TRIBUTO À MOÇA BONITA.
Pela a estrada a
fora,
entre a relva e a
flora,
caminha em passos
lentos
sobre a sombra do
arvoredo;
coisa da imaginação,
a brisa que toca seu
corpo
não desvenda seus
segredos,
nem revela as emoções.
Ela aos poucos se
desvanece
como encerrar de uma
prece,
pelos fins desta
estrada,
um vulto de quase
nada
são os mistérios
seus,
suas marcas e
pegadas,
ninguém sabe que fim
se deu.
Ali na beira da mata,
na curva desta
estrada,
sua eterna morada,
causos de vidas
passadas,
um lugar bem
quentinho,
abrigo do corpo seu,
espreitas um
passageiro
em noites enluarada,
para fazer-se amor
seu.
Um casulo, uma vida
que tece
um corpo que floresce
no iniciar dessa
trama,
que seguirá para
sempre,
um espírito
descendente,
amando quando
precisa,
punindo quando detém,
em momento urgente,
como um mandado de
deus.
Pela estrada a fora,
jornada que vai ao
longe,
no silêncio desta
vida,
olhos fechados,
nada a ser definido,
nas profundezas da
alma,
ela de corpo nu, lua
de sangue,
logo quando tardia
ela chega radiante,
vestes rasgadas,
seios desnudos,
saltados tremulante,
dança, gargalha em
altos sons,
se apossa de corações
em beijos como
açoites, é ela espirituosa;
Dama da Meia Noite.
(antônio herrero
portilho) 15/02/2014.

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