A MULHER QUE GOSTAVA DA MORTE


                                        A mulher que gostava da morte.

Existe pessoas que vivem arriscando a vida escalando montanhas, malabarismo em cordas bambas ligando um edifício arranha céu ao outro, ao assistir uma proeza dessa causa calafrios, imaginem um salto de paraquedas a três mil metros de alturas, mergulhar em águas profunda do oceano correndo o risco de ser devorado por um bravio tubarão, com tudo isso eu vejo que se trata de ser um parceiro da morte, andar de mão dadas com o perigo, viver lado a lado com o sinistro.


Dona Filóca também era assim, quando mais jovenzinha viveu aventuras  emocionantes de tirar o folego, escalar penhasco, salto para mergulho de  alturas incontáveis em águas profundas de lagos e rios, Filóca pernoitava em caverna sombrias e desabitadas, morrer para ela era questão de segundo, verdade dona Filóca sempre deu chances para a morte, ela se encontra ainda com vida e alegre, quando perguntavam para dona Filóca se não tinha medo de morrer, respondia que gosta da morte e  sempre cutucou a morte com uma vara curta, mas a morte nunca interessou em  leva-la, adoraria ir embora dessa vida em um cortejo lindo cheio de coroas de flores e faixas mas ah... na sentinela um fundo musical com som bem suave do Bolero de Ravel, com tudo isso  a magnifica rainha das sombras não me quer, mas fico no aguardo.
Dona Filóca:


- Nos anos oitenta chegamos do México a fim de trabalhar e construir uma vida melhor aqui nessa região, trouxemos um bom capital que conseguimos poupar,  meu pai e minha mãe tinham em mente que a nova América seria bom pra melhorar nossas condições de vida, agora o que restava em mente trabalhar, trabalhar.                                  
Hoje tenho uma certa idade, não sou velha não, meu corpo é jovial e de bela estaturas, muitos me diz ter uns 28 anos, sempre gostei do atletísmo por isso tenho ainda esse belo corpinho que a terra há de comer.   Fiquei só, morreram todos irmãos, eu me classificaria entre as três filhas mulher, a casula, a última a nascer, adicionando um irmão de criação, meu pai o adotou de uma família indígenas da tribo dos Navajos ainda antes de mudarmos pra cá, a mim ele sempre foi meu irmão muito querido, mesmo que não tinha meu sangue. Agora vejo que sou a última a morrer, fico esperando ansiosamente por esse dia, acho a hora da morte um momento sublime, desejo o fim dessa minha vida o momento mais lindo, uma amiga que aprendeu com seu pai, que aprendeu também com seu, e isso já vem atravessando gerações e gerações, aí, ela me disse que esse derradeiro suspiro é um ato muito delirante. isso ela revelou e disse afirmando ter muita certeza mais uma razão para que eu adorasse essa fatalidade.


 A morte lá onde vivíamos no interior mexicano tinha uma celebração especial, quando menina assisti muito evento fúnebre, os enterros para mim sempre foram motivos de muitas alegrias e satisfação, nós morávamos em uma pequena estancia de propriedade da família de meus pais, cultivávamos melancias e muitas outras plantas de lavoura, mas as  nossas melancias ganhavam de todos agricultores que por ali tinhas suas lavouras, diziam no povoado que a mais doce e saborosa melancia da qualidade santa Barbara, a cobiça era muito grande por essas frutas, meu pai ganhou um bom dinheirinho com o comércio dessa deliciosa fruta, mas infelizmente tínhamos que repartir a renda com os outros herdeiros dessa propriedade, sempre a nossa parte era maior. Filomena ainda continua a relatar a saga, trabalho e vida de meu pai que hoje eu usufruo dos legados deixado pela nossa família.                                                           
A semana passada fui me despedir de uma grande amiga de longa data, erámos como irmãs, dês de quando eu cheguei do México, eu ainda não falava português, meu espanholes dificultava as minhas pronúncia, não me articulava com claresa, soava com pouco de dialetos indicifravel.
Fiquei emocionada quando vi minha amiga ali deitada e coberta de flores, aquele caixão a meu ver parecia uma embalagem das mais linda, fiquei invejada de minha amiga morta, via que aquele momento poderia ser eu, mas me conformo porque é minha intima amiga a qual eu revelava tantos segredos, segredos comprometedor que agora ela leva para o túmulo lógico que não revelaria para ninguém que eu e meu irmão de adoção vivíamos um caso amoroso dês de meninos, essa minha amiga levou isso com sigo  para sempre, Firmina era o nome dela, ainda bem, deixou uma família, filhos já casados e marido viúvo, agora jaz para sempre.
Depois do sepultamento senti uma sensação que fiquei sozinha nesse mundo, apesar de me sentir uma pessoa sempre solitária, mas a minha verdadeira amiga me virou as costas roubando a minha companheira morte.
Quando me arrumava para voltar para o povoado eis que não me deixei passar por esquecida, pedi que o motorista do carro de aluguel dirigisse a esse local, mostrei a anotação, o motorista antes de pôr  o carro em movimento firmou as vistas na letra do endereço e me chamou atenção dizendo com ar de que me estivesse me informando algo – moça esse endereça é o IML, a senhora vai reconhecer algum corpo lá? fiquei furiosa com aquela pergunta tão desnecessária, mas não engoli a seco dando uma resposta bem colocada – eu ter que reconhecer corpo nesse local, isso não é o único motivo, posso ter muitos outros compromissos em ir no IML. Disse aquele senhor que  apressasse, toque o carro. Quando chegamos nesse endereço fui pedir a liberação da entrada no ambiente, logo o rapaz que controlava a entrada das pessoas foi logo me dizendo – outra vez dona Filóca, esse mês veio aqui umas sete a oito vezes, a senhora gosta mesmo de ver cadáveres.


Mas na verdade eu gostava mesmo de ver aqueles presuntos todos engavetado na geladeira, me encantava com  tudo aquilo,  não me furtei da oportunidade de apertar com meus dedos aquela carne gelada e morta desse difunto tão simpático, muito satisfeita antes de me retirar do salão resolvi ir ao banheiro, a estrada é longa eu não pararia o carro para urinar em qual quer lugar no mato, deixei a bolsa do lado de fora em cima de um banquinho que tinha ali perto da porta desse toilete, entrei, olhei o local se dava pra encarar, o cheiro de podridão estava por demais, melhor fazer essa nessecidade a beira da estrada, já que estou aqui, aqui farei.  Fiquei surpresa quando percebi um pedaço de rim humano extraído de alguma autópsia jogado dentro do vaso sanitário, tentei acionar a descarga mais não funcionou, fiquei perplexa com aquela situação, estava me retorcendo de urgencia de me aliviar,  o que fazer agora, mas logo se da um jeito...


Nesse momento percebi pelo vão de baixo da porta do banheiro parece que vi  um vulto passar, não dei muita importância,    não quis nem saber a quem pertenceu aquele pedaço de gente, sai, peguei a bolsa e fui embora.


Chegamos ao povoado as três horas da tarde, paguei o motorista, cheguei ao portão quando abri a bolsa para pegar a chave do cadiado da chácara percebi algo estranho que não fui eu que coloquei ali junto de minhas coisas, peguei na mão para conferir senti, era um bilhete enrolado em quatro velas, li o bilhete e constatei, dizia que me encontraria amanhã as quatro horas da tarde, vou te presentear com aquilo que você tanto almeja, ah... sabe aquele rim, era meu, você me viu na gaveta da geladeira, até me tocou com as pontas dos dedos, lembra não?... amanhã nós veremos naquele local que você gosta de ir curtir sua solidão, sabe onde é né?


Naquela sexta feira fatídica, Filóca levantou de manhã, foi até o tanque que os animais bebiam água, molhou o rosto, andou por ali conferindo as criações, os gatos e os cachorros estavam todos no quintal, mas o ambiente meio funesto, os cachorros latiam muito, os gatos miavam alto com som tenebroso, os cavalos e bois, vacas todos agitados, Filóca procurava por todos os lugares, parece que tinha alguém escondidos por ali, não encontrou nenhum vestígio, já foi adiantando deixando bastante água nos bebedouros dos bichos, comida para os cachorros e gatos e quando chegou a hora dirigiu-se para o local de encontro já era quase quatro horas da tarde, seguiu a trilha e chegou bem lá na velha figueira centenária, como sempre dona Filóca sentou-se sobre as raízes dessa árvore, esperava por aquele momento mais sonhado, não estava de bem com a vida, sabia e tinha certeza que nesta história havia algo de sobre natural e dizia que não tenho medo das coisas do além, se for pode aparecer que eu gosto de vocês, quero ver.  O espírito encarnaria no cadáver que ela teve contato  no IML, lembrou que aquele bilhete e as quatros velas teria deixado dentro da bolsa por ele, quando estava no banheiro havia deixado a bolsa para o lado de fora, foi no momento que passou o vulto visto por debaixo da porta, subto!... com uma rapidez fenomenal caiu como fosse um raio, desceu de cima da árvore em frente da Filóca um mostro horrível, segurava uma espada afiadíssima e com um golpe diabólico desferiu  estocada no abdome de Filóca, foi um estrago enorme, as vísceras derramaram no chão, no momento derradeiro Filóca abriu um largo sorriso, parece que a defunta esperançosa agradecia por esse momento tão esperado, apesar do rasgo ser tão grande,  ainda Filóca conseguiu força para barulhar um grito horroroso.
Quando os populares deram por falta da Mexicana Filóca, foram a procura e encontraram o corpo todo retalhado debaixo da figueira centenário, quatro velas ainda estavam acesas.
Antherpor/21/01/2021*    

UM ESTRANHO BURACO NO JARDIM


 - Tropecei novamente neste pedaço de ferro aqui enterrado neste quintal, este gancho fica escondido na grama, parece até proposital, vou mandar o jardineiro retira-lo daqui, ou quer dizer desenterra-lo, ala poxa que saco caramba, até lembro-me que no dia que eu estava negociando esta casa, pronto para compra-la levei o primeiro tropeção, o corretor ao qual me fazia uma demonstração deste imóvel, até me fez uma gozação – Não, não, não sou dado a estes tipos de relações, só gosto de mulher, pode se levantar senhor Miler.  Caí de quatro bem na frente deste negociador, achei graça desta sua piadinha, acho que algo está me chamando atenção, que será em? Algo do outro mundo? Bom!... Logo verei isto, sempre me distraiu neste local, já é a quarta vez, vou pedir para o jardineiro que verifique isto, agora já está um pouco tarde, vou deixar para amanhã.


Nesta primeira quinzena de outubro, época de calor intenso, nesta noite resolvi deixar o ar condicionado e andar um pouco pelo extenso terreno que á poucas semanas havia adquirido, morador novo nesta vila,  residencial também novo, família pequena, casa pequena, mais ou menos uns cento e quarenta metros quadrados, mas, terreno grande, sempre gostei de grande espaços, esposa pouco parava em casa, sempre de frente de um espelho, em qualquer salão de embelezamento por aí nesta cidade, nem só se tratava de cabelos, mas também todos os tipos de estéticas, queria sempre estar muito bonita e levar boa parte de sua vida a passear nos centro de compra, gastar o meu dinheirinho, isso ela fazia com muita frequência, dizia querer estar sempre linda,  não sei pra quem, pois eu nunca exigi estes seus caprichos, já estou até me desconfiando que estou sendo traído, acho que ela tem algum amante.

Neste meu quintal havia um muro, mas não tinha vizinho do outro lado, estava eu morando quase só naquela quadra, o mais próximo distanciava á uns trinta e cinco metros, mas porem tudo iluminado e arborizado, lugar muito bom de viver e criar filhos das primeiras idades. Caminhei alguns quinze passos até uma das torneiras do jardim estava pingando, apertei-a, votei e ao chegar até na varanda da frente, debrucei no para peito e fiquei por alguns minutos observando o gramado deste jardim onde dava entrada para a garagem, der repente fiquei assustado com um barulho no coqueiro aqui do lado na calçada, as folhas chacoalharam com intensa força, voaram alguns pássaros, fiquei atento, pois os poucos pássaros que voaram  não seria o bastante para tal barulho, pensei em algum bicho que poderia estar capturando alguma destas aves, um gato talvez...Meu cachorro ficou muito agitado e forçava a corrente, latia muito mirando para este coqueiro, parece que viu algo lá entre as folhas, pinoteou tanto que acabou por romper a coleira e fugiu, saltou o muro e foi-se embora, não sei pra onde, fiquei ciente que ele voltaria, já fez isso outras vezes, Bem... Logo passou o suspense, continuei em meu posto de observação por mais alguns minutos. Antes de virar as costas para este cenário de minha propriedade, resolvi passar as vistas pela última vez bem naquele lugar em que havia o tal obstáculo ao qual eu tropeçava sempre, fiquei pasmado quando percebi algo que brilhava com muita intensidade, a luz quase se perdia no meio da grama ainda por aparar, fiquei impressionado com aquilo, parecia muito com uma vela de sete dias que estava ali acesa, aquilo me causou alguns calafrios enquanto passava pelo meu olfato um forte cheiro de algo queimado assim como parafina, lembrou-me um pouco ambiente fúnebre, algo relacionado com velório, neste instante a torneira a qual fui apertar por estar vazando, explodiu jogando um chafariz de águas eu pensei em fechar o registro geral que ficava no rodapé do muro, mas, porem para chegar ao registro eu teria que passar pela a tal luz misteriosa, fiquei sem saber o que fazer, estive em momento de pânico, mais que depressa entrei, bati a porta e fui logo para meu quarto que ficava lá na parte mais alta desta minha residência, antes de me deitar ainda arrisquei dar uma olhadela, nesta minha posição fica em um plano mais alto, da para observar com mais clareza, olhei e aquela luz ainda estava lá.
Estendi um pouco mais meu campo de visão, fiquei avistando o centro da cidade a alguma meia dúzia de quilômetros, já se passava das vinte e três horas, sentia-me muito medo, parece que algo estava apoderando de meu corpo, com vibrações, tentava entrar em contato com minha esposa lá no centro da cidade, não conseguia, parece que os telefones móveis estavam todos fora de área, ás operadoras se desligaram eu com os olhares fixos nas luzes da cidade que ficava distante dali uns sete quilômetros mais ou menos, fiquei apavorado quando percebi que as luzes da cidade todas apagaram, foi um blecaute, dai uns sete minutos aqui onde eu estava também apagaram tudo, aumentando ainda mais meu desespero,  ficou um breu só, no escuro tentava encontrar meu isqueiro para clarear algo, mas só achei meu maço de cigarros, continuei tateando no escuro até que encontrei o tal isqueiro, acendi um todo de vela que havia nestas gavetas, naquele corre-corre sem querer passei os olhares para o local da tal luz, e surpresa foi grande quando percebi que já não era mais aquela pequena luz que se perdia no gramado, agora se tratava de uma luz mais  grande parada no mesmo lugar, fiquei endoidecido com isto que acontecia, momento de terror, neste instante o que eu mais queria é que minha esposa chegasse logo para diminuir este meu terror. Para minha felicidade aproximava lá bem adiante um carro, os faróis do veículo estavam altas, tinha quase a certeza que se tratava de Sofia, minha esposa, ela não gostava de dirigir em noites escuras, até que o claro das luzes artificiais não a incomodava tanto, mas nesta ocasião em que o apagão é geral, sente suas dificuldades em dirigir neste escuro, medo comum de mulher.  
Logo se aproxima do grande portão no instante que eu aciono o botão do mecanismo que abre o portão, ela entra para a garagem, fiquei mais tranquilo ainda mais por ela trazer consigo sua filha de outro relacionamento, casos passados, esta menina morava com o pai, de vez enquando Sofia a trazia esta mocinha para passar alguns dias aqui em casa, fiquei contente com estas mais duas companhias, aproveitei e pedi para que fechasse o registro da água, a torneira explodiu naquele escuro ela conseguiu meio que dificultoso, mas parou com o tal vazamento.

- Poxa!... Que tempo em! Parece que a terra ia se desmanchar de tanta poeira, ainda bem que veio a chuva para refrescar e matar este pó. Disse Sofia com ar de indignação retirando os óculos e limpando a poeira dos olhos sobre o pouco claro da luz da vela,  ainda mesmo meio no escuro, a energia ainda não havia retornado.

- Chuva?... Como assim, se até agora estava um calor enorme, molhei a roupa de tanto suor.

– Cala sua boca meu marido bobão, veja lá como está chegando um pé d’água, lá no centro da cidade choveu muito, não sei como você não percebeu os trovões e relâmpagos, parece que estes pingos estavam me seguindo, agora com ventania forte.

- Favor, feixe as janelas, as cortinas estão batendo, corre... Depressa Aninha, está caindo um temporal, parece que vai inundar tudo, Nossa! que chuva!  Disse Sofia para sua filha.



Naquele dia seguinte, Miler logo após o café da manhã correu até o jardim, procurou pelo o local onde aconteceu aquilo tudo, a luz misteriosa, chegando bem perto do ferro que estava fincado no jardim, constatou um acontecimento novo, havia um buraco que descia juntamente com o ferro, parecia que tinha um sumidouro de água de chuva bem ali onde estava plantado aquele ferro, Miler abaixou-se e periciou de perto confirmou, era um ferro de construção, como se estivesse sustentando alguma estrutura ali em algum tempo passado, um vergalhão de aço que até parecia aprofundar uns seis metros de fundura, isso já ficou bem explicado, Miler entendia disso, Engenheiro da construção Civil. Muito experiente no ramo.

Logo dentro de alguns instantes chega o jardineiro, veio atender o chamado do telefone, Senhor Miler passa algumas ordens de serviço, antes faz algumas perguntas:

- Você já conheceu este local antes destas construções? Gostaria de saber o que existia aqui antes, parece que houve uma demolição aqui, esse ferro é indício.

- Quando cheguei aqui de mudanças aqui existia uma favela sobre uma esplanada de aterro, até aí posso lhe informar, depois foram desapropriada esta favela e construído estas mansões. Pelo que já ouvi nestas bocas pequenas, existia um pequeno viaduto por aqui, mas, sabe como é né, estou dizendo o que já me disseram.

- Preciso de informações de pessoas que conheceu isso aqui á uns sessenta anos atrás.

- Conheço sim... Conheço um pessoal que nora bem lá naquela chácara, se trata de Dona Filó, morador muito antigo é de sessenta anos pra lá. O senhor jardineiro apontou com o dedo na direção destes.

- Pois bem meu senhor eu peço que cave no entorno deste ferro só por curiosidade, enquanto isso vou procurar  este pessoal antigo desta região  depois nós nos conversemos, faça seu trabalho ao  qual eu lhe incumbi, logo volto.

Senhor Miler chega ao endereço indicado pelo jardineiro, parou frente ao portão, bateu palmas, chamou e logo apareceu uma senhorinha, cumprimentando cordialmente.

- Bom dia!... A senhora é Dona Filó, poderia me conceder um minutinho de atenção?

- Os trabalhos só são as terças, quintas e sábados hoje não têm expedientes.

- Não, não é isso não, é só curiosidade, me disseram que a senhora mora muitos anos por aqui, gostaria de perguntar alguns fatos ocorridos a muito tempo, talvez a senhora pode me informar algo sobre isso.

- Sim... Moro á muito tempo sim, estas semanas agora recente, fez sessenta e cinco anos que moro por aqui, posso lhe dizer que aqui não existia quase nada, assisti a construção da represa dês do início, perdi uma boa parte de minhas terras para esta construção, estragaram meu rio.

- Minha senhora, eu peço que a senhora firme as vista lá naquela direção, tá vendo aquele pé de coqueiro lá?

-Sim... Vejo sim. - Gostaria de saber o que existia lá naquele lugar, conhecia alguns amigos que morava lá, vim aqui à mais ou menos uma décadas, parece que existia uma favela por aqui, não é isso não dona Filó?

- É... Foi sim... Mas tudo foi desapropriado para construções destas mansões, foi uma pena, mas antes da favela nestes terrenos existiram outras coisas, não é bom nem te contar. Dona Filo disse isso e finalizou com uma pausa no diálogo e continuou com a narração – Deixa pra lá, acho que não é bom ficar aí revirando os mortos.

- Mortos?... Como mortos? Perguntou assustado e com curiosidade senhor Miler. ...

- Este local nos anos em que chegamos aqui, isto aí era tudo um cemitério de índios, ali foi sepultado muitos corpos de índios, depois a população destas imediações aumentaram ai o cemitério que era dos índios ficou para os homens civilizados que moravam na cidade, não gosto de passar muito por ali, me causa muito arrepio, lugar de mortos.

- Lá naquela casa do lado daquele coqueiro, que existia ali?

- Túmulos, só túmulos, daqui de onde eu moro, lá pelas meias noite já presenciei muitas luzes naquele local, eu não moraria ali por nada neste mundo apesar de eu estar acostumada com estas coisas além-mundo, mas aquele lugar tem os ares meio pesado.

- Ares pesados? Não entendi, não tem nada a ver com poluição não é dona Filó?

- Não... Esta é a maneira da gente que lida com estas coisas espirituais, falar de lugares de espíritos perdidos, lugar de alma penada, entendeu senhor Miler?

- Sempre foi assim aqui dona Filó?  

- Nem me lembro  direito de quando cheguei aqui, acho que eu era ainda muito criança, este cemitério era muito antigo, meu esposo, velho Augusto foi sepultado aí... E até algumas pessoas de nossa família... Minha nora Dona Renata, Dona Irene a perversa, e seu esposo pastor senhor Fredy... Fredy é uma entidade muito perigosa, violento e se alimenta de sangue, fique atento para este espirito, espiríto que está vagando penalizando por esta área, causa acidente horrível tenebroso, está aí debaixo destas terras pronto para atacar... estão aí nestas covas...  e tantos outros meus conhecidos, agora estão debaixo destas suas casas...

- É lamentável que tudo isso acontecesse, sinto muito pelos mortos minha querida dona Filó... Que deus os tenha... Disse isso com pesares senhor Miler par dona Filó... Ali do lado deste pé de coqueiro em que o senhor apontou, passava uma estradinha que ia lá para o porto de meu neto o tão conhecido senhor Jonas um milionário excêntrico. Senhor Miler puxou um pouco pela memória e se lembrou de muito claramente que o senhor Jonas é seu primo de primeiro grau, mas os país de Jonas já estão mortos... o fato de eu ser primo de Jonas o milionário excentrico, isso dona Filó não sabia.

- Já ouvi falar em senhor Jonas, então ele é neto da senhora... dona Filó? Disse como não sabia de nada.

                                            2ª parte

 - Sim!... Aquele cemitério por alguns anos ficou sobre o aterro, só existia capinzal a estrada fazia uma curva bem lá na cabeceira do terreno, gostaria que o senhor Miler conhecesse um andarilho que anda por aí nestas ruas,.. um aborigene ele conta muitas historias deste lugar, este senhor mendicante sempre narram muitas historia emocionante destas estradas desertas... Caminhoneiro á muitos anos assim diz ele, vai saber se não é papo furado.

Senhor Miler se despediu de dona Filó, sua avó em segredo, entrou no carro e voltou para sua casa, e não disse o que estava bem na ponta da língua, algo que ia surpreender muito dona Filó, é que dona Filó tinha muita família espalha por este mundo aí fora, Senhor Miler também fazia parte desta família de Dona Filó, mas ficou calado, não disse nada que seria para não estragar a surpresa, em outra oportunidade a revelaria tudo, o Doutor engenheiro senhor Miler também era neto de dona Filó.

Quando ele se aproxima de sua casa presenciou algumas pessoas em frente de sua casa, ficou apreensivo, até a viatura do resgate estava parada em frente ao seu portão, parece que aconteceu algo, uma tragédia se aproximou e constatou que se tratava do jardineiro que estava cavando o jardim para arrancar aquele vergalhão, logo ficou sabendo que no momento que o jardineiro cavava atingiu uma camada de terra não compactada causando um sedimento caindo á alguns seis metro mais fundo, os soldados do Resgate estavam resgatando o senhor, mas parece que sofreu graves lesões, e mais que depressa o levou para o hospital, ele esta inconsciente, mas logo aos cuidados dos médicos, situação desastrosa enquanto o buracão ficou aberto, cercado com fita para ninguém mexer no local deste acidente, para a perícia científica realizar seus exames finais. disse um dos soldados que lá em baixo há uma enorme galeria,tipo assim... caverna isso precisa ser verificao com mais detalhes, o senhor jardineiro ao cair se machucou em algum estilhaço de ferro existente lá em baixo.
Neste fim de semana, o senhor Miler e família saíram para passeio, foram viajar para outra cidade, pretendia ficar até a segunda feira, fechou a casa, colocaram a bagagem no carro e colocara estes pneus para rodar nestas estradas deste interior, esfriar a cabeça um pouco, pois dês de quando chegaram  de mudança nesta sua nova casa só aconteceu transtorno, agora está pretendendo largar tudo e procurar outra moradia bem distante dali, enquanto dirigia tomou posse de seu celular e ligou para um de seus empregado caseiros o qual cuidava de sua propriedade, pediu que o mesmo tomasse de conta de sua casa, mandasse avisar para o outro companheiro que também trabalha na casa e junto os dois fiquem de guardas, um ficará na guarita da frente, e outro fará as rondas nas imediações,  até que ele volte e não deixar que ninguém aproxime deste buraco, qual quer novidade me telefone, meu número está aí anotado nesta pequena lousa na área dos fundos.

Assim ficou combinado, dois dos empregados de senhor Miler ficara guardando a casa enquanto o patrão viaja. Esta noite estava calma, estes dois senhores pessoas muito corajosos, acostumado com serviços noturnos, ambos armados e em mão um farol  de longo alcance, nada passaria despercebido.

Lá pelas vinte e três horas parece que o cenário ficou meio assustador, perceberam que o pé de coqueiro chacoalhava com intensidade, parecia algo meio estranho, o cachorro rosnava e latia como se estivesse enxergando algo,  o senhor que fazia sentinela na guarita foi conferir, jogou os raios do potente farol no dado lugar, não viu nada, não encontrou nada que desse alguma pista desta situação. Logo o outro senhor guarda que estava lá pelos fundos do quintal veio ao encontro do amigo, perguntou se tudo estava bem, o outro disse que estava tudo ok, logo o relógio da capela assinalou meia noite, desferiu doze badaladas anunciando a hora maior.
Em dado momento o céu começa a ficar escura com tanta ave noturna, a coruja cantava alto, os morcegos até fazia barulho com as asa, enquanto do buraco ali do jardim emergia uma fumaça branca em meio a um luz roxa, de mostrando um cenário de terror, logo perceberam que os morcegos e as aves noturnas saiam do buraco do jardim, aqueles senhores guardas ficaram aterrorizado com esta cena enquanto o cachorro latia desesperadamente, em seguida saiam desta cratera dois gatos pretos com os olhos acesos, parecia algo diabólico, um dos guardas arrancou a pistola da cintura e atirou por umas três vezes, os projéteis ricocheteava fazendo um zunido, os gatos preto voltaram novamente para o buraco, mas o pior estava por vir, um grande morcego emergiu lá de dentro, parou ali no gramado de frente destes dois homens, logo foi se transformando em ser humano, figura horrível de um vampiro, se tratava de Fredy o Vampiro que viveu por ali á muitos anos passados, assim como relatou dona Filó ao senhor Miler no dia em que foi ao encontro  desta velhinha moradora dali á mais de meia dúzia de décadas.

Agora Fredy o vampiro fez mais duas vítimas, atacou os dois senhores guardas, cravou-lhes os dentes caninos no pescoço até que localizou as grandes veias transbordantes de sangue, sugou todo  o líquido vermelho que jorravam nos vasos sanguíneos destes trabalhadores noturno, em seguida os quais se adormeceram pelo resta desta noite, enquanto que o vampiro Fredy voltou a forma de morcego e saiu por aí em voo rasante procurando um lugarzinho escuro para se esconder do sol, os dois trabalhadores ficaram ali estendidos no gramado e foram encontrado na manhã pelos policiais da perícia cientifica quando foram conferir de perto constataram que os mesmos ainda estavam vivos, respiravam. Em seguida chega dona Filó, parece que ela já sabia de tudo que estava acontecendo, era uma grande conhecedora de muitas formas de mandingas e só ela poderia desfazer os feitos de Fredy o vampiro, pediu licença para os policiais e chegando perto dos corpos estendeu as mãos e atirou alguns dentes de alhos, dizia que assim anularia o efeito do vampiro, orou por alguns minutos e encomendou as almas através desta reza, em seguida os dois senhores deram os últimos suspiros,  morreram.
- Tem que ser assim, pois senão eles viraria vampiro também, aí pioraria ainda mais a situação, disse a velha Filó com autoridade no assunto vampiresco. 
   
Senhor Miler chegou ás quinze horas da tarde, prestou alguns depoimentos a polícia e em seguida a polícia lacrou o lugar, senhor Miler comprou outra moradia bem longe dali e continuou com sua vida comum, desta vez em um apartamento no décimo andar, longe das assombrações. Longe do cemitério soterrado a muitas décadas.

Antonio herrero portilho/29/5/2017    
             
 


 

NOS TEMPOS DOS VAMPIROS.

Aquele ser diabólico horrível estava por traz de um dos troncos daquelas frondosas árvores. Impaciente, com muita ansiedade, pronto para atacar mais uma vítima.

Já se ouvia ao longe um barulho de algo que se aproximava, com certeza seria aquilo que este senhor das trevas estava esperando.

Os relinches dos cavalos ecoava por toda a floresta, o trotear de mais ou menos meia dúzia de animais que se movendo com muita agilidade por entre os arvoredos conduzindo aquelas pessoas, no muito abatidas neste momento pelas noites acordados de sentinela no funeral.

Neste mesmo veiculo estava presente três senhoritas muito encantadoras com aqueles trajes do século xv além de sofrem pelos chacoalhar da carroça e os arranques dos cavalos ainda conseguiam dormir um pouco, com vestuários todo a carácter de uma celebração mortuária, todas as roupas pretas em respeito ao morto muito influente para aqueles povos.

Se percebiam o cheiro do defunto impregnado nas aquelas roupas aquele veiculo de tração animal estava regressando deste ato fúnebre, este falecido era uma personalidade muito importante para aquela região.

Era a mesma carruagem que sérvio para o cortejo funerário, aquela cor roxa azul escura e preta era a logo marca da diligencia. As três moças estava com aqueles belos pescoços expostos ao Cândido luar das mais ou menos a meia noite.

O cocheiro; senhor condutor dos animais que arrastava a carruagem gritavam com os animais para que eles andassem mais depressa e para espantar o seu próprio sono, os cavalos estavam espantados com algo e insistiam em não passar por uma determinada trilha.

Os animais relinchavam em alerta e empinava as patas dianteiras como não querer prosseguir aquela direção, um morcego estava incomodando aqueles animais e o instinto destes cavalos confirmava algo não muito amigável.

Este bicho sinistro tem como hábito de sugar sangues humanos estava mesmo perturbando a situação. Em um momento impensado sem tempo de se defender o pobre homem condutor desta carroça foi atacado, o morcego passou em um voo rasante e acabou riscando o pescoço do cocheiro e quando escorria o líquido vermelho até baixo de seu ombro, ao olhar para trás sentiu que alguém estava subindo a carruagem e vindo em direção a ele.

Achou tudo muito esquisito o lugar era muito deserto e era uma noite sombria. Aquela figura horrível com a capa preta e a gola erguida para cima. O vampiro sanguinário estava agindo com o intuito de saciar sua sede de sangue e a primeira vitima foi o cocheiro, o homem diabólico foi cravando os caninos em sua veia transbordante de sangue, dentro de alguns segundo já havia se apropriado de uma boa parte deste sangue, o cocheiro ficou pálido como um papel e se desfaleceu, mas; a carruagem continuou seu trajeto sem condutor. Com o veículo em movimento o ser diabólico ainda conseguiu abrir a portas do compartimento que acomodava as três moças e ao presenciar aqueles lindos pescoços sedosos rosado fluindo uma enorme quantidade de sangue, novo e muito suculento, mais saboroso na avaliação do experiente vampiro.

Aquelas senhoritas estavam dormindo com um sono muito profundo, apesar do barulho promovido não acordaram, o vampiro foi logo se apresentando por conta própria e encostou aquela boca sanguinária e cravou os dentes frontais e compridos em seu tecido muscular atingindo a canalização do sangue que percorria o seu corpo muito jovem, ela nem acordou, só emitiu um sussurro como se demonstrasse um momento de prazer e satisfação, a moça ofereceu para o vampiro um suprimento de primeiríssima qualidade, um sangue muito saboroso, já fazia muito tempo que o ser diabólico não presenciava tanta fartura de alimento aqui neste planeta....



escrito e postado em 11 de Dezembro de 2010 (antônio herrero portilho) 

UM CUTUCÃO INVESÍVEL


                           ENTRE O MAL E O BEM SÓ UM VENCERÁ 

  1.  

Preciso ver ou Ouvir para transmitir, visualizar para te contar, se há admiração, um espanto é normal, arregala se os olhos fica descabelado, as grenhas se levantam apesar do emaranhado. - com essa eu não contava, sem perceber adentrei ao território além dos limites dos infernos, todos os demônios estão aguardando em uma mesa de refeição preparando o manjar diabólico, olhando aos arredores acreditam que as refeições estão ainda respirando, aguarda. 


As pupilas delatam, o terror se instala. 

Vida frente a frente com o sinistro, fugir de cena, cala-se e retira-se de mansinho mas ao dar as costa percebe-se algo inexplicável... é segurando pelo colete, pegando por trás, circunda os braços, algo o aperta pelas costa, parece estrangular o peitoral.

 sinto me como uma nuvem de fumaça roxeada... nada mais faz sentido estou inexistente, eu me rendi, o mal venceu, me entrego.

antonio herrero - antherport

AS CINZAS DO MAIS PERVERSO DOS VAMPIROS


 
AS CINZAS DO MAIS PERVERSO DOS VAMPIROS

 

Nesse dia de pouco sol passeiam por aquelas vielas seres extra mundo... momento de muita nebulose quase ocultando corpos transfigurado de odores intragáveis de ares purulentos, mas,  logo  a noite há de vir.

 Nesse escuro a festa dos pirilampos, finalmente alguns misero raios de luzes. Nesse terreno pedregoso as rochas choram como vivente, alguns gemidos tenebrosos é a morte cutucando com um tridente as poucas podres carnes hora já humanas.  A cima dali como o estouro de uma manada, uma avalanche de mostrando como será o seu novo mundo, agora as portas dos infernos se abriram para Fredy, as dores e sofrimentos se confirmará em uma rotina, ele, criatura exclusa de todos benesses do divino, nessa eternidade, longos dias perturbará sua existência, você foi expulso em forma de morte, desse mundo real de brilho solar. nesse momento você estará sendo assistido pelos zumbis, bruxa, lobisomem sobre o mando de seu superior, o primeiro na hierarquia na ordem dos vampiros; seu superior, o maior dos vampiros existente nesse além das catacumbas. 

Enquanto isso meu blog: (UM DIA SIM, OUTRO TAMBÉM) estará te monitorando, seguindo suas etapas nessa sobre vida antes que seus ossos virem pó e sua carne pestilenta transformam em chorumes infectantes.

antherport/25 de novembro2022*** 


O senhor das sombras em busca de sangue.

 O relógio da matriz batia meia noite, as luzes da rua apesar dos pinheiros plantado ali rente ao muro, os raios luminosos focavam aquelas artes de concreto e mármores nesse lado de cá dessas divisas. A cruz fixada ali na cabeceira do túmulo, naquela hora da noite fazia qualquer ser mortal delirar de horrores, colada sobre as duas linhas cruzadas,

uma chapinha ovalada de bronze lustroso, a escrita dizia: Perpétua, logo a baixo dessa pauta uma linha descrevia em poucas palavras algumas informação sobre o Jaz destes restos mortais. Conde Fredy'riks - viveu de mil oitocentos e oito até nesses dias de atuais de mil oitocentos e setenta e dois, não te assuste se as sombras da eternidade apagar todas as luzes de seus caminhos, quanto as suas dores e sofrimentos serão resultados daquelas sementes que você mesmo plantou nesse terreno pantanoso, passa logo, na eternidade tudo transcorre na velocidade da luz, apesar de você estar nesses caminhos sombrios e sem o claro divino, tudo encerrará como um piscar de olhos, aí outra vez assaltando inocentes nessas espreitas demoníacas.


Sobre a velha catedral em formato de morcego, aparecerá novamente e as badaladas do velho relógio estará ali debaixo de seus pés onde ninguém o alcançará,


logo aparecerá a primeira vítima, uma inocente transeunte estará caminhando como uma presa fácil. transbordando de sangue jovem e cheio de vitalidade. Fredy está de volta, muitas vidas pagaram com seu próprio sangue.

Antherport/16/6/22***

 


  1. A ESTAGIARIA DO CASTELO 

(continuação de; A escrava do Vampiro do castelo.

Bernadete saiu essa madrugada para o trabalho no castelo, acho que ela tem um estomago muito forte para trabalhar em um lugar como aquele, exala nesses ares mau cheiro de podridão, carne humana em estado de decomposição, muitas pessoas morrem nas mãos daqueles seres diabólicos, tudo leva a crer que esses restos mortais são descartados ali bem perto, Berna, não sei se volta, nessas condições acho já mais, morte confirmada. 

Ali é um local de sumiços de  pessoas, principalmente quando se trata do sexo feminino, não dura muito tempo que logo é considerada desaparecida, essa noite foi a simpática senhorita Bernadete, patrão vampiro a chamava de Berna,

Muito responsável em seu trabalho, sempre aposta com suas obrigações nesse castelo, Fred na falta de uma taça de sangue fez dela sua vítima, foi sugada até que suas carnes se tornassem brancas como um peixe fora d'água por algumas horas, Fred aproveitou até a última gota de seu sangue, assim foi o fim dessa meiga senhorita, esse vampiro lhe embebeu  seu líquido essencial para a vida.

Zuleica avó de Berna morava em uma casa de origens medieval, arquitetura simples nivelada entre as montanhas quase escondida nas encostas, de acessos dificultoso entre as rochas e caminhos que levava a uma via de margens mais larga, a qual usava-se para o trafego de carruagens ou carroças.

Zuleica mãe de Berna; a mesma que hoje jaz, pessoa meio esquisita muita entendida em assunto de bruxaria vampírica, percebia que o sumiço de sua filha Bernadete foi obra de Fredy o Vampiro mais tenebroso desses tempos, nada pode fazer, Zuleica e Fredy; ambos de formações sinistras sobrenatural, também vivia nesses mundo dos horrores, sempre praticavam essas feitiçarias, ela também tinha suas artimanhas e truques para adentrar nesse mundo das trevas, havia a necessidade de manter essa sua identidade secreta, os homens da santa inquisição apesar de outros tempos, ainda exerciam o trabalho de fiscalizar e exterminar todos que praticavam trabalhos secretos de magias e misticismo nesse começo do século quatorze,  estavam decapitando essas pessoas que praticavam esses cultos que os quais dizia ser aos diabos, Zuleica transformava em mariposa, assim sempre se livrava das garras do soldados dos religiosos, essa negra borboleta de hábitos noturnos pousavam em paredes residenciais, tronco de árvores que confundia com a textura da casca da madeira, mimetizava pela cor e luz. Muito difícil ser aprisionada, nada a alcançava para leva-la para a fogueira santa, assim diziam os soldados do apocalipse.

Morava sozinha, só algumas visitas de sua neta Malvina que vinha das distantes terras de um outro reinado, essa neta nesses ditos finais de semestres estaria sendo diplomada na categoria de Bruxa classificada como especialista em ato de vampírica, seguia a vocação de sua avó Zuleica.   

 Hoje Zuleica recebe uma visita, sua neta que vivia em outro povoado, outro reinado, veio para morar com sua avó Zuleica, a neta Malvina ficou órfã, seu pai e sua mãe foram mortos a espada a mando do rei, suspeitava de trabalhos em feitiçaria, mas apesar de Malvina ser uma formada em assuntos vampiros, não foi decapitada, vivia em segredo, sendo assim só restava a companhia de sua avó Zuleica, assim Malvina arrumou um teto, dentro de poucos dias teria que fazer uma viajem, ficaria por ali até sua volta.

 Quando o sol já estava se escondendo por completo, a noite avançava a passos largos, devido clima muito frio, a casa estava com portas e janelas fechadas, em situação repentina, Malvina passa a sentir falta de sua avó, procurou por todos os lugares aí ela sentiu que havia perdido de vista, sabendo dessas atividades, malvina não se preocupou em nada, já sabia de suas peripécias ligada a esse sobrenatural, aproveitou aquele começo de noite para conferir sua bagagem, em seguida procurou seu leito de dormir, assim fez, embrenhou noite a dentro, tinha certeza que sua avó logo viria.

 Hoje levantou-se antes dos primeiros raios do sol, quando procurava pela sua avó não a encontrou, conferiu todos os cômodos dessa casa e já ficou confirmado, Zuleica sua avó, não estava em casa ou fazia presença de uma outra forma.

 Logo deparou com algo estranho frente aos seus olhos, percebeu uma enorme borboleta preta de hábito noturno, estava pousada na parede, confundia a visão, quase imperceptível conforme a coloração das rochas que formava esses divisórios entre a cozinha e o quarto de dormir, de aspecto diabólico, se observasse bem poderia perceber a nítida figura de uma bruxa naquelas asas desse inseto aterrorizador, Malvina sabia que sua avó possuía aquele poder de se transformar em mariposa para driblar os caçadores de bruxas, por isso não quis enxota-la, deixe ela pousada lá. - já estou imaginando que algo inesperado poderá acontecer, ela previu antecipada. Disse a neta sabedora desses feitiços, mas porem precisava guardar em segredo devido essas perseguições a essas atividades, tal qual a sua avó exercia.Malvina esperava o dia amanhecer por totalidade para dirigir-se até o velho castelo, buscava se empregar como auxiliar de assunto vampiresco; essa é sua formação, inclusive seu futuro patrão, o velho vampiro Fredy a esperava para sua contratação como estagiaria nesses variados serviços, certeza que Malvina estaria contratada, seu perfil confere em tudo que o senhor Fredy precisa para ajuda a esses afazeres não muito normal, difícil alguém preencher essa vaga, tipo de profissão quase extinta, Malvina era a pessoa certa para essas atividade, apreciava e admirava esse ramo de atividade.

 A neta de dona Zuleica percebeu um trotear de cavalos que pisava ali em frente da porta de dona Malvina, a moça abriu a porta e logo percebeu, era dois cavaleiros do rei que vieram buscar Zuleica:

 - Estamos aqui em busca de Zuleica, o que você é dela? Perguntou o soldado em tom de voz com austeridade, Deixou Malvina muito preocupada, mas respondeu dizendo que sua avó não morava mais lá, que havia se mudado para muito longe dali, que a busca seria em vão.

 Mesmo assim os soldados foram conferir, reviram todos os pertences, deixaram a casa de cabeça para baixo, mas não encontraram nada, os soldados se sentiram frustrados e disseram:

 - Essa busca ainda não acabou, nós voltaremos a qualquer hora.

 - Sinta-se à vontade, estou dizendo que minha avó não pertence mais a esse reinado, foi embora para bem distante daqui. Disse Malvina ainda meio amedrontada desviando os interesses desses cavaleiros do rei, até que os soldados batessem em retirada.

 - Eles já se foram, posso voltar ao meu normal? Respondeu Malvina -  sim não tem mais ninguém para nos incomodar, mas me diga onde você está que não estou te vendo? Perguntou Malvina exigindo resposta.

 - Aqui oh... não está vendo essa mariposa aqui no alto da parede, sou eu. Não se preocupe, dessa estamos livres, mas logo estarei indo embora daqui.

 Poucos instantes após essa visita, Malvina percebeu um fenômeno da natureza, o céu escureceu tamanha era a revoada de mariposas que saía da velha caverna desabitada que ficava a uns quatrocentos metros retirado dali. Em um momento espetaculoso em que a dança de horrores acontecia nesses ares e se deslocavam em direção do horizonte, ainda em forma de mariposa, despediu de sua neta fazendo recomendações para que cuidasse bem da casa e fique morando até sua volta a um dia qualquer, partiu comovida por deixar tudo para trás, nesse clima de tristeza, mas evitando qualquer situação de morte em fogueira, morriam queimadas em praças públicas, Zuleica alça voo e ainda consegue alcançar no final daquela fileira de borboletas noturnas, se infiltrou no bando e seguiu viagem para bem longe dali pelo menos uma mariposa naquele bando era diferente, tinha vida, era humana, enquanto que Malvina é contratada para os trabalhos extra ordinário no castelo do conde Fredy, ficaria a cargo de acompanhar e atender as necessidade desse velho Vampiro ainda perigoso e sanguinário, agora na condição de estagiaria desses horrores que ocupa a vaga de sua tia Bernadete; Berna como dizia Fredy.  

11/62022/ antherport. 

  HOJE DIA 22 DE SETEMBRO/24 ESTOU RECUPERANDO ESSE MEU BOG, FORAM MUITAS TENTATIVAS E FRUSTRAÇÃO, AGORA PARECE QUE VAI PROCEGUIR EM FRENTE....