O relógio da matriz batia meia noite, as luzes da rua apesar dos pinheiros plantado ali rente ao muro, os raios luminosos focavam aquelas artes de concreto e mármores nesse lado de cá dessas divisas. A cruz fixada ali na cabeceira do túmulo, naquela hora da noite fazia qualquer ser mortal delirar de horrores, colada sobre as duas linhas cruzadas,
uma chapinha ovalada de bronze lustroso, a escrita dizia: Perpétua, logo a baixo dessa pauta uma linha descrevia em poucas palavras algumas informação sobre o Jaz destes restos mortais. Conde Fredy'riks - viveu de mil oitocentos e oito até nesses dias de atuais de mil oitocentos e setenta e dois, não te assuste se as sombras da eternidade apagar todas as luzes de seus caminhos, quanto as suas dores e sofrimentos serão resultados daquelas sementes que você mesmo plantou nesse terreno pantanoso, passa logo, na eternidade tudo transcorre na velocidade da luz, apesar de você estar nesses caminhos sombrios e sem o claro divino, tudo encerrará como um piscar de olhos, aí outra vez assaltando inocentes nessas espreitas demoníacas.
Sobre a velha catedral em formato de morcego, aparecerá novamente e as badaladas do velho relógio estará ali debaixo de seus pés onde ninguém o alcançará,
logo aparecerá a primeira vítima, uma inocente transeunte estará caminhando como uma presa fácil. transbordando de sangue jovem e cheio de vitalidade. Fredy está de volta, muitas vidas pagaram com seu próprio sangue.
Antherport/16/6/22***
O senhor das sombras em busca de sangue.
- A ESTAGIARIA DO CASTELO
(continuação de; A escrava do Vampiro do castelo.
Bernadete saiu essa madrugada para o trabalho no castelo, acho que ela tem um estomago muito forte para trabalhar em um lugar como aquele, exala nesses ares mau cheiro de podridão, carne humana em estado de decomposição, muitas pessoas morrem nas mãos daqueles seres diabólicos, tudo leva a crer que esses restos mortais são descartados ali bem perto, Berna, não sei se volta, nessas condições acho já mais, morte confirmada.
Ali é um local de sumiços de pessoas, principalmente quando se trata do
sexo feminino, não dura muito tempo que logo é considerada desaparecida, essa
noite foi a simpática senhorita Bernadete, patrão vampiro a chamava de Berna,
Muito responsável em seu
trabalho, sempre aposta com suas obrigações nesse castelo, Fred na falta de uma
taça de sangue fez dela sua vítima, foi sugada até que suas carnes se tornassem
brancas como um peixe fora d'água por algumas horas, Fred aproveitou até a última gota de seu sangue, assim foi
o fim dessa meiga senhorita, esse vampiro lhe embebeu seu líquido essencial para a vida.
Zuleica avó de Berna morava em uma casa de origens medieval, arquitetura simples nivelada entre as montanhas quase escondida nas encostas, de acessos dificultoso entre as rochas e caminhos que levava a uma via de margens mais larga, a qual usava-se para o trafego de carruagens ou carroças.
Zuleica mãe de Berna; a mesma que hoje
jaz, pessoa meio esquisita muita entendida em assunto de bruxaria vampírica,
percebia que o sumiço de sua filha Bernadete foi obra de Fredy o Vampiro mais
tenebroso desses tempos, nada pode fazer, Zuleica e Fredy; ambos de formações
sinistras sobrenatural, também vivia nesses mundo dos horrores, sempre
praticavam essas feitiçarias, ela também tinha suas artimanhas e truques para
adentrar nesse mundo das trevas, havia a necessidade de manter essa sua
identidade secreta, os homens da santa inquisição apesar de outros tempos, ainda exerciam o trabalho de
fiscalizar e exterminar todos que praticavam trabalhos secretos de magias e
misticismo nesse começo do século quatorze,
estavam decapitando essas pessoas que praticavam esses cultos que os
quais dizia ser aos diabos, Zuleica transformava em mariposa, assim sempre se
livrava das garras do soldados dos religiosos, essa negra borboleta de hábitos
noturnos pousavam em paredes residenciais, tronco de árvores que confundia com
a textura da casca da madeira, mimetizava pela cor e luz. Muito difícil ser
aprisionada, nada a alcançava para leva-la para a fogueira santa, assim diziam
os soldados do apocalipse.
Morava sozinha, só algumas
visitas de sua neta Malvina que vinha das distantes terras de um outro reinado,
essa neta nesses ditos finais de semestres estaria sendo diplomada na categoria
de Bruxa classificada como especialista em ato de vampírica, seguia a vocação
de sua avó Zuleica.
Hoje Zuleica recebe uma visita, sua neta que vivia em outro povoado, outro reinado, veio para morar com sua avó Zuleica, a neta Malvina ficou órfã, seu pai e sua mãe foram mortos a espada a mando do rei, suspeitava de trabalhos em feitiçaria, mas apesar de Malvina ser uma formada em assuntos vampiros, não foi decapitada, vivia em segredo, sendo assim só restava a companhia de sua avó Zuleica, assim Malvina arrumou um teto, dentro de poucos dias teria que fazer uma viajem, ficaria por ali até sua volta.
11/62022/ antherport.
A ESCRAVA DO VAMPIRO
O vampiro Fredy se movia com dificuldade, mesmo que ansioso procurava por todos compartimentos daquele castelo, chamava com a voz alta e retumbante causando eco por todas as alas que existia naquele velho Castelo, exigia a atenção com insistência de sua ajudante em assuntos especiais.
- Berna, Berna onde está você, preciso de sua ajuda urgente, se estiver me ouvindo compareça lá na capela do castelo, isso é urgente, rápido Berna. Espero você lá. ( poderia se dizer o velho vampiro, estava perdendo as forças e seu envelhecimento avançava a cada hora que passava).
Nesse momento nosso ser vampiresco necessita urgente de algumas poções de sangue, caso houvesse alguma longa demora, Fredy poderia entrar em um processo de deterioração total; o corpo desse vampiro desaparecerá em uma poça de espécie de chorume, toda sua carne se desmanchará levando ao fim transformando em um esqueleto, sem volta a vida.
Rapidinho aparece Berna que irá providenciar tudo que senhor Fredy necessitava
- Traga urgente, eu preciso é pra já ( Fredy disse a sua criada exigindo pressa), Não estou nem conseguindo me movimentar.
- Sim, sim!... já estou a caminho, vou arranjar esse seu sangue urgente, para já.
Berna encontrou com sua superior Sofia quando descia as escadarias; morada desses seres maléficos...Sofia; outra personalidade ligada às feitiçarias e bruxarias, parceira número um do criatura das trevas... perguntou com exigência de resposta:
- Onde vai toda as pressas com essa enorme seringa em mãos, não venha me dizer que Fredy está em crise outra vez.
- Vou tentar colher alguns ml de alguém por aí, sei que hoje não está fácil, mas terei que voltar com missão cumprida, caso não consiga, nem sei em que vai se dar isso (disse Berna em tempo de pressa e apavoramento, ainda conseguiu dar um tchau a sua amiga de serviço naquele castelo.)
Berna saio pelas ruas quase deserta, estava desesperada e com urgência de coletar um pouco de sangue, seu patrão e vampiro estava em fortes crises, só um pouco desse líquido vermelho enrubescido poderia salvar desse transtorno final, Berna teria que trazer essa seringa completa desse líquido, para senhor Fredy o único recurso, e ainda mais; urgente, antes que aquele ser diabólico se desmanche entre carne e ossos.
Infelizmente, Berna não conseguiu coletar esse sangue, voltou para o castelo de seringa vazia, muito decepcionada por não ter ajudado seu patrão, agora o que teria como resposta a sua de salvar a vida de seu mestre, só se dizer que não encontrou ninguém por aquelas ruelas, foi um resultado muito sinistro para Berna, teve que pagar com seu próprio sangue, Fredy já estava quase desmoronando de tanta fraqueza, ainda mais, certo que não conseguiu voltar com a seringa cheia, no momento que Berna estava acertando as contas com esse vampiro, as serviçais do castelo, sofia com a ajuda de uma terceira pessoa surpreendeu Berna por trás e aplicou um golpe de mata leão, a moça ficou imobilizada, caída ao chão frente a esse Vampiro, com muita dificuldade conseguiu se movimentar de seu trono enquanto se valia de suas últimas reservas de energia, abaixou onde ela estava estendida, quase batendo com seus nariz ao chão, até com a posição meio em falso, mas conseguiu cravar suas duas presas no pescoço de Berna, no momento que ele sugava esse sangue, ia se fortalecendo gradualmente enquanto a levantava nos braços, em seguida o corpo de Berna se transformou em uma Múmia branca sem nenhuma gota desse líquido que irriga todo aquele corpo e que dá origem a vida.
Fredy se saciou daquele alimento, para ele sagrado até que sua boca ficou toda manchada de vermelho de mostrando uma cena de horror.
Nesses dias atuais já não se encontra mais com a capacidade de ir a caça de suas vítimas, anda devagar e suas proteções espirituais já o abandonaram, não consegue mais pousar na torre da igreja para visualizar suas vítimas, não consegue mais a metamorfose de se transformar em morcego, a velhice o alcançou e já está quase lhe aplicando uma rasteira.
Nesses próximos dias ele estará deixando esse plano espiritual, viajando para a eternidade, quer dizer, eternidade, eternidade não sei não, o mundo dos vampiros é muito transformador, pode até ser que logo ele estará na pele de um outro vampiro mais novo e mais diabólico, assim como Drácula, aí não precisará que as serviçais do Castelo saiam com seringas em mãos para tratar seu patrãozinho vampiros envelhecido.
Berna também estará de volta em uma missão vampiresca. Em breve Fredy e Berna atacando os passageiros das noites nessas ruas sombrias dessa cidadezinha.
Antonio Herrero Portilho/01/6/22.
AUTÓPSIA
AUTÓPSIA
Rua São Lázaro prolongamento; naquela altura destes números estavam instalados tudo que levava em conta este assunto; A começar com uma grande universidade de Medicina, a alguns metros dali um hospital especializado em todos tipo de doenças. Instalado nos fundos deste hospital havia um grande compartimento para exames de autópsia, e uma espécie de via local que dava acesso aos veículos que transportavam os corpos para exames, via estas que ninguém respeitavam os 30k/h estabelecida por lei; as ambulâncias e carros que prestavam serviços a este hospital. Também levava ao estacionamento dos médicos e todos os funcionários deste grande estabelecimento.
A FIGUEIRA CENTENÁRIA
A figueira centenária.
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