O MAIS PURO AMOR.
Nego João era um caboclo de sorte, sempre que lançava os olhares para qualquer mocinha do arraial... Aquelas que viviam de vezes em quando caminhando pelas estradinhas da fazenda...Assim ele dizia consigo:
- Esta está no papo.
Ele não perdoava nenhuma carne nova e macia cheirando menina donzela.
Ela parecia mesmo uma flor de açucena, com aqueles vestidinho de chita, que quando contornava os busto mostravam aqueles peitinhos durinho e apetitosos com as pontinhas dos mamilos apontando pro céu.
Uma verdadeira fruta das mais adocicada, tentava esconder tudo isto com um tecido fininho, fininho que contra a luz dava mesmo para enxergar todo aqueles contornos delicioso de morena formosa, tal qual uma flor em botão.
Mais; porem olha quem estava ali bem nas margens destes caminhos... Ali na curva da estradinha lado ao cercado de ordenhar as vacas leiteiras... João todo cheio de panca sentando em um palanque do curral, não tirava os olhos daqueles movimentos cadenciados de andar de menina simples, às vezes ele pensava em voz alta assim:
- Mais não tem problema não... Pode ser matuta, caipira que não sabe falar direito.. Tá bom assim mesmo.
Expressava com gestos obscenos com as mãos nas virilhas, como se tivesse acondicionando algum volume dentro das calças, com aquele jeitão de conquistador sertanejo, e terminava a prosa dizendo:
- Sendo bonita e jeitosa é o que basta.
Suzana passou bem ali pertinho do tal, escondeu seu rosto tímido entre as madeixas e abriu aquele sorriso largo e insinuante, parecia que ela dizia com seu coração:
- Um dia eu te pego João do meu coração você vai ser só meu, você vai ver só quando eu te pegar. Aguarde.
João também ficava murmurando algumas palavras de esperança:
- Suzana querida você não me escapa, sua danadinha de gostosura, estou contando os minutos para que esta hora chegue, não vai demorar.
Der repente João percebeu que ela deixou cair algo no chão do caminho; era seu lencinho de cabelo, correu e foi logo pegar o lenço alcançado a bela tocou a em seus ombros e aproveitou para lhe fazer uma gentileza dizendo:
- Olha que caiu de você, seu lenço, acho que você não percebeu, não vá deixar estes lindos cabelos soltos por ai... Pode prender para não sair voando por ai a fora, este eu peguei e te entreguei se fosse seu coração que tivesse caídos eu não devolveria nunca mais, ficava só para mim, já que você não quer me entregar eu ia apoderar dele, morena do meu coração... sô...
Suzana olhou para os olhos do rapaz e ficou encantada, nem acreditava que estava ao lado do tal que diziam todas as mães destas localidades:
- Cuidado com este tal João, ele é desrespeitador de mocinhas, não perdoa nenhuma virgem destas que estão por ai dando moleza, você Suzana exijo que você se preserve para não fazer feio para nossa família.
Assim elas todas respondiam:
Sim mamãe, ninguém vai fazer mal para nós... Pode confiar mamãe..
Suzana com a cabeça baixa olhando para o peito do rapaz disse:
- Aprenda a não pegar para você aquilo que não é seu, você espere até a hora que eu decidir te dar...
aguarde qualquer hora desta, meu coração será só teu... João do meu coração.
Ela seguiu em frente, João ficou agradecidos pelas suas palavras.
Naquele começo de tarde a mãe de Suzana percebeu a falta de algumas aves que povoava o terreiro da casa, alguns belos gansos estavam desaparecidos. A mãe de Suzana já sabia aonde estas aves iam quando desapareciam, já era de costume esconder lá nos lagos que formam o ribeirão, procuravam águas com abundancia e lá existia com certeza, até uma pequena cascata de mais ou menos uns cinco metros de altura, ficava nos fundos do sítio, era lá o paraíso dos gansos da mãe de Suzana: a morena mais linda de todo o arraial.
Como a senhora mãe da moça estava muito ocupada com algumas obrigações no lar, já estava quase pronto uma fornada de pães que acabara de colocar no forno, ai não pode ir a capturas das aves; apesar de não ficar longe dali, era bem lá na várzea, mandou que esta sua filha fizesse isto por ela, resgatar e trazer de volta estes animais domésticos fugitivos, e assim o fez.
Suzana sai por ali na aquela direção cortando atalho por entre os capins Jaraguá, capinzal alto, quase dava para encobrir uma pessoa de tão alto, e a moça por ali vai a mando de sua mamãe.
João estava indo em direção dos pastos para pegar seu jumento de cela que montava para campear os bezerros que estavam quase nas mesmas direções que a menina caminhava, ela procurava os gansos e ele ia em busca do jumento e dos bezerros nascido a poucos dias.
Quando João enxergou o jumento e ficou pronto para botar o cabresto neste animal, veja lá que sorte, percebeu a sua sonhadora vítima atravessando o vale a uns oitenta metros dali, era a Suzana indo em direção do lago onde poderia estar escondidos os gansos...
João percebeu quando ela passou por baixo de uma cerca de arame farpado já quase chegando a barranca do ribeirão.
Ficou agitado, coração queria pular pra fora daquele peito, parecia um leão querendo pular na caça. Com os olhos arregalados querendo logo fazer uma loucura quando viu aquelas carnes novinhas de moça passando ali bem próximo dele. Amarrou o jumento em um tronco de uma pequena árvore e foi em direção da moça, seguindo os paços da tal, devagarzinho tal qual um gato esperto, à pouca distância a seguia com muita cautela.
A moça chegou ao lago onde estavam as aves, como já previam elas estavam lá, os gansos festejavam com tantos espaços pra divertirem.
Estava ali escondido entre os arbustos observando todos os movimentos da menina.
Ela subiu em cima de uma pedra bem próxima a cachoeira, olhava para todos os lados para conferir se havia algum intruso, mas não sabia que ele estava lá entre as folhagens e as pedras, bem escondido focando os olhares sobre ela e em seus movimentos.
Não percebendo ninguém nas imediações começou lentamente se despir, estava ela pretendendo se banhar na cachoeira ciente que estava mesmo sozinha.
Ele a comia com os olhos famintos, estava aguardando o momento certo para agir, e ousar com suas persuasões, estava com os olhos fixos na expectava de sua nudez e só pensava em corteja-la.
No momento que Suzana estava retirando a última peça e se obrigava a se sustentar com uma só perna, veja que desgraça, escorregou da pedra em que estava, pois ali havia uma grande camada de lodo muito escorregadio, foi uma fatalidade, caiu bem lá dentro do lago cheio de pedras, local onde estavas situado as maiores profundezas.
Suzana se batia, e tentava se livrar das águas profundas, tentava nadar, mas não conseguia, não tinha habilidade para este esporte.
João veio logo correndo e perguntando se estava tudo bem... Você quer que te salve disse João.
- Sim, venha logo que estou me afogando, depressa, depressa João, aqui é muito fundo e eu não sei nadar.
Ele não pensou duas vezes, se atirou no lago com aquela bravura que só ele possuía, desta vez estava a vida de Suzana em jogo, apostava tudo em salva-la, claro que isso que mais queria, sem duvida.
Aproximou de Suzana para agarra-la, a água estava no nível de quase chegando a altura dos ombros, até ficava um pouco difícil de pega-la.
A nado conseguiu toma-la em seus braços e com algumas dificuldades tira-la para fora d’água estendendo a sobre as pedras quase plana, por sorte Suzana não bebeu quase nenhum gole de água, não ocorreu nenhum afogamento, apenas estava cansada de tanto se bater para se salvar.
Passando alguns minutos já recuperava deste imprevisto.
João ali do lado a tratava com muito carinho com palavras tentado acalma-la deste acidente.
Acabou ficando íntimo, enquanto que ela toda nua ali presente aos cuidados de João, enquanto o que tanto queria praticar tudo àquilo que estava em mente dês do momento do primeiro olhar, ela com todo o impulso de menina mulher também pretendia dar início a uma relação amorosa.
Os gansos de Suzana estavam lá se divertindo com aquela grande quantidade de água naquele regato que formava o lago, nadando livre sem nenhuma preocupação tal qual a tranquilidade de sua dona, agora entregues aos caprichos daquele que a cortejava com tanto apreço e dedicação.
As bocas se abriam em respostas as indagações dos corpos. As mãos deslizavam em toda a geografia daqueles pelos e peles, enquanto os músculos viril de João se estendiam transformando em densa rigidez.
Era tudo recíproco; estes corpos se compreendiam e se rendiam a volúpia dos desejos enlouquecedores, Suzana entregou a seu grande herói sua mais pura e alva virgindade a seu amado, sabedor de que já se achava na condição de possuidor de todo aquele monumento quase amortecido que agora em seus braços a segurava ciente que podia dar início as estas exigências destes pedidos que ambos desejavam com tanta expectativa.
Entre meio a muitas carícias, abraços e beijos, corações disparados em alta tensão, Suzana deu início a repedidos movimentos impulsionando em um completo frenesi roçando sua pele ao encontro do corpo de seu companheiro agora iniciado o ato tão esperado e desejado por ela.
Agora enlouquecida de um prazer duradouro, no íntimo de suas insígnias, o mais belo portal do amor, baixo ao ventre de Suzana estava em completo relaxamento e logo percebeu quilo que todos os chefes de família dizia ser intruso e prejudicial às mocinhas, ela sentia, agora adentrando ao seu corpo tenro e febril, que entorpecida de prazer dirigia os olhares para o alto ultrapassando as folhagens das matas e alcançando o céu.
Parece que ela neste momento estava chegando até as nuvens no momento que João bem devagarinho introduziu como se fosse um punhal que mata de amor lentamente uma mocinha... de nome Suzana. Foi desferindo cautelosamente sua arma fatal de extinguir virgindade destas meninas carentes e esperançosas por este ato.
A pequena queda d’água derramava o líquido precioso que surgia das entranhas das pedrarias rochosas, desta paisagem.
Dentro de alguns minutos em que este casal estavam em completa ação compenetrada sobre aquilo que praticavam, Suzana percebeu em seu mais profundo ser que algo exauria, inundava seu ser em torrenciais avalanches causando grandes inundações dentro de seu corpinho que agora se transformaria para uma mulher completa e apita a todas as necessidades exigidas pelos prazeres carnais.
Este homem de nome João exercia muito bem estas relções, praticava com experiências já repedidas diversas vezes com suas inúmeras aventuras vividas nestes lugares, muitas meninas moças assim como Suzana já deram início a vida sexual com ajuda deste rapaz que por ali vivia.
Diziam as mães e os pais que ele fazia mal às moças deste lugarejo, desonrava as famílias, quando estas meninas apareciam desvirginadas se tornava motivo de vergonha para os pais; mas isto sempre foi costume deste lugar, estes chefes de família assim pensavam e assim exigiam de suas filhas moças.
As pretensões deles seria de gosto que as filhas casassem virgens sem máculas, mas João estava lá para contrariar estes pais autoritários, exigentes que sempre entendiam que a vontades deles teriam que ser a vontades das filhas e haveria que ser obedecidas a risca.
Hora de cada um tomar seus rumos. Saíram do meio dos arbustos para ver se ninguém flagraram algo, vendo que não havia nenhuma alma viva neste instante ai foram embora.
Suzana recolheu seus gansos que outrora estava em completa candura, cor bem alva, agora havia deixado esta alvura para atrás.
Aquela brancura das aves não é mais a mesma e a virgindade de Suzana também ficou para o passado, e o lago, os gansos a cascata agora é águas passadas, Suzana a partir de já, é uma iniciante dos prazeres do sexo.
João foi até onde estava amarrado o pobre animal jumento, desamarrou, montou e logo foi procurar os bezerros que era seu serviço.
Enquanto que Suzana voltava para sua casa cumprindo o que sua mãe havia lhe incumbido.
Tangia os gansos enquanto os mesmos faziam um barulho gritante.
Suzana estava intrigada com a cor dos gansos, achava que eles foram mais brancos, a cor dos gansos não mudou nada, é que ela mudou a maneira de ver as coisas, aquele coraçãozinho fragilizado já não é mais o mesmo, não estas mais voltado para o romantismo e ternura, até as flores não são mais as mesmas, a partir de agora ela sabe bem o que quer e fez uma grande descoberta nesta tarde, descobriu as mais intensas formas de amar e se entregar de verdade a um homem.
(Texto de Antonio Herrero Portilho.)