RESSUREIÇÃO PARA ACERTOS DE CONTAS, o pai de Celinha


Celinha era a filha mais nova de Josefa, seu pai deixou de herança uma casa, hoje a moradia que ampara essa mãe e filha, pelas contagens no calendário, nessa data está fazendo dois anos do sepultamento do chefe dessa pequena família, nos dias atuais falecido, para Celinha foi um pai exemplar, essa menina de apenas uns dezessete anos sempre guarda seu pai através de suas orações.

Nessa quarta-feira Celinha foi abordada por um sinal muito estranho, quando lavava a última colher entre um montão de louças já enxaguada,

percebeu uma visão meio fantasmagórica, parecia uma mensagem de seu pai, dizia para que fosse ao cemitério e fizesse uma visita na tumba, seu pai teria que alertar para um fenômeno que estará para acontecer nessa cidade, mas, porém, vá e ore, reze, se apegue com deus, só ele para nos proteger.                     Apesar da pouca idade, Celinha não se abalou, nenhum pouco de medo.

Nesse meio de tarde, Celinha foi até a prateleira onde sua mãe guardava as despesas para o mês, com muito esforço conseguiu alcançar um maço de velas, calçou o tênis e se dirigiu rumo ao campo santo, intenção, fazer algumas preces em intenção de seu falecido pai.

Cemitério muito antigo, mau conservado, as covas disputavam espaços com os arbustos que nasciam desordenadamente, o pai de Celinha estava sepultado ali bem próximo do portão que dava acesso a centenas de sepulturas.

A menina se prostrou diante da lápide onde guardava os restos mortais de seu pai, sacou de sua bolsa algumas velas, acendeu-as, demostrou alguns gestuais e assim que começou a concentras em suas orações, de olhos fechados mais ainda percebeu que alguém chegou ali do lado, desviou a atenção para conferir quem seria essa pessoa, constatou que se tratava de um senhor demente, um louco como o povo da cidade o tratava de Longuinho que quando estava surtado saía pelas ruas dessa cidade fazendo pantomima, cantando alto e fazendo discurso expressando suas fantasias de anormal.

Celinha percebeu que esse senhor também veio aqui para fazer algumas orações, viu que não era motivo para se preocupar, ele estava em silêncio com suas orações.

A menina ficou por ali em volta do túmulo de seu pai durante algum tempo, fazia alguns minutos de orações, retomava, gastou vária velas daquele pequeno maço.

Longuinho chamou atenção de Celinha pedindo licença para dirigir algumas palavras, a menina respondeu dizendo que ele poderia dizer, perguntar:

- Você pode me arrumar um palito de fósforo, esqueci minha caixa de palitos, estou sem fogo, assim não consigo acender minha vela. (perguntou o senhor de nome Longuinho)

- Sim, posso sim, aqui está, pode levar para você. (Celinha respondeu com gestos de caridades, e o entregou uma caixa cheia de palitos de fósforo)

- Não mocinha!... eu disse somente um palito, não preciso da caixa toda, acendo uma vela e reparto o fogo para as outras que acenderei. (Longuinho)

- Não tem problema pode ficar pra você. (Celinha).

Antes de voltar pra casa, Celinha deu início aos últimos minutos de reza e orações, para despedir em momento de fé, nesse exato instante Celinha sentiu aquela mesma vertigem que aconteceu na primeira quando lavava a louça, sentiu que se tratava da mensagem de seu pai falecido a muito tempo.

Der repente ouviu-se um barulho estranho, parecia desabamento de alguma estrutura de construção, quando ela abriu os olhos ficou aterrorizada com o que viu, chocada com uma rachadura enorme sobre o mármore que arquitetava o túmulo de seu falecido pai, uma fresta enorme desenhou dês da cruz até o outro lado indo até os compartimentos das gavetas, isso era motivo de ficar muito assustada, se dizia, mensagem do além, em seguida surge uma voz cavernosa, alertando Celinha para algo que verá acontecer nesse futuro bem próximo, Celinha percebeu que se tratava da voz de seu pai levando essa mensagem, assim dizia:

Fique atenta, avise quem você poder, haverá uma rebelião dos mortos, eu tenho o conhecimento disso, eles se levantarão de suas sepulturas e marcharão em rumo as vilas e centro da cidade, os mortos irão cobrarem suas dívidas a quem os tenham ofendidos quanto em vida, eles cometerão um grande genocídio, peço que você e sua mãe não saiam de casa nesse dia, aguardem até quando tudo se acalmar.

Como de costumes, os cemitérios ficam ar retirado um pouco além do centro da cidade, assim obrigatoriamente se trata de uma necessidade, pois não ficaria nada normal se fosse contrário, nessa cidade os mortos seriam sepultados em campo santo localizado no fim da rua principal.

Logo Celinha ficou de obrigação cumprida no que se diz lado espiritual, se levantou esticando novamente seus joelhos, de pé pôs a se movimentar, deixou aquele ambiente que cheirava mortos e bateu em retirada, regressando para sua casa, olhou para trás ainda percebeu que longuinho ficou por lá, imagine, louco como é, ainda viu a cena do morto pai de Celinha estourando a catacumba, momentos de horrores ainda perguntando para si.

- Meu deus que está acontecendo com esse nosso mundo, parece que estamos vivendo o fim dos tempos; os mortos emergem de suas covas, atende orações, envia mensagens para seus entes ’queridos, agora só nos resta aguardar o que virá de novidade, essas cobranças serão para mudar as ordens das rotinas, imaginem todos vocês.

 Frederico que além de traído pelo seu melhor amigo, ainda mais, sua esposa se juntou com o assassino e cometeram o crime, entrava em questão uma apólice de seguro em altos valores, agora senhor Frederico se levantou dos mortos somente para essa vingança, serão localizados e vingados.

Esse cadáver saiu a frente, logo virão outros, subirão por aquela pequena e curta estradinha que dava acesso a entrada pelo portão desse cemitério, procurará sua viúva esposa e se vingará, na verdade Rose e Lois foram autores desse crime de assassinato em que levou senhor Frederico as condições de defunto, Rose e Louis agora estão sendo procurado para acerto de contas.

Dessa vez não foi somente o falecido Frederico que se levantou dos mortos, senhor administrador do cemitério percebeu algumas outras covas eclodida e violada, na verdade o espaço para acondicionar o cadáver estava vazio, algo misterioso e inexplicável, os mortos estrão se safando das amarras as quais os seguravam para a vida eterna, o senhor sinistro que andavam pelas ruas com a gola do casaco e um capote que escondia por totalidade o rosto transfigurado, próprio de uma aterrorizante surgida do além mortos, se tratava do vingador vindo das trevas além vida. Cuidado, não fale com ele, não o cumprimenta, ignore, ele poderá agir com violência, por enquanto a vingança será contra Lois e Rose, outros indivíduos também estarão na mira de suas fúrias que tiveram suas avenças contra Frederico, Lois e Rose, agora serão vingados e serão levados para o mundo dos mortos.

Quando ele subia rua a cima, fato curioso aconteceu, Frederico demostrou toda a sua força e capacidade de destruição, enquanto os cães latiam, rosnavam mostrando os dentes instigando e ameaçando a tal temida criatura, der repente um dos mais temíveis cachorros da raça pitbull... muitos transeuntes assistiam as cenas, o monstro ia ser atacado por um cão muito raivoso, todos assistiam essa briga, certeza! Se fosse um ser normal a ser atacado o estrago seria de grandes proporções, mas o que se foi assistido ali naquelas cenas foi de causar espanto, ficaram aterrorizado, quando o cachorro atacou o monstro de garras e afiados dentes, o animal foi contra-atacado, o monstro revidou as investidas, esse morto vivo, aplicou um forte pontapé atirando o animal contra o muro, o impacto foi tão grande que causou múltiplas fraturas no esqueleto do animal, por aí já se podia calcular a força e destruição que essa criatura poderia causar.

Frederico; o cadáver vingador seguia aquela avenida, fazia frio e o clima era de inverno intenso, destino, mercadão BB intuição cadavérica dizia que o casal que ele procurava estava fazendo compra e já regressava para casa, o monstro ficou parado em um ponto de ônibus que existia bem ali naquela esquina dessas duas ruas mais importante da localidade urbana, ele tinha certeza que Lois e Rose passariam por ali, estaria ele pronto para atacar nesse momento fatal.

O chegar da noite se aproximava, esse crime já estava para acontecer, o casal vinham nessa direção, convicto que praticaria esse duplo assassinato e nada o repreenderia, não constaria em nenhum código penal que alguém do além praticaria um crime e seria encarcerado, Lois e Rose se sentia muito solto, sabia que havia praticado um crime perfeito, agora é só gastar esse rico dinheirinho, usar seus entorpecentes e suas drogas mais de alta alucinação, Rose passou a ser usuária de drogas, consumidor de Opel, cocaína e maconha, com o dinheiro desse golpe, ainda mais, Lois a viciou para ter acesso aos ricos milhões roubados com esse estelionato, Frederico perdeu sua vida, Lois e Rose foram os autores desse crime, até a poucas horas vivem juntos, mas algo está para acontecer, o falecido de Rose ressuscitou para vingar seu rival e ladrão do Seguro de vida em que esse casal agora está desfrutando.

Com o clima frio, muitos jovens e senhores usavam um capuz, assim como os viciados consumidor de droga, Frederico se mimetizou em meio desses personas, mais para que ninguém percebam seu semblante de morto vivo.

O casal atravessou a rua e se aproxima do local que Frederico se prontificava para o ato de assassinato, logo o tal ressuscitado de nome Francisco, nome dado para os vivos, mas agora sem nome para essa condição de existência.

Frederico abordou os dois, segurou pelo braço em um impensado a és esposa, agora viúva, sacou não se sabe de onde uma longa espada e desferiu um golpe certeiro, o covarde ao qual a acompanhava tentou se evadir do local, mas Frederico tocou os calcanhares tirando o pé de apoio, Frederico; o monstro efetuou vários golpes de espada causando umas oitos perfurações, entre Lois e Rose, o cadáver Frederico gritava alto com sentimento de estar vingado, demostrava todo aquele rosto desfigurado, os corpos de Lois e Rose deitados em uma enorme poça de sangue.

Havia algumas pessoas no ponto do ônibus aguardando para se embarcarem de volta para casa, ficaram amendrontados e presenciaram essa noite de horror,  a mocinha mais corajosa sacou um celular e tentava falar com a polícia, encontrou a central telefônica congestionada, parece que quase a cidade inteira estavam telefonando para a polícia nessa hora, finalmente a mocinha conseguiu linha, telefonista muito apavorada perguntava para a moça que assistiu tudo, indagava o nome e vários dados dessa testemunha ocular que foi relatando tudo.

Polícia retoma o diálogo e pergunta como se deu o ato desse crime e dizia que o autor tinha toda as evidencias de um monstro vindo do cemitério, ele parecia com um cadáver andante, coisa muito horrorosa.

A telefonista que comandava umas outras vinte e cinco telefonistas disse apavorada que todos ramais estavam ocupados, toda a cidade telefonava com esse mesmo enfoque; monstro sobrenatural atacam pessoas matando a golpes de ferramentas cortantes e até estrangulamentos, afirmava que essa cidade se tornou uma calamidade pública, havia infinidades de corpos atirados ao chão, vitimados dos ataques desses cadáveres,  mortos ressurgiram dos mausoléus, das catacumbas e covas fundas para vingar os que em vida foram ofendidas.

Na manhã seguinte quase todos habitantes desse município se dizia ter perdido algum ente querido da família, os mortos de muito tempo sepultados vieram a tona para vingar todos os que fizeram mau em vida, eles vieram vingar, mesmo seria intrigas de poucas causas, morreram muitos caluniadores, senhoras metidas em fuxicos, pessoas que agrediam senhores idosos, crianças, trapaceiros, estelionatários e até religiosos que cobravam quantias indevidas a seus fiéis.

Nesse momento estão todos reunidos em um campinho de futebol cito ali na periferia, eles estão reunidos para voltarem para seu devido lugares, prometendo um retorno em breve, aguardem, outra turma de monstros cadáveres, já se preparam para um novo ataque

Tudo aconteceu conforme Celinha e o louco profetizador longuinho presenciou, Frederico era o pai de Celinha, estava escalado para o primeiro ataque, longuinho presenciou quando o alerta fora dado no momento que estrondou a catacumba, Agora Celinha ficou órfã.


Antônio Herrero Portilho/06/9/2024.

deu macaco na cabeça

 

OUTRA VEZ, DEU MACACO NA CABEÇA.

Aconteceu lá no povoado de São Cafundós

 

Seu Gerônimo residia em uma daquelas vilas de periferia, ele era devoto de São Benedito, mas infelizmente naquela época vivia em situação de muita pobreza, não havia nenhum modelo de aposentadoria e nem tipo de beneficiário, as vezes até faltavam comida na mesa dos mais humildes.

Gerônimo percebendo que a situação se agravava a cada dia que passava, tomou uma decisão que se achava certeira.

Com um propósito em mente, dirigiu-se até a igreja de seu santo devoto; São Benedito, para fazer um pedido em oração, e assim fez.

Naquela manhã de segunda feira entrava porta a dentro o tal devoto para realizar esse pedido.

O senhor zelador, muito levado a fanfarrice e gozador, transformou esse drama em comédia de palco, o rapaz já conhecia o ilustre figurão por suas ingenuidades; Gerônimo já era do conhecimento desse trabalhador da limpeza do templo, vendo Gerônimo dirigindo a imagem percebeu aproximação frente à estátua de seu santo devoto; por ser uma imagem grande, ele se escondeu atrás, e escutava as orações do fiel devoto que dizia:

- Eu quero ser sorteado no jogo do bicho, eu quero ganhar nesse sorteio, por isso venho aqui lhe fazer esse meu pedido, faça isso por mim meu santo querido que tantas orações já lhe prestei, me dê um palpite em qual bicho devo jogar para ganhar e sair desse mal contratempo, diz aí o resultado que será sorteado para que eu ganhe, por favor meu querido São Benedito te peço em orações.

O zelador do templo que no momento havia se escondido por trás da estátua lhe respondia nas vezes do santo:

- Jogue no macaco, sim!... jogue no macaco. “disse o zelador nas vezes do santo devoto.

Aquele homem fiel saiu dali muito feliz com esse encontro ao seu santo devotíssimo dizendo em voz baixa, com seus botões e colarinhos:

Meu deus!... falei com São Benedito, verdade!... eu ouvi as suas palavras... Meu deus... sou mesmo um privilegiado, vou levar a sério o que ele me disse, vou jogar no bicho, e foi no que ele disse; no macaco. Obrigado São Benedito.

Chegando à casa seu Gerônimo fez tudo como o suposto santo disse, escarafunchando a carteira de sua esposa, se emprestou por conta própria, dirigiu-se a mais próxima banca de jogo e foi logo apostando cem reais no macaco, no primeiro prêmio, na cabeça, segundo ele, tudo conforme havia dito seu santo de devoção; São Benedito.

Logo a tarde saía o resultado, as papeletas estavam coladas no poste para quem interessasse a ler, os sorteios se relacionavam em ordem do primeiro ao quinto, e assim fora feito.

Quando Gerônimo deparou com a leitura, quase caiu em vertigem, foi um grande susto o que leu ali frente aquele poste, em primeiro prêmio, deu macaco, seu Gerônimo ganhou uma fortuna, agora ficou rico, ficou escandalizado, surpreso! Com o que viu, realmente, o zelador acertou... quer dizer; o Santo.

Apesar de endinheirado, não pagou a sua esposa o que havia emprestado, assim demostrando sua desonestidade, mas ele será castigado por não saudar essa dívida.

No dia seguinte, seu Gerônimo entrava porta a dentro daquela igreja de são Benedito, novamente o zelador que estava por ali repetiu o mesmo feito, correu a se esconder atrás da imagem para falar em nome de São Benedito.

O fiel devoto, muito satisfeito com o resultado das orações de pedidos, prostrado diante da imagem formatada de gesso dizia em agradecimento:

Obrigado meu santo querido, consegui alcançar meus pedidos, minhas orações foram atendidas, realmente o palpite que o senhor me disse foi sorteado

O zelador que estava ali nas espreitas ficou pasmo pela coincidência, pensou rápido em uma forma de ferir o orgulho mau concebido a esse falso fiel, e assim dizia para consigo: -

- Esse prêmio poderia ser meu, ele roubou a minha sorte, vou lhe pregar uma peça para ele deixar de ser ambicioso.

- Enquanto isso, lá estava o mais novo ganhador do grande sorteio.

- Ganhei no primeiro prêmio, deu macaco na cabeça, fico muito agradecido, foi uma quantia considerada, gostaria muito que o senhor meu prediletíssimo e devoto de coração que desse um novo palpite, ainda ficou muitas contas a pagar, “mentira” preciso saudar minhas dívidas, aquele dinheiro gastei para pagar uma boa parte dessas contas, gostaria que de ser contemplado pela segunda vez, rogo a ti meu querido santo, meu devoto.

O zelador sabia que ele não havia gastado o dinheiro, enganava o santo, a ele não conseguia mentir, ainda estava com todo o dinheiro.

O rapaz zelador que se escondia atrás da imagem, disse um exagero, somente para brincar com sua ganância dizia em vozes pausadas e celeste:

- Agora você pegue tudo que ganhaste nesse primeiro prêmio e jogue no Avestruz.

- Avestruz querido santo? Perguntou só para confirmar.

- Sim! Avestruz... jogue no Avestruz, vai dá Avestruz, jogue tudo que você ganhou até agora que você vai ganhar

Disse o rapaz zelador escondido atrás da estátua, fazendo as vozes do Santo.

- Você vai ficar muito rico.

- Eu também vou fazer minha fezinha, vejo que meus palpites estão muito certeiros. Disse sem perceber que estava fazendo a voz de São benedito. Gerônimo ouviu e ficou assustado e perguntou:

- Uai!!! O senhor também faz seus joguinhos, meu santo querido?

(O zelador disse como se fosse o são Benedito):-

- Me respeite seu vagabundo, eu sou um santo, não está vendo, não. (disse isso e ficou nas maiores gargalhadas por enganar esse trouxa fiel.

Gerônimo saiu apressado, nem agradeceu o santo pelos acertos nessa loteria clandestina, cheio de euforia, se achando a pessoa mais poderosa no momento, correu e logo foi fazer a sua fé, convicto que ganharia na certa, e quebraria a banca do jogo de Zoo, e assim o fez:

Apostou tudo o que ganhou no Avestruz, pelos palpites de São Benedito ganharia com certeza.

Gerônimo mal conseguia esperar o resultado dos números, esperançoso, convicto que arrebentava a banca do jogo, aguardava impaciente o resultado, dessa vez os números seriam ditos... divulgado pela emissora de rádio, Gerônimo se enlouquecia com aquela espera, mas der repente a divulgação, o locutor disse em voz alta de bom som.

- Novamente pela segunda vez nessa semana, deu macaco na cabeça, em primeiro prêmio o macaco, macaco, macaco, ainda repetiu algumas vezes, deu macaco.

Gerônimo ficou enlouquecido, depois que tinha ganhado uma grande fortuna, acabou por perde-la tudo, não lhe restou um centavo da primeira premiação, ainda mais um agravante, devendo cem paus para sua esposa que logo virá com a cobrança, terá que pagar com sua própria pele.

Quando a esposa voltou pra casa foi logo lhe cobrando sua dívida, quando Gerônimo se desculpou que não havia ganhado no tal sorteio, aí veio as consequências, o tempo fechou, foi tanta pancadaria nas costelas do senhor Gerônimo, parece que o costado de seu Gerônimo ficou mais mole que a barriga, isso de tanto apanhar de sua esposa por ter apropriado de seus cem paus.

Enlouquecido, cheio de fúria se apoderou de um belo porrete e foi em direção da igreja a fim de acertar contas com São Benedito, chegando à igreja vindo de porta a dentro de porrete em mãos, senhor zelador quando viu que ele estava mal intencionado, correu, foi tomar providência, trocou a estátua que media mais ou menos um metro e noventa de altura e trocou por uma imagem em menor.

Quando Gerônimo chegou de frente a pequena imagem, de porrete nas mãos disse com bravura:-

- Ditinho, vá logo chamar seu pai, que eu não converso com criança.

Gerônimo sofreu algumas punições, dizem ser castigo divino por abusar da fé, levou uma surra de sua esposa, perdeu todo o dinheiro que ganhou, São Benedito também mostrou seus corretivos, imprimiu na mente do zelador do templo os números do próximo sorteio, o zelador sonhou com esses números que seriam sorteados, o rapaz apostou nos números que São Benedito mostrava em sonho, o rapaz acertou a sorte grande, ficou milionário, e muito assediado pelas mulheradas daquela vila, por ironia do destino, rapaz zelador fugiu com a mulher de Gerônimo, esse foi o castigo de Gerônimo pela sua ganância, não se contentou com aquele grande montante de dinheiro, queria mas, e mais acabou sem nada. Moral da história, quem tudo pede em oração tudo perde sem perdão

Antonio Herrero Portilho - 09-o8-2024..   

 

SONHOS ERÓTICOS 
(só para adultos)
 
 Demostrava total relaxamento, suavidade, ternura de inigualável beleza.
Em sua face esboçavam os finos traços da sua sublime delicadeza.
 A noite embalava seus delírios; sonhos proibidos de prazeres ensandecidos.
Deixava ser levada por caminhos alucinantes. 
A excitação em demasia tomava conta de seu corpo febril, você ansiosa e provocante.
Como chamas ardentes incendiava sua pele, impulsionando seus instintos de mulher, expandia e fixavam em sua imaginação como lavas vulcânicas brotando das fendas fumegantes.
 As áreas exógenas sensíveis à flor da pele tornavam se latentes, no momento que seu ventre ofegante movimentava repetidamente, como o acasalamento de uma fera, um ser animal.
Neste vai e vem de tantas sensações, você se pronunciava em choro, gemidos, sussurro.
A sua boca expressava tudo que no momento seu coração exigia, seus órgãos em alarido gritavam, nas profundezas de seu universo feminino.
Algo se exauria em momento exaustivo, luxuria incessante; Prazer carnal.
Seus olhos fechados como se estivesse gozando de um sabor inigualável, agora aliviado.
As lágrimas molhavam seu rosto no instante sublime da paixão.
As forças da imaginação tocando seu íntimo, e com o auxílio de seus movimentos, mãos obedientes fazia aflorar em suas insígnias de mulher, sensações enlouquecidas.
Espalhava por todo ambiente fascinantes fragrância de fêmea no cio, aroma agradável de amor com muito suor correndo pela extensão do seu corpo.
Suas mãos presas entre as pernas como uma menininha apegada a sua preciosa bonequinha; como que duas mãos aprisionavam com carinho uma pombinha com as asas inquietantes.
Acalentava esta sua joia de fazer amor, recipiente de condicionar o instrumento másculo reprodutor.
Parece que pulsava de tanta ansiedade; urgência de se entregar em completa vaidade, loucura insana e voracidade.
Isso que possuis; portal da sua alma feminina, furor, em fulguração, agora mansa e domada, mas esfomeada.
Algo existente entre meio suas duas colunas bem torneadas que te põe de pé, que sustenta seu ventre, ninho sagrado da procriação.
Essa danadinha vadia comilona, precisa de um bravo guerreiro que se apresente de cabeça esguia, em posição de sentido, que lhe sacie a sede de prazer, suas carnes sejam dilaceradas com uma ferramenta em brasa, ferro vermelho incandescente que te enlouqueça de prazer, te leve por lugares imaginários de delícias, e muitas fantasias, dando o prazer que sua carne exige em todos os momentos que seu corpo precisar de fazer amor.

Antônio Herrero Portilho.

Nos becos da vida


NOS BECOS DA VIDA


Luana e suas fantasias sexuais, criatividade não lhe faltava, marido viajante dentre esses tantos dias fora de casa facilitava essas realizações, sempre gostou de viver em vário personagem, pela décima vez encarou no personagem de uma senhora que vivia ali nas imediações de sua rica mansão; dona Betina, muito conhecida por todos, dona Betina até tinha lá suas aparências joviais, seu rosto de belas linhas e face até não muito feia que escondia uma mulher muito interessante.
Nesse dia mais ou menos às dezesseis da tarde Luana olhava pela janela de sua sala, observava o movimento ali na rua em frente de seu portão a movimentação dos viciados e mulheres comercializando o corpo para custear seus vícios, na distância mais ou menos de quinze metros escondendo o rosto na cortina, anotava tudo e imaginava como seria fantasia desse dia, usar roupas de trapos e se misturar no meio daqueles persona da vida real, ainda queria ir mais longe, se prostituir tal qual aquela gente, sabia interpretar muito bem, sua profissão tem tudo a ver com isso, ela é uma iniciante atriz de teatro, coincidente terá que encenar um papel assim como esse dessas vidas em uma peça teatral.
Enquanto tomava banho, recebeu um telefonema meio que urgente, dizendo que não poderia voltar pra casa esse fim de semana, que aguardasse para o meio da semana próxima, voz do marido se despedindo, Luana sem medo de dar errado sua intenção, foi a dispensem e se vestiu de roupas já bem usadas, se tornou uma ótima mulher de poucas posses, olhou ao espelho e percebeu que fantástica transformação, pronta para desempenhar seu papel, quando se viu pronta percebeu que seu corpo estava também transformada por uma grande excitação, quando se vestia para fantasiar sentia uma enorme erotização, essa sua personagem agora terá que ser completa, assim como assiste com frequência de sua janela, a prostituição será o ponto principal, Luana terá que abrir mão de seus recatos e se soltar dessas redoma, em outras fantasias ela já praticou atos libidinoso, dessa prática ela gostava, se vestir nesses personagens de mulher leviana sempre seu fetiche, tudo indica que hoje ela irá se esbaldar.
Depois que estava pronta, saiu com carro, era mais ou menos umas vinte e três horas, levava com ela roupas para se trocar caso houvesse alguma urgência, vidros fumês ninguém podia reconhecer que nesse veículo dirigia uma senhora da sociedade, fina e muito conhecida que vai desempenhar seu papel com personagens vivos e reais.
Ficou algum tempo observando a movimentação das ruas, parada ali debaixo de uma árvore plantada no meio fio da sarjeta, lugar escuro e sombrio.
Quando as ruas ficaram deserta, Luana meio que disfarçada desce do carro e fecha tudo, arruma a roupa, coloca a bolsa pendurada nos ombros, depois alguns passos se infiltra no meio das prostitutas e aguarda para seu primeiro ato, tremia muito, não se sabe se era expectativa, excitação ou sei lá, o lugar era muito perigoso, nessas ruas já correu sangue, o comércio de sexo era uma constância e ficava bem ali pertinho da casa de dona Luana que sempre assistia tudo com muitas curiosidade a fim de participar destas transas sexuais. O desejo sexual levava os pensamento de Luana a altos graus de excitação, nessa mente povoava muitas loucuras sexual, essa noite ela vai por em prática todos aqueles sonhos eróticos e a história vai acontecer nesse momento.
A jovem senhora ficou intrigada com que acontecia, nada normal com esse senhor, percebeu alguns traços feminino naquele semblante, os trejeitos como se movimentava era próprio de uma personalidade feminina, Luana percebeu estranha aquelas atitudes - seria ele um homossexual, um travesti, bem... Isso não pode ser se assim fosse não teria me convidada para um programa, veremos no que se dá nesse desenrolar dessa história.
No momento que Luana tomou esse veículo a pedido desse senhor, não percebeu que esse motorista era muito delicado e até meio que afeminado, pelo menos isso vai lhe servir como experiência, tem homens que funciona dos dois modos, frente e verso, quer dizer bissexual, enquanto o dito cujo entrou para o banheiro para seu banho como se fosse dar início a uma relação, Luana ficou enlouquecida para saber de suas intimidades, queria por todas as maneiras visualizar esse corpo para ver se percebe esses segredos debaixo dessa personagem tão intrigante de aparências duvidosa, com medo, e muita expectativa no que poderia acontecer, Luana transvestida de roupas muito simples imitando Betina; uma usuária de drogas que por ali fazia ponto, comercializava seu corpo a fim de manter seus vícios, se encontrando outro personagem transvestido.
Ficando só nesse ambiente, enquanto o suposto senhor estava em seu banho, Luana descobriu um corredor que dava para a área de serviço, localizou uma pequena janela de fácil acesso foi matar sua curiosidade ao que acontecia naquele banheiro onde esse senhor estava Luana arrumou uma cadeira, subiu e pôs se observar e grande foi a surpresa, ali diante dos olhos de Luana estava um corpo de mulher, não parecia em nada com o motorista que trouxe para casa a fim de fazer um programa, agora a farsa foi desfeita, Luana saiu, desceu da cadeira e voltou novamente para o quarto para dar a entender de inocente diante desse acontecido, ficou atenta para ver no que daria essa trama, estava certa que não se tratava de um homem seu acompanhante. Pronto, já está na hora de tudo ficar explicado, Lua aguarda o desfecho, logo aquela personalidade aparece em cena, tudo fica explicado, se tratava de uma senhora lésbica, também realizando suas fantasias, pensou que estava saindo com Betina sua namorada afetiva, pois Luana se vestiu de Betina para realizar a fantasia de prostituta. Agora a história ficou concluída, Betina não era Betina, e o senhor que buscava a acompanhante, não era o acompanhante, se tratava namorada homossexual da Betina.
Lá pelas tantas da noite, alguém bate a porta de Lilian a mesma que disfarçou de personalidade masculina certa que estava saindo com Betina, mas tudo ficou esclarecido quando entrou em cena a segunda Betina; a verdadeira, tudo foram desmentidos e assim que esse encontro foi realizado dessa maneira tão inoportuno, aproveitaram para fazerem um festinha a três mulheres em atos de lésbicos. Agora Luana se enriqueceu de conhecimento pronta para levar mais esse aprendizado para seus trabalhos artísticos.
Antherport/12/6/2020.




 

           

ABUSO



 O ABUSO.


Na segunda feira de um dia lá dos anos sessenta nos corredores daquele colégio pavilhão que davam acesso ás salas de aulas, um rapaz dirige-se apressado á sala de nº 28, se tratava do professor Hermes ao seu primeiro dia a ministrar aulas neste estabelecimento de ensino.

A classe estava fechada, e os alunos aguardavam este novo professor com grande expectativa, é que sempre foram professoras, hoje seria professor, chegou frente ao número 28 até parecia que a classe estava vazia tal o silencio que pairava em meio este grupo de aluno.

O Professor Hermes, toca a maçaneta da porta e vira, entra e vai entoando uma cantiga escolar muito cantada naquela época, só para ver a reação dos meninos e meninas ginasial desta escola, começou a cantar:
- Samba o lelé tá doente, tá com a cabeça rachada, samba lelé precisava de umas dezoito lambadas... ôi samba, samba, samba o lelé.  Der repente toda a classe também começaram a cantar, mas porém uma destas alunas não cantava, permanecia com a boca fechada , com expressão de como não gostou da cantiga, o professor Hermes observou atentamente aquela aluna muito fechada a si. Todos os alunos saudaram com um caloroso aplauso e deram boas vindas aquele professor que á partir desta data não seria apenas um mestre, mas também um amigo para todas as horas e de hoje até o fim de ano estará atendendo em uma salinha ali do lado da diretoria, qual quer aluno será orientado e solucionar qualquer problema mesmo que fosse de ordem familiar, ali em curta conversa com os meninos em meninas.

Prof. Hermes; o recenchegado  dirigiu-se até esta menina e pediu que mostrasse um daqueles cadernos a pesar que estas matérias foram ensinada no ano anterior, logo terminou aquele papo de mostrando aquele elo de amizade entre o pessoal da classe, sentou-se e pôs a foliar o caderninho da menina, verificou e percebeu que se tratava de uma aluna muito aplicada e inteligente, professor ali de cabeça baixa analisando aquelas matérias do ano passado, quando o professor ergueu a cabeça deparou com esta menina ali do lado, dizendo que gostaria de falar, e relatar alguns problemas, o professor atendeu a e disse que no final da aula dirigisse até sua sala para receber todos que se sentisse envolvidos com alguma situação difícil, ela disse que seria urgente, que o caso é sério, assim ficou acertado. Durante este período, neste primeiro dia de aula neste início de ano, o professor Hermes aproveitou para conhecer estes seus alunos que perdurará por até terminar o ano letivo. Faltando uns quinzes minutos para terminar a aula ele disse que encerraria a aula para atender qualquer que seja o problema, esperaria lá em sua saleta ao lado da diretoria.

Naquele momento estava sentada no sofá a espera das palavras deste seu mestre, a menina Letícia. - Entre Letícia, pode fica á vontade, não precisa sentir vergonha de nada, fale tudo com palavras esclarecedoras, estarei te ouvindo e tentando lhe ajudar, certeza que o problema que te aflige será solucionado.

A menina de cabeça baixa começa uma longa narrativa, tropeçava um pouco nas palavras, apertava as mãos, concertava os cabelos quando caia sobre o rosto, percebia-se que ela estava tomada de muita angustia até se manchava com a tinta da caneta se atrapalhando, mas mesmo assim relatava os fatos com expressão de muita timidez.

- É isso mesmo professor... Já não suporto mais esta vida. Sinto até rejeitada pelas minhas amigas, parece que toda a cidade já tem conhecimento disso, meu pai é mesmo um mostro, ele já pratica estes atos libidinosos á muito tempo, dês de muito pequena ele já me bolinava, faz algum tempo vem praticando relações sexuais comigo, parece que quanto mais eu vou crescendo, mais ele vai aumentando a frequência, agora quase todos os dias ele me abusa, eu não quero, mas ele me força a penetração, eu tenho o sentimento que estou toda machucada por dentro.

-Você pode relatar tudo que acontece, estou todo ouvido, diga pra eu como foi que ele de violentou pela primeira vez.

- Apesar de estar me apalpando, me bolinando, meu pai tocava em minhas nádegas dizendo que era grande e bonita, me beijava e tocava em meus seios que já estava despontando.

Á uns meses já passado assim como de costume, veio me pegar na saída da aula, fico em pânico quando ele estaciona o Jeep lá no portão para me pegar, como se fosse me levar para casa, ao em vez de me levar pra casa ele diz algumas palavra até me parece gentil, mas, eu sei que vai me machucar novamente.

- Oh!... Desculpe, estava me esquecendo de que tenho que buscar o rapaz da topografia que está trabalhando no nosso sítio, oh... Filha querida, não se importe não, mas eu tenho que ir até lá no sítio, logo eu volto é pertinho.

- É assim com estas mentirinhas que ele se desculpa. Disse a menina Letícia.

O lugar fica na zona rural arretirado mais ou menos uns 11 km, nós chegamos era mais ou menos umas 16 horas, não havia ninguém no lugar, tudo estava deserto, parou o Jeep debaixo de um pé de manga muito sombroso aí ele me veio com uma desculpa.

- Acho que cheguei tarde, ele se foi mais cedo, nem me avisou.

Naquele dado momento começou uma chuva, chovia bastante neste mês de novembro,

Letícia e seu pai se obrigaram a se trancar no Jeep até que a chuva passasse assim ela ia relatando ao professor Hemes, ele me enchia de elogios, dizia que eu sou a filha mais querida do mundo, que eu sou muito linda, com a mão escorada no câmbio do Jeep só com a pretensão de ficar tocando e perto de minha perna e logo aproveitou enquanto dizia algo me chamando atenção em momento inesperado ele pega minha perna no alto de minha cocha aproximando de minhas virilhas, pedi que ele tirasse a mão dali, que eu não estava gostando daquilo, ele insistiu dizendo:

- Não se preocupe não minha filha querida, isso é comum entre pai e filha, eu posso aproximar de você assim, você é minha filha.

- Tentei tirar sua mão de minha perna ele resistiu, aí me forçou, segurando com a outra mão, pediu que eu ficasse calminha que não ia me fazer mal algum, meu pai é um homem muito forte me prendeu entre seus braços, depois me tirou a calcinha, fiquei enfraquecida, perdi as forças, não consegui me safar de suas garras, isso enquanto me beijava e sugava minhas partes esfregando em mim aquele bigode felpudo deixando salivas gosmentas me causando arrepio, quando eu tentava me desvencilhar ele me apertava seu corpo contra meu quadril enquanto eu sentia que algo me penetrava com violência, neste dia meu pai me desvirginou, meu pai me inundou com aquele líquido viscoso, algo que eu sempre presenciava em suas práticas libidinosas, dês de quando eu ainda pequena me assediava sexualmente assim, tocava em minhas partes até houve ocasião em que masturbava exibindo seu membro naquele momento ápice de seu prazer. Ah... Outra coisa professor talvez isso lhe interesse como análise deste caso, mas ele quando me aproximava em momento em que eu dormia em meu quarto, sempre acordava assustada com o barulho que ele fazia ao me surpreender com suas atitudes covardes no momento destes abusos tinha como costume cantarolar uma cantiga escolar, da qual eu odeio muito.  

Quando ele invadia minhas intimidades; ambiente de dormir fechando a porta caminhava em minha direção cantando em voz baixa e depois aumentava o tom desta música que sempre que ouço me causa muita repugnância, isso ficou impregnado em minha mente, a imagem que me vem em mente é daqueles dentes amarelo do sarro do cigarro quase coberto por aquele bigode espinhoso que me causava muitas irritações.

Assim aproximava de mim quase que balbuciando aquela cantiga:

- Samba o lê, o lê, tá doente, tá com a cabeça rachada, Samba o lê tá precisando de umas dezoito lambadas. Samba oi Samba oi Samba o lê lê...

Assim ele dava início á sessão de maldades sobre á minha inocência, abria a braguilha de sua calça retirando seu membro e pedia que eu lhe masturbasse enquanto isso acontecia cantarolava bem baixinha esta detestável canção escolar.

- Leticia... Por favor, me diga aí... Você nunca levou este caso ao conhecimento das autoridades?

Percebe-se que estas formas de praticar estes incestos é realmente de pessoas doentias, psicopatas, estou interessado em resolver este caso, agora eu vou até o fim, dê no que der.

- Sim!.. Minha professora de português, eu sempre relatava tudo, ela sempre me ouvia, sempre esteve comigo, chegou até levar ao conhecimento dos delegados e Juízes que cuidava deste assunto; violência contra menores, mas em nada se resolveu, meu pai é muito influente neste município, possuidor de grandes posses e importante político faz parte de uma grande elite, toda a casta desta cidade sempre está se rendendo aos poderios de meu pai, atendendo suas ordens.

 - Qual é o cargo que ele exerce mesmo?

- É vice- prefeito, mas, porem até superior a todos, manda e desmanda espécie assim de Coronel, parece um deus, acima de tudo e de todos, assim fica difícil de qualquer forma de punição, a lei não o alcança, esta minha grande amiga e professora de nome Sônia agora aposentada, acho que nem mora mais nesta cidade, já levou este caso aos mais altos escalão de autoridade desta cidade, infelizmente estou só, ninguém me ouve, tenho esperança em suas atitudes inovadoras, acho que estou arrumando um amigo para me tirar deste sofrimento, aqui nesta cidade parece que todos se meda quando se trata de fazer justiça, ninguém me ajuda.

- Fique tranquila querida, pode ter certeza, agora este caso terá fim, ele pagará por este mau que está praticando, me aguarde.

- Peço que não deixe meu nome aparecer nestas suas investidas, caso ele fique sabendo que estou aqui levando isso ao seu conhecimento certeza que ele pode até me matar.

- Pode confiar em minha pessoa, eu vou te ajudar terei muito tempo para resolver isso, só tenho uma aula de 45minutos por semana, vai me sobrar tempo, isso não vai ficar barato, me aguarde, neste feriado municipal prolongado vou á capital, assim começarei investir neste caso, direi que você manda lembranças a sua professora Sonia que a qual eu também a conheço, sempre fui seu amigo dês de quando foi transferida para capital, depois te conto mais da professora Sonia, tem surpresas aí nesta pessoa Sonia.

Quando Hermes chega a capital de imediato vai procurar a professora Sonia; a fiel amiga confessora da aluna Leticia, Hermes em outra ocasião já havia obtido muitas informações de tudo que acontecia naquela cidade que agora passa a ser alvo de investigações de muitos fatos criminosos que acontece nos porões desta gente importante.

A criminalidade acontecia sobre os mandos da impunidade, o Professor Hermes a partir deste segundo contato com esta professora, já vivida e lecionada por muito tempo neste município adquiri muitas informações do que se passa neste lugarejo, agora irá fazer parte de uma equipe de três investigadores; Hermes, Fábio e Peter, logo se vê que o caso de Leticia não é simplesmente um fato isolado, existe uma enorme ramificação deste crime de pedofilia que envolve muita gente da alta sociedade nesta pequena cidade.

Primeiro dia de aula após os quatros dias de feriados, o professor entra para a sala de aula trazendo em sua bagagem relatada em pastas toda a jornada de trabalho para todo este ano, para inteirar-se com estes alunos pede que todo alunos escreva em dez linhas o nome do pai e da mãe, e elogie os, conte algo, assim feito por aí já descobriria o nome de muitos homens possíveis pedófilos residentes nestas imediações, inclusive o de Leticia.

O dia começa muito movimentado nesta pequena cidade, os investigadores começam seus trabalhos a fim de levantar informações, Peter vai procurar o sítio do qual Leticia relatou em seus depoimentos em certa quilometragem daquela estradinha calçada de pedras, mais ou menos dez km dista da zona urbana, do lado esquerdo o portal que dava acesso ás terras do pai de Leticia, nome do sítio; Portal da felicidade, do lado uma guarita e uma pequena casa de alvenaria como se a pessoa moradora desta propriedade seria mais ou menos um controlador de acesso,

Peter com poucas palavras convenceu este porteiro e conseguiu entrar nesta propriedade tão particular, ele se identificou como o amigo de um senhor que ali trabalhava como agrimensor e topografo construíam curva de nível e medição destas áreas ocupadas e adquiridas pelo pai de Leticia, Peter fez amizade com estes senhores engenheiros contratado por este proprietário e sitiante de tanta importância neste município, aproveitou para mapiar este ambiente, periciar analisando todos cantos desta propriedade; verificou o seleiro, as casas de guardar rações animais e outros compartimentos por ali existente. Logo percebeu ali do outro lado da estrada existia um aeroporto, uma grande edificação tipo assim clube nos níveis de uma boate, mais á baixo uma aldeia de nativos já civilizado.

Peter dirigiu até á aldeia e conversou bastante com o chefe... Cacique desta tribo conseguindo muitas informações importantíssimas através destes diálogos. A professora Sonia enquanto lá na capital, relatou muitos fatos e intercalava com o que o cacique dizia.

Aterrissavam grandes aeronaves neste aeroporto, eram turistas em busca de manter contatos com as meninas menores, meninas novinhas as quais serviam como exploração de sexo enquanto aconteciam grandes festas, a pedofilia estava instalada nesta cidade do interior,

Peter aguardava estas festas acontecer para comprovação dos fatos relatados pelo índio e informação da professora Sonia. Pierre amigo de Peter montou escuta telefônica todos os contatos telefônicos destes pedófilos estavam sendo gravado e já ficou comprovado que o pai da menina Leticia estava no topo desta lista de delinquentes.

Pelas gravações obtidas notificaram que nesta próxima semana estará aterrissando um destes aviões com grande negociante destes exploradores sexuais em atos criminosos.

Nestes sábado deste mês está para acontecer a grande festa ali neste grande clube para eventos, mas, porem algo irá estragar esta festa, já de prontidão a grande equipe de policiais está pronto para agir, todos bem posicionados aguardando a hora exata, as crianças será atraída com a recepção de palhaços, promessa de participar em programas de televisões, modelos de grandes marcas etc. a verdade é que tudo não passa de uma falsa, não passa de formas de atrair às garras destes criminosos.

São dez horas da manhã, sobrevoa sobre o céu desta pequena cidade uma aeronave de porte médio, ali estariam os grandes chefões destes crimes, enquanto outra parte desta quadrilha já hospedava nestes hoteizinhos estabelecidos para turistas nesta região ao qual eles diziam ser reduto das meninas mais bonitas do Brasil.

Aterrissou o primeiro avião ás nove horas e quarenta e cinco minutos e logo às dez horas chega outra parte deste esquadrão do crime,

Três policiais disfarçadamente transitava pelo aeroporto particular, observava tudo enquanto anotava todos os detalhes, documentava em fotos discretas sem que eles não percebessem, tudo pronto para um flagrante.

Já á alguns dias as propagandas destes acontecimentos estavam sendo exibidos nestes veículos de comunicação, os cartazes fixava por todos os espaços visuais, todos aguardavam ser um grande acontecimento e quando chegam as 13horas dão o início, havia uma grande quantidade de pessoas organizando esta festa com aparência infantil, alguns destes estavam envolvidos com este crime, muitos senhores desta sociedade eram praticante de atos incestuosos apesar de legitimados pedófilos, a mãe e pai de Leticia encabeça esta lista destes delinquentes sexual e tudo está confirmado pela equipe de policiais investigadores.

Os shows começam com muitas músicas infantis, muitas meninas dançando, comédias com palhaçadas e tudo mais. Pronto! estas meninas já foram escolhida e separada foram fotografadas e tudo ficaria confirmado para o  dia seguinte longe dos olhos dos populares e pais e mães das crianças. 

Nesta segunda feira logo após o início do período desta manhã, estas oito meninas foram chamada para fora deste colégio diziam que  se tratavam do concurso do dia anterior, um pequeno ônibus as conduziram para outro ambiente, elas embarcaram nesta condução e desembarcaram em outro lugar, quer dizer clube.

Os policiais já estavam preparados, só estavam aguardando o momento exato; quando os fatos fossem serem confirmados,

Um destes agentes já estava infiltrado em meio esta apresentação destas meninas, aí o flagrante seria arbitrado. Estes senhores negociantes de pornografia infantil estavam pronto para acionar as câmeras fotográficas no momento em que estes homens exigiriam em que estas meninas se despissem para que as fotografassem e abusassem, mas os policiais no momento exato os abordaram bradando voz de prisão.  

Com as algemas e mais que rápido conduziram os à carceragem, todos foram presos em flagrante, agora estão todos a disposição da lei. Incluído nesta mesma apreensão  o pai e a mãe da menina Leticia, a mãe foi de imediato liberada por falta de provas, está confirmado que o professor Hemes, estes  policiais em ajuda com a professora Sonia, assim foram desbaratada uma grande quadrilha que praticava incesto, exploração sexual com crianças.

19/3/20

17 – Antonio Herrero Portilho.

 


Hallowem; O grande dia das bruxas

No escuro desta noite, no fundo negro deste céu neste lugar, algo fenomenal estava para acontecer, demostrava coisa de outro mundo.

Alguém com trajes muito diferentes com tom de roxo e negro, com alguns símbolos místicos... algo muito funesto estão se movendo neste espaço celeste.

Os chapéus de copas altas e pontiagudas combinavam com o nariz longo e quebrado para baixo, as verrugas nas pontas destas narinas sempre destacaram como um desenho imprescindível, isto sempre foi à marca registrada destas meninas bruxas.

   Com os vais e vem de certo veículo aéreo de natureza desconhecido, algo que se assemelhavam com motociclos, motos voadoras, mas na verdade se tratava de algo simples de uso caseiro destinado a limpeza de casas... eram as vassouras que as conduziam encavaladas em seus cabos direcionando, buscando uma rota a qual as desejarias navegar por estes espaços nesta noite.

Naquelas horas próximas a este local, o céu ficou tumultuado, muito corre, corre.

O tráfego aéreo ficou infernal, isto algumas horas que antecedia a grande festa e conferência.

Estas pessoinhas misteriosas nestas ocasiões memoráveis se reuniam para um grande encontro; elas do sexo feminino com aspectos de grande estranheza se juntavam para esta grande assembleia, neste país do além, onde nesta época se encontravam.

Daquela noite até nos dias atuais não mais se presenciaram coisas mais extraordinária.

O cenário todo elaborado com infinidades de arranjos típicos deste tema, local deste grande acontecimento: Uma clareira, dia trinta e um de outubro a meia noite, em meio a floresta, estava marcada para este grande acontecimento.

Este último dia do mês de outubro ficaria para sempre marcado na lembrança tal era o tamanho deste evento macabro; algo de assustar, as imagens de terror causavam espantos até naquelas criaturas que já estavam acostumadas, horror que dava medo e calafrios, fazia até arrepiar os cabelos, este encontro era mesmo de deixar qualquer um boquiaberto.

Estas meninas bruxas exóticas quando estavam reunidas para estes eventos tinha como hábito levantar várias conversações, aquelas figuras belas de bruxas a debita aos cultos do halloween, neste momento com suas línguas afiadas e maldosas comentavam tudo que já haverá acontecido nestas temporadas que estavam ausentes.  Estas amigas e companheiras sempre persistiram nestes laços fraternos, aproveitavam para relatarem seus eventuais fatos que não poderia de forma nenhuma ficar esquecida esta irmandade a cada ano se encontrava para estas eventualidades, e aproveitavam para pôr as fofocas em dias. Como podemos imaginar fofocas de bruxas nem se pode ter uma ideia como seria as intimidades destas criaturinhas extra mundo. Todas falavam simultaneamente e assim sendo este ambiente se tornava um grande alarido formando um completo alvoroço com estas tagarelas, coisa horrível.

Der repente toca-se uma sirene e algumas badaladas de um velho sino em forte som, todas as bruxas se silenciaram e ficam atentas para o que está para  acontecer, no palco abre-se a cortina, em seguida entra em cena alguns integrantes da Família Adamo, trazendo e segurando em mãos um caixão de defunto todo de cor roxo escuro com detalhes de preto com vermelho, as bruxas vibraram com este ato  os carregadores colocam a urna funerária no assoalho no centro do palco enquanto se acomodam por ali nos fundos do cenário. Em seguida este ambiente ficou tomado de uma enormidade de fumaça que quase encobria algumas cenas que apareciam em meio estas névoas entrementes o caixão para defuntos se abre e uma criatura salta para fora, as meninas narigudas de chapelão ficaram aplaudindo sem sessar, tal era o impacto deste ato. Eis que aparece em meio do tablado esta figura de terror: O conde Drácula, ele que deveria comandar estes discursos para estas bruxas; assistentes muito especiais.

Ele motivado por um exibicionismo exagerado se apresentou para a plateia expondo seu porte físico tão bem preservado pelas grandes quantidades de sangues ingeridos; alimento primordial para a vitalidade deste; o maior dos vampiros.

Neste momento da se início a grande conferência e assim inicia o grande discurso sobre este dia do HALLOWEEN.

As bruxas a cada ponto importante do discurso reverenciavam o estendendo a mão e dizendo com forte som em gritaria:

ALELUIA, ALELUIA!... SALVE O NOSSO GRANDE MESTRE, O DE TODOS OS TEMPOS, DE TODOS OS SÉCULOS. ...AMÉM.

(Antônio Herrero Portilho)18/8/2013



 



Juca o mau convertido
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                                                                                                                                               Pelo menos cinco vezes ao ano o administrador da fazenda, com o consentimento de seu patrão fazendeiro disponibilizava um meio de transporte que buscaria uma personagem muito especial, Irene; a pregadora.

Senhor administrador havia se convertido há pouco tempo, era um evangelizado.

 O caipira Juca proprietário desta fazenda ficou todo contentes em saber que a pastora estaria de volta a esta sua propriedade, foi até o celeiro e tomou posse das arreatas as quais seriam vestidas no animal ao qual iria puxar a charrete até a estrada que passava ali nas mais ou menos dez quilômetros da cede da fazenda, fazia gosto de ir ao encontro desta senhora pastora.

Tudo arrumado agora Juca estava pronto para buscar a pastora que estaria naqueles dias promovendo cultos naquelas fazendas, ela; a mulher que diziam referência no assunto de religiões nestas imediações.

E lá vai Juca pelos caminhos entre as pastagens em direção do ponto do ônibus que chegaria daqui a poucas horas, embarcaria na charrete de Juca o condutor.

Ele olhava nos ponteiros do relógio e consultava as horas de minuto a minuto tomado pela grande impaciência e torcendo para que chegue logo a tal condução.

 

Lá na curva da estrada, buzinando e alto e escandaloso som, era ela a jardineira que traria Irene a pregadora da palavra de Deus.

Logo este velho ônibus estaciona a beira da estrada, e veja lá quem colocou os pés neste solo de terra vermelha; A pastora Irene.

 

O grandalhão Juca até tremia quando firmava a vista naquela mulherona,  forçosamente desviava os olhos daquelas vantajosas curvas daquele corpão, achava  que estaria cometendo alguns daqueles pecados que estão citados naquele livro que a mesma carregava debaixo de suas axilas,  tinha receio que não deveria sentir desejos por esta mulher, ser uma  mulher de Deus, assim como ela pregava em seus discursos religiosos, ficava se controlando e até virava-se de costas para não de mostrar estes sinais de excitação e morria de vergonha  se ela  percebesse.

- Juca meu irmão na fé, não precisa se preocupar em se esconder, tenho conhecimento de sua timidez, não se preocupe com isso, Jesus te ama e ele está reservando uma grande bênção para você.

 

Mas quando falava em Jesus Juca sentia que suas tesão esfriar rapidamente assim como se estivesse jogado um grande balde de água fria sobre “ele”.

 - Pronto pastora Irene, já estou a seu dispor, pode falar...

- Me ajude a subir na charrete, onde está sua gentileza, meu jovem senhor?

- Sim, sim.

 Irene apoia um dos pés no estribo daquele veículo de tração animal, e Juca ficou meio receoso, apatetado; não sabia mesmo como faria para ajudá-la.

 - Vamos logo irmão Juca, não precisa ficar com vergonha, me pega por trás e força que eu consigo subir.

Ele até que enfim criou coragem e entrou em ação, colocou as mãos nas grandes nádegas da pastora e impulsionou até que ela em um salto se assentou sobre ao estofado da charrete, até o cavalo que ia puxar este trole sentiu que ali estava se acomodando uma pessoa de Deus e em seguida começou a esbaforir continuadamente, impressionante como os animais sentem isso, será? Aí Juca cutuca a bunda do cavalo com o cabo do reio e diz ao animal – Vamos eia...

 - Olha pastora, vou lhe contar uma coisa, não sei se sabe, acho que o Frederico precisa de orações, ele as vezes fica espirrando muito todo o tempo e fica muito irritado, parece que quer sair correndo, acho que isso é coisa do diabo que quer o apoderar, você precisa orar por ele.

- Vamos logo cavalinho, vamos.

 Dizia Juca ao seu animal que puxava o trole.

 A pastora Irene se interessou pelo caso, já pensou em fatorar alguns $$$.

 - Sim... Tá bom quando você falar com esse seu Frederico diga para ele dar uma chegadinha à minha igreja que vou fazer uns trabalhos de oração para ele, mas; para o dito cujo se curar, precisa pagar o dízimo, diz a ele.

 - Não tem jeito de eu levar o Frederico lá na sua Igreja, e nem pagar o dízimo.

- Por que não pode levar o seu Frederico no culto?

- Ele tá com intestino solto, mija muito e fica com a espingarda a ponto de bala, acho que é espírito mesmo, mas; ainda vou pegar ele de reio e vou lascar várias chibatadas nele, até ele aprender a respeitar os outro e deixar de ser sem vergonha... Eiaaa, força cavalinho.

 - Olha irmão Juca, não há obstáculo para Deus, basta ter fé que a fé cura qualquer problema, te pergunto ele tem fé?

- Nenhum pouquinho, ele é um descontrolado mesmo! Com este jeitão assim calado mais é um desavergonhado de marca maior.

 Durante aquele papo entre os dois se perceberam que um forte odor invadiu as narinas daqueles dois, e o cheiro estava insuportável, coisa do demônio Ufa! Será?

- Olha meu irmão Juca, acho que terei que abrir a bíblia e começa a rezar, quando o diabo se aproxima ele tem estas características, a verdade que o diabo apresenta um cheiro forte, quando está nestes ambientes, de Deus, igual a este momento agora, você não está sentindo este cheiro forte Juca? Isso é o diabo.

- É eu também acho que o Frederico também tem o Diabo dentro dele, tá sentindo este cheiro é mesmo dele, não disse que ele estaria com o intestino arruinado, tá aí a prova.

- Como assim irmão Juca?

- É... Estou falando do Frederico, este meu Cavalo.

- Ô gloria... Aleluia... Este seu Frederico é mesmo este seu cavalo, este do qual você está falando?

- Sim, ele mesmo, meu cavalo, este aí que está puxando a charrete, por que você pensava que fosse uma pessoa de que eu estava falando, este cheiro de pum que estamos cheirando vem dele, isto é, se não foi você pastora porque eu não fui.

- Eu não Juca, então foi ele mesmo; seu cavalo, bicho do diabo... Tá amarrado...

- Eita!... Vamos cavalo, vamos. Frederico... Há... Cavalo lerdo sô...

 E por aquelas trilhas lá ia Juca, a pastora e o cavalo Frederico já chegando ao destino final.

A pastora Irene perdurou por ali até o Domingo de manhã, realizando cultos, fazendo visitas e arrecadando ofertas e dízimos destes moradores proprietários destes sítios e fazendas, dizia ela que era para comprar uma casa no céu e que Jesus precisava destes dinheiros para construir uma nova Canaã para que todos que obedecem a palavra de Deus fossem morar lá neste paraíso, falava e ditava prova através deste livro,  que o Messias voltaria e levariam em arrebatamento todos que obedecessem a doutrina de Deus.

 Depois de algumas horas de descanso se esbaldando de muitas regalias oferecidas a esta charlatona que sempre pregava a estas peças a estes pobres crentes em Deus que se inundavam suas mentes com um montão de lorotas bíblicas, depois que está personagem muito espertalhona escalpelava todos convencendo os e impondo uma religião e a necessidade de aceitar Jesus.

Através de um discurso inflado de baboseiras criando um fanatismo exacerbado, depois desta intensa atividade criminosa de estelionatos, buscava se estes descansos em um compartimento todo luxuoso construído nesta fazenda para que ela se desfrutasse destes momentos cansativos destas solenidades religiosas.

 Às sete horas da manhã deste Domingo lá estava novamente Juca o Condutor, com a charrete toda arrumada para esta curta viaje e aguardava dona Irene na porta da casa grande.

Der repente surge a Pastora na porta da grande casa de malas em mãos, e já se podia notar o estado de mau humor da tal religiosa, não gostava de se levantar muito cedo, ficava muito nervosa.

 - Vamos logo pastora, logo o ônibus passará e não podemos perdê-lo; este é o único por hoje, o outro só amanhã neste mesmo horário, você não vai deixar esta viaje para amanhã?

 

- De forma nenhuma deixaria para amanhã, não vejo a hora de sumir logo deste lugar horrível... Só se vê bois para todo lado e este fedor de animais, coisa horrorosa... Detesto estas obrigações matinais ruralistas, prefiro morrer que ficar mais um dia nesta desgraça de fazenda, o lugarzinho praguejado, isso deve ser a cópia verdadeira do inferno.

 

- Não fala assim não pastora, você é muito mal agradecida. Olha... Sabe aquele leite, aquele pão e todo aquele café da manhã que você tomou quando se levantou?  Eu e os peões da fazenda...  Precisamos acordar a quatro da manhã para polos em sua mesa, a senhora devia agradecer a Deus por toda aquela mesa farta de alimentos que pomos em sua mesa, não é isto a vontade de Deus; este que você prega?

 - Que se danem estes idiotas e otários... Não estou nem aí pra eles... Não torres as paciências Juca... Porra, caralho!  Tange este seu cavalinho peidorrento com mais rapidez, quero se ver livre deste lugar logo, o mais rápido possível.

 - Nossa que braveza irmã, para que fazer esta desfeita deste povo que te tratou tão bem.

 - Ah... são mesmo, tá achando ruim, porque? Seu caipira veado, vamos logo, toque esta carroça.

 - Não precisa se apressar pastora, vai sobrar tempo, a jardineira só passa às nove e trinta da manhã.

 - Desculpe Juca, estou muito nervosa, isso não pega bem para uma pessoa de Deus; Mais acho que isso é mesmo a minha TPM que está se mostrando este descontrole..., Mas parece que não é não, ainda está longe o dia desta pré... Acho que é nervosismo normal... Sei lá.

 - Oiá... Já vi falar de muitos demônios; este eu não conhecia... TPM, Ochente. me explica pra que eu entenda.

 - Juca é o seguinte; quando nós mulheres estamos no dia que antecede a menstruação, ficamos tomadas por um descontrole emocional, vai daí que ficamos muito nervosas e agressivas, isso não é demônio não, isso é normal, faz parte da sexualidade feminina, todo o mês vem para nós mulheres... Tá entendendo Juca meu irmão de fé.

- Isso não sara com orações?

 Não Juca, não isso não pode cessar enquanto a mulher atingir mais ou menos uns cinquenta e três anos, a TPM é um fato normal.

 - Eu também tenho uns problemas com meu sexo... Aí que vergonha pastora, não consigo pronúncia esta palavra, fica muito envergonhado... Não comente com ninguém, fico com vergonha que as pessoas descobrem que eu sou brocha.

 - Brocha mesmo?

 -É... Eu tenho uns brochamento.

 - Ahaa... ra ra ra ra... Ah é este de o defeito que você tem Irmão Juca?

 - É sim... Mas não precisa me vaiar, não faça gozação com isto, fico muito chateado sô...

 Ela não se continha a crise de riso, teve que se segurar, quase se mijou de rir do tão simplório Juca; o Grandalhão.

 - Fico muito nervoso também quando as coisas não do certo para mim, tal qual você, quero impor minha marca de macho, mas não consigo, meus nervos amolecem e me dá uma tremedeira, aí nunca chega aos fatos consumados, fico evitando repetir a fornicação para não passar vergonha.  Outra noite quase que eu arrebentei com um baile de danças que existia lá no arraial, isto tudo por causa de meu este problema de sexo, só estou falando pra você por que você é uma mulher de Deus, acho que você conserva os segredos de confissões, mais ainda tenho muita vergonha de tratar deste assunto, será que tem orações para me curar... Mi dê uma cura para esta minha doença sexual... Sexual; Assim que você fala né?

 - Sim, tem cura sim meu irmão Juca, Hoje não dá para praticar esta cura mais na próxima vez que eu voltar aí nós trataremos diste assunto, mas; isto vai lhe custar um preço alto, talvez você não tenha este dinheiro, você sabe como é né, Jesus não age sem dízimo, você tem condições financeira para bancar isto?

 - Simmm... Tenho dinheiro que pague isto e muito mais, a propósito, a senhora sabe a quem pertence estas terras, esta fazenda que você está visitando?

 - Não vai dizer que a ti pertence?

 -... Isto tudo é meu patrimônio, você ainda não viu nada, eu sou um homem de muitas posses, de um rebanho de vacas leiteiras e gado de cortes, sou simples assim mais tenho bala na agulha, é muito dinheiro e estou disposto a gastar com isto até me curar de vez.

 - Quando eu chegar a cidade eu vou procurar me informar a respeito de quem é realmente estas terra e se é verdade se você não está me mentindo.

 - Pode perguntar ao tabelião da cidade e aqui está o endereço dele que por sinal é meu amigo, ai também o meu cartão mostrando que sou pecuarista.

 - Ah sim... Ele também é meu amigo, aí é fácil saber.

 - Vamos depressa cavalinho, upa Frederico.

 E Juca novamente cutuca o traseiro de seu animalzinho para que puxe este carrossel com mais rapidez.

 - Juca escute ai que vou te falar... Antes de atravessar aquela ponte você pare a charrete; estas risadas frouxas e estes baques das rodas nos buracos me buliu com a minha bexiga, estou estourando de vontade mijar, finalmente aquela moita de bambu a beira d’água vai me quebrar o galho, não aguento mais me segurar.

  - O córrego e a moita de bambu tá um pouco longe em.

 - Acho que dá pra aguentar.

 - Vamos cavalos, depressa...

 Enquanto isso Nego Jão o benzedor destas regiões estava por ali nas margens daquele riacho colhendo ervas para fazer remédios, desta vez pretendia curar uma cachorra de um de seus amigos e frequentador de seu terreiro (templo onde realiza cultos Afro), procurava pela a tal de erva do bicho indicada para combater coceiras e rabugices conforme ele dizia a público. Eis que lá de um pouco longe enxergou a charrete que vinha levantando poeira na estradinha, nego Jão correu e foi esconder no capinzal, quando percebeu que o trole iria estacionar na margem daquela estrada, nego Jão correu foi procurar um lugar mais seguro e optou pela  moita de bambu que estava plantada bem na beira da ponte, Nego Jão escondeu bem ali, entre a ponte e a moita deste arbusto, ficou alojado entre as madeira da ponte e os grandes troncos de bambus, evitando que alguém o descobrisse sua intenção; estava em propriedade particular e evitava que ninguém o visse nestes lugares.

Der repente Nego Jão ouviu uma vó de comando que dizia ao animal.

- Oaaa... pissiuuu... Pare um pouco cavalinho, é hora de beber água no riacho.

 A pastora Irene disse com uma vó quase bocejando:

 - É aqui mesmo que eu gostaria parar; a única moita mais alta, só tem capim rasteiro nestas pastagens, não vou demorar, é rapinho, aguarde.

- Enquanto isso vou deixar o Frederico beber água, pode ficar à vontade o ônibus demora a chegar.

 - Tá bom...

 Nego Jão ouviu tudo e logo começou a botar os olhões no que ia acontecendo. O vento tocava na moita destes bambus, rangia tronco com tronco e provocava aquele som estridente, as águas do riacho fazia chuã, as vacas leiteiras mugiam enquanto pastavam, Juca assoviava-se distraindo enquanto Irene terminava com seu ato mictório.  Os pássaros gorjeando dizendo: bem te vi, bem te vi, bem te vi; como se estivesse presenciando e atestando aquela cena dantesca de dona Irene acrescentando alguns litros na vazão destas correntezas murmurantes incomodando estes peixes com esta poluição destes líquidos com odor de amônia.

Quando dona Irene se esvaziou tudo que estava sobrando em sua bexiga, chamou pelo Juca que estava por ali aguardando este feito e soltou um grito bem alto:

 - Juca, veja aí em minha bolsa; esta da cor verde, e traga-me este pacote de toalhinhas descartáveis, preciso enxugar-me, me molhei minhas pernas, ande logo Juca... Isso é rápido.

 - Sim já vai, já vai.

 Quando Juca abriu o zíper daquela bolsa quase caiu de costa de susto em ver tamanha quantidade de dinheiro, vários pacotes de cem e cinquenta e até um calhamaço de cheques ao portador em nome dela; a Pastora Irene, tudo isso arrecado nos cultos naqueles povoados em que habitava aqueles fazendeiros e sitiantes.

 - Vamos Juca, isto é pra hoje.

- Tô indo, tô chegando.

 Enquanto isso Nego Jão presenciava tudo lá de onde ele estava escondido.

 Juca pegou um dos pacotes de dinheiro que fazia parte daquele montante guardado naquela bolsa, correu e escondeu em uma daquelas moitas de capines enquanto a pastora gritava aos berros.

 - Vem logo Juca, isso é urgente.

 - Já vai.

 Nego Jão percebeu tudo de onde ele estava escondido, só não sabia de que se tratava aquele pacote, e continuava observando tudo.

- Pronto tô aqui pastora... vixiii, desculpe não sabia que você estava assim tão descoberta.

 

- Não precisa ter vergonha não Juca, isso é normal, agora pegue estes papéis descartáveis e ajude a me enxugar, estou toda mijada pelas pernas, sabe como é estas necessidades feitas no mato só da nesta.

 - Nossa Pastora você mijou tanto que nem dá pra imaginar, tal qual a mimosa.

 - Quem é a mimosa?

 - Minha vaquinha malhada.

 - Tá tudo bem, tudo pronto, vamos embora logo.

 Juca saiu na frente e foi logo arrumar a charrete, estacionou bem ao lado do barranco pronto para a pastora subir com mais facilidade. Enquanto isso Nego Jão não perdia um movimento daqueles dois. Logo que estavam prontos para partir, Juca ditou um comando de vós para o cavalinho e logo desapareceram pela estradinha em direção do ponto do ônibus que logo chegaria.

Nego Jão foi depressa procurar o que Juca tirou da bolsa da pastora e escondeu na moita de capim e veja o que ele encontrou; um belo pacote de dinheiro em notas de cem e outro em notas de cinquenta, calculava se em mais ou menos em uns doze ou quinze mil, se apossou para si e ficou saltitante de contente, escondeu em outro lugar para mais tarde pegar sem nenhuma suspeita, mas ficou por ali com sua colheita de ervas para remédio caseiro.

Nego Jão daí algum tempo percebeu um barulho era a charrete que vinha se aproximando, correu e se escondeu ali em seu lugar de costume e ficou observando os movimentos, Juca foi até uma pequena árvore e amarrou seu cavalinho, depois disto se dirigiu à moita de bambu, justamente onde ele e a pastora estavam resolvendo aquele imprevisto e não perdia nenhum lance.

Juca ao chegar neste lugar foi logo descendo as calças até os joelhos, fechou os olhos e firmou o pensamento em sei lá o que... Lógico que na Pastora, em seguida cuspiu na mão direita e segurou com os cinco dedos seu membro e deu início a uma masturbação, ficou longos minutos nesta orgia solitária até que se esvaiu, completou seu ato libidinoso, enquanto que nego Jão assistia tudo e pensava lá com seus botões.

 

- É mesmo um filho da puta, este Juca, só vive aí nos cinco contra um, quer dizer nesta bronha, depois lá no bar quando estamos reunidos ele mente contando tantas vantagens que pega todas as meninas do povoado, mas não é verdade, ele é mesmo um frouxo, perdeu a oportunidade da comer aquela pastora e agora fica aí nesta punhetosa.

Juca foi logo até onde havia escondido o dinheiro que pegou da pastora, mas não estava lá, lógico que quem se apoderou do dinheiro foi o Nego Jão o Curandeiro do povoado.

 

Então ficou assim; Irene a pregadora roubou o povo com suas enganações religiosas, Juca se apoderou de uma parte deste dinheiro, acho que a mesma nem percebeu, certeza que nem contou, nem somou; mas era mais ou menos uns cento e oitenta mil, isso que fazia parte deste dinheiro, enquanto que Nego Jão roubou este mesmo dinheiro do caipira Juca.

 

- Eiaaa.... Vamos Frederico, vamos logo para casa.... Irene... Eita Pastora gostosa, muito boa esta mulher... he he he he ... Opss... Não pode desejar pastora, ela é mulher de Deus...Opss...Vamos cavalinhos, vamos cavalinho.... Que se dane aquele dinheiro... eu tenho muito mais que aquilo...

Antônio Herrero Portilho-(07/7/2014)


  HOJE DIA 22 DE SETEMBRO/24 ESTOU RECUPERANDO ESSE MEU BOG, FORAM MUITAS TENTATIVAS E FRUSTRAÇÃO, AGORA PARECE QUE VAI PROCEGUIR EM FRENTE....