSTAVO; O padeirinho sedutor. Antonio Herrero Portilho/10/12/de2016.


INTENSO PAVOR

Primeira Parte. 

O corpo do Coronel Antão - INTENSO PAVOR


Todas as vezes que caia um temporal, Coronel Antão ia em direção dessa grande e misteriosa árvore.

Passava todo o temporal debaixo da velha figueira; árvore centenária, corria a boca a boca que os ancestrais de Coronel Antão faziam torturas aos escravos e escolhia esse lugar para suas celebrações macabra, as vezes usava para açoitar ou em momentos sacrificar esses pobres seres indefesos, o tronco era debaixo da velha figueira, reza a lenda que nas sextas feiras em um determinado horário ouvia se gemidos que ecoavam desde dos tempos negros da escravatura. As amarras e chibatas ainda zuniam assim como nos tempos já passado, um resto de assombração persistiam em se apresentar seus lamentos cheios de dores.

Coronel Antão corria para debaixo dessa árvore, não no intensão de se abrigar do mau tempo, mas seguia esse ritual como uma exigência das entidades espirituais de forças maiores.

Todos já sabiam que esse senhor Antão já fez pacto com o diabo, ele só passou a ser rico milionário depois que vendeu sua alma para o demo, senhor das catacumbas dos infernos... em comum acordo era deveras parceiro do Diabo, mas conforme ficara acertado em pacto de sangue, em uma determinada data, o diabo viria para leva-lo, isso já ficou firmado.

O misterioso senhor Antão tinha uma super percepção de quando se aproximava qualquer tempestade, suas entidades espirituais sempre o alertavam, hoje bem de manhã esse homem recebeu essa revelação que dizia aproximar um grande temporal, ele ficou contente com esse aviso.

Hoje nessa tarde acontecerá. Olhando para o céu pode se perceber um aspecto estranho que de mostra nesses ares, essa brisa refrescante tem cheiro de chuva, a revoadas de pássaros rumo ao sul.  Já anuncia essa verdade


O tempo impiedoso passa fazendo marcas de destruição, além de derriçar as folhas e galhos dessa gigantesca figueira, deixava escorrer um rio de águas partindo do ponto mais alto dessa árvore até as raízes: tentáculos como os braços fortes desses caboclos resistentes formados para essa lida.

Tudo se tratava de uma barganha, eles ofereciam seus trabalhos em esforços por essa tão pouca miséria de cifras em tostões, maus davam para se alimentar essas três bocas famintas, insuficiente para acalmar a fome massacrante, nessa troca, coronel Antão sempre saia ganhando, esses empregados camponeses vendiam suas forças quase de graça, ficava faltando para alimentação desses seus filhos,   uma tristeza que saltava aos olhos de qualquer observador, ver aquelas crianças desnutridas de faces amareladas quase esverdeada pela palidez, de ficar chocado com tanta desumanidade, Coronel Antão poderia tratar melhor seus colaboradores, mas o que imperava naquelas leis trabalhistas, maltratava os mais humildes, quem ditavam as regras eram os mais poderosos senhores adeptos do coronelismo.


Naquela moradia precária Justino, sua esposa e seus dois filhinhos inocentes se penalizava pelo que poderia acontecer nessas intemperes climáticas, se protegiam como podiam desse bravio temporal.

Os relâmpagos trincavam o céu com grande luminosidade, as telhas de cerâmica da humilde casinha de Justino, tremulavam, encharcando dessa água dita como abençoada, mas inundava e causava até a morte aos desabrigados.

Aqueles seres tão desprotegidos das promessas divina, ainda que esse deus a qual eles prestavam essa fé nunca estendeu as mãos pelo ao menos a essas crianças.

O sonho daquele chefe de família; Justino, mulher e dois filhos, era de melhorar as condições de vida, dar conforto a essas três criaturas desamparadas pelo patrão, esse endemoniado home de negócio, que só visava o lucro as custas desses esfarrapados operários.

Já chegava as últimas horas dessa tarde quando essa chuva diminuiu bastante, quase cessando os últimos pingos, Justino; o pobre homem trabalhador dessas roças, apanha um machado e mais algumas ferramentas, assim como um belo revólver que possuía dês de muito tempo, só para caso de algum ataque de animais selvagens, nessas propriedade do Coronel Antão havia muitos animais perigosos, pensava com essa arma defender desses perigos, deixa sua pequena casinha, mulher e filhos e vai em direção dos campos, intenção derrubar um coqueiro de palmito para acompanhar em sua refeição, só restava esse afazer, depois desse meio dia a chuva não deixou ninguém trabalhar.

O nevoeiro cobria os caminhos a seguir, uma nevasca que quase não se via nada.

Justino vivia o tempo todo reclamando por suas péssimas condições de vida, questionava, resmungava e até xingava a Deus que se dizia o criador de tudo, mas para ele nunca atendeu suas orações, dizia e repetia que venderia a alma para o diabo, assim como seu patrão coronel Antão fez, repetia várias vezes – Deus não dá nada para ninguém, veja como nosso patrãozinho é rico e poderoso além de ser uma pessoa cruel, perverso praticante de tantas atrocidades e feito pacto com o diabo... e é rico.

Se o diabo aparecesse para mim eu me entregaria de corpo e alma, também seria um muito rico, agora dizendo a verdade, eu nem pra isso sirvo... ter uma prosa com esse tão encantado anjo muito querido.

Enquanto Justino caminhava naquelas trilhas em meio esse chuvisqueiro, resto que sobrou dessa tempestade que caiu agora a pouco, enxugava o rosto com as mãos, enquanto que seus olhos enchiam de água desses pingos que caia.

Com um saco de estopa nas costas com suas ferramentas, em um breve momento percebe se que as folhas dos arbustos se mexeram, em seguida surge do nada uma voz que chamou pelo nome algumas vezes esse pobre homem:

- Meu deus que será isso, seria deus falando comigo, ouviu meus reclames indignado pela minha situação miserável que se encontra minha família próximo de morrermos de fome além de esforçar-me para colocar comida na mesa, mas tudo que ganho nesse trabalho escravo não dá para matar a fome desses meus três viventes, eu, minha mulher, meus dois filhos.

Der repente a entidade interrompe os pensamentos de Justino e diz como exigência.

                                                                                                             - Senhor Justino, senhor Justino, eu quero ser seu amigo, tenho boas notícias para você, se quiser me ouvir, gostaria de falar com você? Disse essa voz do nada.

Justino abriu seu saco de ferramentas, pegou seu revólver e perguntava com insistência.

- Quem está aí, diga por favor, se não eu atiro. Disse com bravura apontando a arma para o mato.

- Calma seu Justino, sou seu amigo, pode abaixar a arma, quero ter uma conversinha com você, não fique bravo comigo não, vamos conversar amigavelmente, você não vai se arrepender, ainda a pouco você disse que entregaria a alma para o diabo, eu estava aqui perto e escutei dizer desse seu desejo de ficar rico, sua oportunidade chegou, você poderá se tornar um homem muito rico, pense bem nisso, tão rico como seu patrão, então, você não precisa ficar cruel como ele, sua esposa e seus filhinhos serão bem tratados cheios de belezuras... Disse o Cramulhão oferecendo muitas maravilhas enquanto Rufino dava toda atenção às propostas desse diabinho do bem.


- Caso nós confirmamos essas minhas propostas, já vou te adiantar logo, não quero culto e nem qualquer tipo de orações, aqueles santos que você tem naquele oratório, vou te adiantar, terá que jogar fora, diabos não gostam de imagens, é o inverso de tudo que demostra a fé divina. Essa voz misteriosa dizia a seu Justino se dizendo muito interessado por essa sua causa.

Justino se fazendo de difícil por momento deixou de dar atenção a esse diabinho, essa entidade, assim voltou a insistir chamando atenção para as maravilhas oferecida por esse diabinho.

- Justino enquanto caminhava pensava nas condições de fazer o pacto com o diabo, olhava para sua situação de miséria de sua pequena família e cada vez mais se convencia que esse seria uma ótima condição:

- Estou quase aceitando, afinal o diabo não é esse sujeito tão mau que o povo descreve, todos que chamam por ele, atende com urgência e presteza, enquanto que eu a tantos anos vivo rezando em pedidos, orações e promessas em aclamações, até hoje cada dia pior, estou convencido, vou aceitar, agora pergunto a você meu parceiro, qual será os próximos passos para firmar o pacto? Justino diz sim as propostas da entidade.

Essa trilha em que Justino seguia passava ao lado da misteriosa árvore centenária; a figueira encantada. O pobre homem enquanto mudava seus passos em direção dos coqueirais já se sentia que tudo estava mudando em sua vida, a começar por sentir se fortalecidos, parece que já sente mais vigoroso, como um ser humano, curado de uma forte anemia, Justino percebeu que agora tudo estava surtindo efeito, ao chegar sobre a proteção da velha figueira o diabo chama Justino para debaixo dessa misteriosa árvore, essa entidade vai ditando as regras de um ritual, enquanto Justino seguia o que era dito, o homem aceitava tudo o que lhe fora dito, como uma celebração de batizado.

A voz misteriosa disse ao Justino:

-Agora você abra esse saco de estopa, e pegue sua faca e faça um pequeno corte no pulso direito, deixe que esse seu sangue que exale ao vento, agora você é um dos nossos, aguarde para as próximas horas você terá os primeiro sinais desse seu pacto.

O diabo encerrou essa confirmação, tudo aconteceu sobre a proteção dessa árvore centenária. Justino continuou a fazer o que ele estava determinado, colher os palmitos nos coqueirais das guabirobas

Quando Justino voltava seguindo pela mesma trilha aconteceu um fato muito curioso, ele já estava imaginando que o pacto já estava surtindo efeito, Justino percebeu que de encontro a sua direção, surge um cavaleiro a galope, parece que não se sustentava direito nos arreios do animal, como se estivesse bêbado, passou por Justino, olhou para trás, viu que deixou cair uma grande bolsa de couro cru, tudo indica que aquele cavaleiro era um dos administrador do coronel Antão, a grande bolsa estava cheia de dinheiro que seria para pagar os empregados que trabalhavam nessa colheita de cana de açúcar, Justino ficou assustado quando ouviu um tiro de trabuco. Justino agora estava com a bolsa superlotada de notas graúdas, o cavaleiro foi assassinado, tudo indica, que foi uma tocaia. O pobre homem ficou confuso, não sabia se entregava o dinheiro ao dono que conforme alguns papeis que estava junto das notas e o portador seria o administrador do coronel Antão, Justino indeciso sentou se as margens da trilha pensando no que faria.

Em dado momento uma águia aproxima de Justino, ela gritava alto e voava em círculo, Justino começou a sentir medo, tudo aquilo dava pavor, logo a grande ave se aproxima de Justino e se transforma no diabo, pela primeira vez Justino viu a figura do diabo, aproximou e deu seus cordiais cumprimentos demonstrando ser muito amigo desse seu mais recente iniciado.

-Justino, Justino meu amado discípulo, essa sua primeira posse, foi tudo organizado por mim, não se preocupe com esse dinheiro, você não está praticando nenhum ato desonesto, não está roubando, esse dinheiro é seu.  Disse a entidade acalmando as tensões de Justino.

- Mas isso é muito dinheiro, tenho medo de alguém saber que estou de posse dessa grande quantia, posso até ir preso por acoitar produto que a mim não pertence.

- Não se preocupe eu já armei tudo, ninguém vai te pegar. Deixe comigo, eu te darei toda cobertura. Você está me compreendendo meu discípulo? Você ainda terá que aguardar umas quatros semanas para começar a gastar esse seu rico dinheirinho, já tenho em vista, você vai comprar aquela casa que se situa naquele endereço cujo já é de meu conhecimento, espere a poeira abaixar, eu estarei dando cobertura de tudo. 

- Sim, sim, tudo entendido.  Justino concordando com as propostas de seu mestre.

- Onde fica essa casa? Qual endereço? Pergunta Justino.

- Não se preocupe, na hora você vai saber, quero te adiantar a próxima e primeira tarefa a cumprir, coronel Antão está cumprindo seus últimos dias aqui na terra, você será o substituto, Coronel Antão morre dia dezessete desse mês, morte por arma de fogo, o fato acontecerá quando a vítima estará em meio uma confusão, haverá vários disparo de arma de fogo, mas ele morrerá pelo disparo de sua arma, você Justino acionará o gatilho de seu revólver e matará Coronel Antão logo quando ele chegava amontado em seu cavalo, Coronel Antão era um frequentador assíduo desse estabelecimento, hoje ele chegou na hora errada.  Na porta desse boteco onde haverá essa grande confusão, homens atirando com armas de fogo, esfaqueamento de peixeira até espancamento, se pegando em lutas corporais assim morre Coronel Antão, e eu estarei lá no funeral dele a fim de resgatar o corpo desse grande personagem, se vai Coronel Antão, ressurge Justino o mais novo discípulo do diabo.   Assi Essa entidade revela tudo com antecipação.

Antônio Herrero Portilho/11/3/2024*** 

  

 

  HOJE DIA 22 DE SETEMBRO/24 ESTOU RECUPERANDO ESSE MEU BOG, FORAM MUITAS TENTATIVAS E FRUSTRAÇÃO, AGORA PARECE QUE VAI PROCEGUIR EM FRENTE....