- A ESTAGIARIA DO CASTELO
(continuação de; A escrava do Vampiro do castelo.
Bernadete saiu essa madrugada
para o trabalho no castelo, acho que ela tem um estomago muito forte para trabalhar em
um lugar como aquele, exala nesses ares mau cheiro de podridão, carne humana em
estado de decomposição, muitas pessoas morrem nas mãos daqueles seres
diabólicos, tudo leva a crer que esses restos mortais são descartados ali bem
perto, Berna, não sei se volta, nessas condições acho já mais, morte confirmada.
Ali é um local de sumiços de pessoas, principalmente quando se trata do
sexo feminino, não dura muito tempo que logo é considerada desaparecida, essa
noite foi a simpática senhorita Bernadete, patrão vampiro a chamava de Berna,
Muito responsável em seu
trabalho, sempre aposta com suas obrigações nesse castelo, Fred na falta de uma
taça de sangue fez dela sua vítima, foi sugada até que suas carnes se tornassem
brancas como um peixe fora d'água por algumas horas, Fred aproveitou até a última gota de seu sangue, assim foi
o fim dessa meiga senhorita, esse vampiro lhe embebeu seu líquido essencial para a vida.
Zuleica avó de Berna morava em
uma casa de origens medieval, arquitetura simples nivelada entre as montanhas
quase escondida nas encostas, de acessos dificultoso entre as rochas e caminhos
que levava a uma via de margens mais larga, a qual usava-se para o trafego de
carruagens ou carroças.
Zuleica mãe de Berna; a mesma que hoje
jaz, pessoa meio esquisita muita entendida em assunto de bruxaria vampírica,
percebia que o sumiço de sua filha Bernadete foi obra de Fredy o Vampiro mais
tenebroso desses tempos, nada pode fazer, Zuleica e Fredy; ambos de formações
sinistras sobrenatural, também vivia nesses mundo dos horrores, sempre
praticavam essas feitiçarias, ela também tinha suas artimanhas e truques para
adentrar nesse mundo das trevas, havia a necessidade de manter essa sua
identidade secreta, os homens da santa inquisição apesar de outros tempos, ainda exerciam o trabalho de
fiscalizar e exterminar todos que praticavam trabalhos secretos de magias e
misticismo nesse começo do século quatorze,
estavam decapitando essas pessoas que praticavam esses cultos que os
quais dizia ser aos diabos, Zuleica transformava em mariposa, assim sempre se
livrava das garras do soldados dos religiosos, essa negra borboleta de hábitos
noturnos pousavam em paredes residenciais, tronco de árvores que confundia com
a textura da casca da madeira, mimetizava pela cor e luz. Muito difícil ser
aprisionada, nada a alcançava para leva-la para a fogueira santa, assim diziam
os soldados do apocalipse.
Morava sozinha, só algumas
visitas de sua neta Malvina que vinha das distantes terras de um outro reinado,
essa neta nesses ditos finais de semestres estaria sendo diplomada na categoria
de Bruxa classificada como especialista em ato de vampírica, seguia a vocação
de sua avó Zuleica.
Hoje Zuleica recebe uma visita,
sua neta que vivia em outro povoado, outro reinado, veio para morar com sua avó
Zuleica, a neta Malvina ficou órfã, seu pai e sua mãe foram mortos a espada a
mando do rei, suspeitava de trabalhos em feitiçaria, mas apesar de Malvina ser
uma formada em assuntos vampiros, não foi decapitada, vivia em segredo, sendo
assim só restava a companhia de sua avó Zuleica, assim Malvina arrumou um teto,
dentro de poucos dias teria que fazer uma viajem, ficaria por ali até sua
volta.
Quando o sol já estava se
escondendo por completo, a noite avançava a passos largos, devido clima muito
frio, a casa estava com portas e janelas fechadas, em situação repentina,
Malvina passa a sentir falta de sua avó, procurou por todos os lugares aí ela
sentiu que havia perdido de vista, sabendo dessas atividades, malvina não se
preocupou em nada, já sabia de suas peripécias ligada a esse sobrenatural,
aproveitou aquele começo de noite para conferir sua bagagem, em seguida
procurou seu leito de dormir, assim fez, embrenhou noite a dentro, tinha
certeza que sua avó logo viria.
Hoje levantou-se antes dos
primeiros raios do sol, quando procurava pela sua avó não a encontrou, conferiu
todos os cômodos dessa casa e já ficou confirmado, Zuleica sua avó, não estava
em casa ou fazia presença de uma outra forma.
Logo deparou com algo estranho
frente aos seus olhos, percebeu uma enorme borboleta preta de hábito noturno,
estava pousada na parede, confundia a visão, quase imperceptível conforme a
coloração das rochas que formava esses divisórios entre a cozinha e o quarto de
dormir, de aspecto diabólico, se observasse bem poderia perceber a nítida
figura de uma bruxa naquelas asas desse inseto aterrorizador, Malvina sabia que
sua avó possuía aquele poder de se transformar em mariposa para driblar os
caçadores de bruxas, por isso não quis enxota-la, deixe ela pousada lá. - já
estou imaginando que algo inesperado poderá acontecer, ela previu antecipada.
Disse a neta sabedora desses feitiços, mas porem precisava guardar em segredo
devido essas perseguições a essas atividades, tal qual a sua avó exercia.Malvina esperava o dia amanhecer
por totalidade para dirigir-se até o velho castelo, buscava se empregar como
auxiliar de assunto vampiresco; essa é sua formação, inclusive seu futuro
patrão, o velho vampiro Fredy a esperava para sua contratação como estagiaria
nesses variados serviços, certeza que Malvina estaria contratada, seu perfil
confere em tudo que o senhor Fredy precisa para ajuda a esses afazeres não
muito normal, difícil alguém preencher essa vaga, tipo de profissão quase
extinta, Malvina era a pessoa certa para essas atividade, apreciava e admirava
esse ramo de atividade.
A neta de dona Zuleica percebeu
um trotear de cavalos que pisava ali em frente da porta de dona Malvina, a moça
abriu a porta e logo percebeu, era dois cavaleiros do rei que vieram buscar
Zuleica:
- Estamos aqui em busca de
Zuleica, o que você é dela? Perguntou o soldado em tom de voz com austeridade,
Deixou Malvina muito preocupada, mas respondeu dizendo que sua avó não morava
mais lá, que havia se mudado para muito longe dali, que a busca seria em vão.
Mesmo assim os soldados foram conferir,
reviram todos os pertences, deixaram a casa de cabeça para baixo, mas não
encontraram nada, os soldados se sentiram frustrados e disseram:
- Essa busca ainda não acabou,
nós voltaremos a qualquer hora.
- Sinta-se à vontade, estou
dizendo que minha avó não pertence mais a esse reinado, foi embora para bem
distante daqui. Disse Malvina ainda meio amedrontada desviando os interesses
desses cavaleiros do rei, até que os soldados batessem em retirada.
- Eles já se foram, posso voltar
ao meu normal? Respondeu Malvina - sim
não tem mais ninguém para nos incomodar, mas me diga onde você está que não
estou te vendo? Perguntou Malvina exigindo resposta.
- Aqui oh... não está vendo essa
mariposa aqui no alto da parede, sou eu. Não se preocupe, dessa estamos livres,
mas logo estarei indo embora daqui.
Poucos instantes após essa
visita, Malvina percebeu um fenômeno da natureza, o céu escureceu tamanha era a
revoada de mariposas que saía da velha caverna desabitada que ficava a uns
quatrocentos metros retirado dali. Em um momento espetaculoso em que a dança de
horrores acontecia nesses ares e se deslocavam em direção do horizonte, ainda
em forma de mariposa, despediu de sua neta fazendo recomendações para que
cuidasse bem da casa e fique morando até sua volta a um dia qualquer, partiu
comovida por deixar tudo para trás, nesse clima de tristeza, mas evitando
qualquer situação de morte em fogueira, morriam queimadas em praças públicas,
Zuleica alça voo e ainda consegue alcançar no final daquela fileira de
borboletas noturnas, se infiltrou no bando e seguiu viagem para bem longe dali pelo menos uma mariposa naquele bando era diferente, tinha vida, era humana, enquanto que Malvina é contratada para os trabalhos extra ordinário no castelo
do conde Fredy, ficaria a cargo de acompanhar e atender as necessidade desse
velho Vampiro ainda perigoso e sanguinário, agora na condição de estagiaria desses horrores que ocupa a vaga de sua
tia Bernadete; Berna como dizia Fredy.
11/62022/ antherport.
Nenhum comentário:
Postar um comentário