A CASA DO ESPÍRITO
Apareceu, não se sabe de onde, muito
dizem que do céu desceu, em uma família se juntou, permaneceu, alma boa o
acolheu assim como filho seu, espírito viajor, sacudiu aqueles corpos e de ódio
encheu, desamor, entorpeceu-se de vícios, todos que apossam o atirava na lama são maus amados, fez vidas enlutadas e corações
em chamas.
Os irados, maus acabados de barba
comprida todo inchados de tantas bebidas. Guris desnutridos olhares pálidos de
barriga redonda ascaridíases presentes, sem roupas quase pelados nem parece ser
filho de gente, vidas sem rumo, pai indigente não importa o clima de frio ou
quente.
Pelas ruas ou praças independe de
raça, deitados ao chão, as vezes atrapalha a direção de quem ali passa, todos
ignoram ele, o infeliz é cria de nossa nação, um infortuno sem teto, todos que
veem o ficam inquietos, irmão, as feras das ruas nem o veja, não o ajuda nem
lhe oferece um pedaço de pão.
Sua morada a céu aberto, seu
dormitório é o banco da praça, sem agasalho em pleno orvalho, o barulho dos
carros te fere os ouvidos, um moço da rua tão mau vestido, um indigente sem
eiras e beiras de boca ferida, não mastiga, sem dentes os alimentos, um gole de
cachaça.
O senhor da oficina conhece o drama é
um reencarnado pagando a dívida, outrora foi rico, mas opulento, um tirano
malvado, muitos sofreram pelas suas mãos, agora tem vida sofrida tanto
maltratou seus pobres irmãos, espirito trevosos bordados em chagas lhe falta o
consolo em oração.
Antherport/19/4/21
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