CECÍLIA, AMOR DE UMA NOITE.


 

AMOR DE UMA NOITE

  Agora Cecília está deitada estática; os seus olhos serenos fixos em um só ponto. Seu corpo coberto de rosas deixando somente a parte do pescoço até a cabeça descobertos. Todos choravam a morte desta bela mulher. Quando em vida Cecília esbanjava beleza, agora sua face pálida parecia estar dormindo um daqueles sonos profundos. Sobre os paramentos fúnebres cobertos por pétalas um corpo inerte, o sopro da vida não destacava aos olhos das sentinelas ali presentes.

Viúva, já alguns anos, mas sempre dada ao sexo, ela possuía diversas habilidades sobre o trato com o sexo em depravações, neste momento seu corpo está frio como suas noites desvairada usando de todas as suas formosuras em trocas de dinheiro fácil, Cecília deitava com vários parceiros, até aqueles que não despertavam atração, pensando somente em lucro fácil. Hoje Cecília está partindo desta para a melhor, eu sei que ela irá encontrar do outro lado, certeza que não será um paraíso.

 Eu sei... Os mortos ainda conservam algumas percepções ali durante algumas horas pós-morte, tenho conhecimento que até aos seus próprios cortejos eles acompanha, misturado com os que ali se faz presença a esta celebração derradeira, ela com suas carnes e músculos gelados, mas percebia tudo ao seu redor, como se estivesse em uma bolha sem contato, mas compartilhando tudo que acontecia, assunto muito difícil de explicar.

Der repente lá nas profundidades de sua eis existência percebe algo meio esquisito; um vento entra pela porta e assopram as velas ali acesas, ela se sentia trêmula como se estivesse viva, lhe causou uma reação muito estranha em sua condição de morta, é que chegava ali neste funeral um de seus admiradores e apaixonados, além de seu assassino, aquele que a desferiu aquela punhalada certeira em seu coração, tudo por causa do ciúme exagerado interrompendo a vida desta tão jovem mulher encantadora por suas aparências bonitas.

Ele chegou disfarçado para que ninguém o reconhecesse, pois as investigações ainda não haviam sido concluídas, não suspeitavam que ele mesmo fosse o autor deste crime, só ela sabia desta certeza. Cecília ainda percebeu o perfume ao qual ele usava naquela cena tão triste, notou seu arrependimento e percebeu verdadeira paixão que este jovem possuía por ela, mas agora já é tarde, depois que o rapaz se retirou indo embora pra sempre. Todos que estava olhando para a face da morta perceberam que seus olhos que ainda estavam abertos, neste momento, na saída deste moço; as pálpebras se fecharam como se ela estivesse o esperando com ainda seus olhos abertos. Logo se confirmou que ela já não interessava por mais nada neste mundo.

Naquele feriado de junho; tarde de muito frio esta urna funerária era transportada para a última morada de Cecília, todos que seguia o enterro se contorciam se defendendo do clima frio intenso. Um daqueles que acompanhava o cortejo até o sepultamento do corpo dizia em lamentos: - Eu também chorei de tristeza pois Cecília também foi uma de minhas acompanhantes em um dia destes.

Em minha memória ficou gravado aquele semblante sorridente e de muita alegria de viver que esta jovem linda  distribuíam gratuitamente a todos de seu meio.

O silêncio tomava conta daquele cortejo, embalada nesta urna funerária lá ia ela carregada a caminho de seu repouso final, alguns ainda soluçava enquanto trocavam os passos durante está caminhada.

Ela ainda neste pequeno estágio de sua passagem continuava ouvindo lá fora o mundo ao qual lhe pertencia á poucas horas e perguntava a si o porquê seus pais não estavam ali neste acompanhamento, será que se esqueceu de sua filha neste momento tão solícito.

– Estou sofrendo um abandono muito severo, agora que eu gostaria mesmo de sentir as suas presenças, estou morrendo só e os poucos que estão presente são aqueles meus companheiros de jornadas nestas noites de diversões pecaminosas, agora eu queria muito a presença de meu pai e minha mãe e irmãos nesta viaje derradeira, mas não adianta procurar por eles,  não estão aqui, não deram importância a esta minha partida para o infinito, acho que esta tristeza que estou passando já é uma prenuncia de toda minha desolação que irei aturar por esta etapa que está para vir.

Depois que o cortejo adentrou ao campo santo e já caminhavam alguns passos todos ficaram em alerta para um chamamento, era uma das amigas de Cecília que não havia chegado a tempo; problemas de viaje. 

Ao portão daquele cemitério estava estacionando um luxuoso carro de propriedade de Dona Irene, uma das fidelíssimas amigas desta já falecida

Irene acompanhada de seu mordomo e escudeiro s.r. Agnaldo, ambos gritavam desesperados para que chegasse a tempo a fim de despedirem de sua amiga inseparável, Irene e Agnaldo choraram copiosamente, percebiam no rosto dos dois uma grande decepção que os mesmos sentiam com a morte desta tão amiga e companheira de várias horas.

Entre os populares ali presente ouviu se um bochicho, um senhor cutucou o amigo do lado e indagou assim – Quem foi essa morta? Que influência a tinha nesta cidade? – Ah!.. Sim... Era uma Puta que morava naquela mansão lá no fim da rua. Estes dois que chegaram atrasados é seu Agnaldo e sua patroa dona Irene; daquela chácara de festas noturnas – Entendi, entendi...

Der repente Dona Irene virou-se de lado e disse em voz rouca se perdendo em soluços: - Olha aqui pessoal, exijo muito respeito a esta pessoa que se acha neste momento nesta tal situação de morta, foi minha amiga e era uma pessoa muito amável por todos, eu sinto muito a perca desta grande pessoa de minha grande admiração. Todos ali presente finalizaram o pequeno discurso com uma salva de palmas.

Cecília ainda ouviu quando um dos trabalhadores do cemitério disse que os ajudantes de sepultamento tomassem posse das pás e enxadas e conduziram o carrinho de transportar caixão em direção da mais nova cova aberta, um deles ainda disse – É lá na quadra quatorze, aquela que foi aberta à pouco, a mais recente.

Desceram o caixão a mais ou menos uns sete palmos de funduras e logo ouve um grande aplauso pelo encerramento da vida desta mulher nessa existência terrena.  

Cecília ficou transtornada que até parecia se revirar dentro destas trancas de tampas que prende a defunta, sabia que a partir dali não mais viria o claro desta vida a qual ela não mais pertencia e nem ouviria mais nada deste mundo. Para encerrar, ouviu o barulho da terra caindo em cima de seu caixão.

Agora as artimanhas do mundo dos mortos tomou conta de Dona Cecília, ela está arrodeada de uma escuridão massacrante e não se dá mais conta  de seus restos materiais, nem sabe mais em que posição está, se na vertical, horizontal e nem sabem as posições e latitude, só o negro desta noite tão escura e eterna.

Entre meio este cenário horrendo Cecília ainda percebe uma minúscula luz que surge e vai-se expandindo muito lentamente, aumentando até que se destaca assim como uma cortina em meio este infinito escuro.

Ela estava agora adentrando em outa existência, percebia que havia realmente outro mundo lá do outro lado deste palco destemido. Surge um anjo bondoso e toca a mão de Cecília e parece forçar para que a mesma levante, à abraça e com as mão caridosas a afaga enxugando assim como se fosse lágrima e a conduz para um determinado lugar cheio de paz e refrigério.

Ela não foi penalizada pelos seus atos nesta existência e recebeu a Glória divina, foi perdoada está recebendo todas as maravilhas oferecida a qual quer que seja outro viajante desta esfera do infinito extra mundo.

Antonio Herrero Portilho/24/01/2015.

 

<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" /></a><br />Este trabalho está licenciado com uma Licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons - Atribuição  4.0 Internacional</a>.

 

 

DONA FILÓ NÃO MORREU

Quase todos os moradores destas imediações a conheciam e já tiveram contatos com ela, dona Filó era uma espécie de consultora e tinha muitas funções nesta humilde comunidade, exercia a função de parteira e fazia caridade a muitos que  que a procurava, para todos os assuntos ela tinha uma solução pronta para oferecer seus trabalhos, fazia sem nenhum custo, dês de orações fortes
, quebranto curava bronquites crônicos e até arrumava casamentos para as beatas que ainda sonhava em se casar.

     Arrumar um marido para estas moças velhas, fazer delas esposa!  Aqueles tremendos bagulho não se envergonhavam de suas feiras, mas queria juntar os trapos com alguém, dona Filó tinha que redobrar os trabalhos para satisfazer o desejo das aquelas rabugentas criaturas.

    Os povos desta comunidade viviam sobre os costumes dos antepassados, tudo que se ouvia pelas conversas das ruas não passava de superstições, contavam muitos casos de assombração e aparição de pessoas que já havia falecido muito tempo, insistiam que o saci Pererê fazia presença neste lugar, aí do aquele que duvidasse destas lorotas!

    Dona Filó  uma pessoa muito misteriosa, tinha costume de sair de manhã sem que ninguém a seguisse, o sol ainda nem nasceu direito e ela já estava a caminho da mata, que ficava ali bem pertinho de sua casa, ela dizia que ia extrair raízes e ervas para fazer remédio para certas curas, algumas pessoas comentava que dona Filó ia ao encontro de uma entidade que ela cultuava e teria que saudá-la com suas orações e cantigas de contemplação, levava algumas oferendas para satisfazer seu guia espiritual, em troca o espírito atendia seus pedidos nos trabalhos do dia a dia com o povo que a procurava.

    Quando dona Filó saiu nesta manhã alguém a seguiu, foram dois rapazes que tinha a curiosidade de descobrir este segredo que ela guardava com muito zelo, não queria dividir com ninguém essa particularidade, mas sem que ela percebesse foi seguida passo a passo por estes dois curiosos que será surpreendido com o que verá.

    Ela atravessou uma cerca de arame que demandava o pasto das vacas leiteiras, adentrou ao capinzal e em seguida desapareceu nas folhagens da vegetação, os rapazes estavam por traz das moitas de capines e enxergavam a hora que ela já estava bem no meio da mata, pisando de pontas de pés para não fazer barulhos, espionava os movimentos da aquela senhora que exercia aqueles trabalhos místicos.

   Em um dado momento dona Filó se aproximou de um enorme coqueiro, levantou as mãos para o alto e disse alguma palavra em sons baixos, fez alguns gestos com as mãos e em seguida ajoelhou-se ao pé da palmeira, abriu o picuá e sacou algumas velas desta espécie de bolsa que  carregava de pendurada nos ombros, com as mãos tremulas segurando um palito de fósforo friccionou na pólvora da caixa acendeu os pavio com as parafina produzindo uma luz incandescente começou a cantarolar, em um som bem alto que até ecoava por toda a mata, a música fazia reverencia a entidade que encarnava depois de aclamar com a fé a qual ela acreditava.

    Aqueles dois rapazes estavam às espreitas observando todos os detalhes, a velha senhora em um momento de êxtase ou alucinação parecia estar anestesiada entorpecida as orações dela era tão forte que descia raios como relâmpagos e causava um clarão, com os gestos parecia que atirava algo como pólvora nas nas chamas de fogo que causava explosões.

     Assim se deu o contacto com a entidade que dona filó tinha como proteção, um índio que encarnava em dona filó e lhe dava acessória em suas consultas que sempre obtinha sucesso e realmente conseguia a cura para determinados males.

     Os dois moços intrusos ficaram super assustado com o que presenciou, voltou para o povoado e quando narrava esta história para algumas pessoas ficavam admirados, mas não acreditava em tudo, eles não mereciam créditos quando falava algo, exagerava nas narrativas, tinham a fama de mentirosos, sendo assim todos os rituais da senhora dona Filó ainda permanecia em segredo.

    Voltou para sua casa, ainda estava nas primeiras horas da manhã, ao chegar em frente ao portão de sua humilde casinha fez novamente suas orações soltou as travas do cadeado e passou para dentro de casa e se dirigiu para seu quarto se arrumou para se deitar e logo pegou no sono, dormia como uma pedra parece que nem se movimentava.

    As horas passavam rapidamente, já ultrapassava a metade do dia e a porta da casa de dona filó não se abriu, os vizinhos comentavam várias possibilidades, será que a velha senhora estaria doente sem se mover pelo fato de viver sozinho não teria destravado as portas ou até poderia estar morta a estas horas, que será que aconteceu com dona Filó benzedeira isto se comentavam alguém teria que tomar alguma iniciativa e confirmar o certo para esclarecer as dúvidas.

    Duas senhoras que sempre estavam auxiliando  nas consultas tomaram a frente da situação e foram logo procurando um jeito de abrir a porta pois o grito de chamamento não estava resolvendo, forçando um pouco a porta conseguiu sem dificuldade abrir  e passaram para dentro da casa, foram logo verificar o que havia ocorrido, ao chegar ao quarto onde ela dormia perceberam algo não muito natural a senhorinha estava com  o corpo inerte não se movia mais nada, as pessoas que estavam ali presente começaram a gritar em alto som que dona Filó benzedeira havia morrido.

    Em poucos minutos o quintal e a frente da casa estavam tumultuados de curiosos querendo saber de tudo o que havia ocorrido.

    Dona Filó

    Aquela senhora vai fazer muita faltam para a comunidade, quando precisavam de uma ajuda estava ela lá para se disponibilizar.

   Tantas crianças que vieram ao mundo pelas mãos de dona Filó, as mulheres parideira estavam sempre com o bucho cheio pronta pra despejar, dona Filó estava sempre doando um pouco de seus préstimos, mas nunca se pode agradar todo mundo, alguns moradores deste lugarejo vivia acusando dona Filó; se a colheita não foi boa, quando morria alguma criação ou se uma pessoa adoecesse e muitos motivos de desencontro no cotidiano, se as coisas não desse certo dizia que a pobre velha caridosa teria feito alguma bruxaria a mando de alguém: vai saber!

    O relógio já estava marcando três horas da tarde quando foram terminar de arrumar o mortuário colocando o corpo desta defunta no caixão que ficaria exposto até o outro dia às oito horas da manhã hora marcada para o sepultamento.

   O corpo da morta estava totalmente coberto por flores ficando somente uma parte do rosto a mostra, apesar de um véu comprido que ia até o chão e cobria todo o caixão.

Muitas gentes ao fazer as últimas homenagens choravam e lamentavam a perca desta pessoa que parecia muito bondosa, alguns passavam pelo caixão xingava e dizia até palavrão a tão pobre defunta.

   Dona Filó não estava morta, ela estava ouvindo tudo o que diziam, agora ela ficava sabendo quem seria seus verdadeiros amigos e amigas.

Quando ela acordou não conseguiu mexer-se para pedir socorro à voz não saia e não conseguia se mover no caixão enquanto a crise não passar, as pessoas que passa por esta situação não consegue reagir e muitos deste ataque de catalepsia acabam sendo sepultas viva devida aparência de defunto, isto é muito comum em pessoas que sofre de esquizofrenia, isto vinha confirmar justamente o que o povo dizia de dona filó que muitas vezes se passava como doida.

    Este velório teria que acabar antes das oito horas da manhã, hora que fecharia a tampa do caixão e aí dona Filó não teria mais chance de voltar à vida normal, seria enterrada viva.

   A noite já estava pela metade e alguns quatro o cinco que ficaram em sentinela do caixão, dispersados pela casa, uns rezavam outros lamentavam a perca da grande pessoa que significava para o povo da aquela pequena aldeia.

    Dona Filó percebeu que já estava preparada para se pronunciar ao povo que não passava de engano que ela não estava morta, todos os movimentos já haviam voltado ao normal, mas preferiu ficar quietinha até chegar um momento oportuno para se safar do aquele ritual fúnebre, continuava ouvir pessoas a dizer algo que a detestava como:

 -  Já foi tarde!  Mas havia gente que a queria bem dizia com lamentos palavras de sentimentos de perca de pessoa amada, o povo chagaria mesmo de manhã quando aproximasse a hora da partida para o campo santo.

    As poucas pessoas que restaram para passar a noite estavam por ali em alguns compartimentos da casa: dona Zefinha estava na cozinha preparando algo para alimentar acompanhado de um cafezinho saboroso, Chico e Marlene adivinham onde estavam; dentro do banheiro que ficava de parede colada com o caixão suposta defunta fazendo sem-sem-sem-sem-vergonhice, atrapalhando quem teria de precisar usar durante a noite e deixando a suposta morta ouvir todos aqueles gemidos de prazer de dona Marlene mulher fogosa e boa de serviço... que falta de respeito com quem poderia estar morta! Havia um casal de namorado no portão, a defunta estava sabendo quem poderia ser estes dois namoradores desrespeitoso de velório, dando amasso no portão da casa do dessa já falecida; “suponhamos”, tinha mais duas moças filha de dona Zefinha; estas meninas tremiam de medo de defuntos, deveria estar na cozinha dos fundos ajudando dona Zefinha prepararem o café. ...continua...

(Antonio Herrero Portilho)

BODINHO E CARNERINHO




BODINHO E CARNERINHO
Imagine um líder; alguém grandioso no universo que comanda todos seres viventes aqui na terra; acolhendo em um lugar muito distante deste planeta em que vivemos, punindo estes humanos de condutas má e as vezes acolhendo os bons em seu paraíso de eterno refrigero. Carneirinho e Bodinho são os dois Anjinhos que estão incumbidos destas missões, chegaram aqui neste planeta depois de uma longínqua viaje de distâncias incalculáveis e suas tarefas é resgata-los e arremessar para este outra dimensão do universo.
Os grandes estudiosos da ciência espacial insistem pesquisando o universo com o intuito de descobrir outros planetas ou outras galáxias.
Não é possível o telescópio espacial Hubble detectar imagens que estejam fora do foco de sua poderosa lentes de extraordinária potência, mas porem estas buscas incessante de vasculhar esta infinidade de espaço universal não é em vão, chegará o momento que será tudo esclarecido e o homem conquistará o que tanto procura e fará novas descobertas.

Lá bem distante do nosso planeta existe este paraíso maravilhoso, trono majestoso da sabedoria divina, moradas eternas, onde estão condicionadas as inteligências divinas, o homem demorará muito tempo para descobrir estes mistérios, o segredo do grande arquiteto do universo ficará sempre velado a tal maneira que só poderíamos chegar até lá em ocasião de morte, ai se dá uma transferência instantânea de maneira que quando fechamos os olhos para esta vida em fracção de milésimos de segundo abriremos lá nesta morada eterna, junto com o Pai celestial.
                                            -o0o-
Eles vinham em queda livres, essa jornada começou em um lugar muito distante da terra, não se sabe por certo de onde, mas pode-se obter certeza que se trata de um lugar donde está instalada toda a administração das coisas deste mundo, poderíamos chegar à conclusão que se trataria do tão sonhado paraíso astral; o céu.
- esta viaje é mesmo longa. (disse Carneirinho a seu amigo de aventura)
- que distancia enorme que temos que percorrer, parece que nunca vai  chegar, às vezes até gosto quando o Pai nos manda a cumprir estas missões eu fico muito cansado mais a gente se diverte muito, só não gosto  daquelas intimações tão sofrida, a parte mais dolorosa deste trabalho é quando eu tenho que fazer este ultimato, tem muita pena deste pobre mortal, mas a missão do nosso Pai é mesmo incontestável.
Bodinho era oposto de Carneirinho, muito zombeteiro e fanfarrão, passava a maior parte do tempo lhe provocando com gozações e lhe fazendo chacota, os únicos revide da aquela criatura divina era dizer:
- mais respeito comigo eu sou querido do Pai. (mas toda picuinhas acabavam ali e o laço de amizades sempre continuava mais evidente.)
Eles flutuavam no vazio, com as mãos dadas rodopiava bailando no infinito, tinham em sua bagagem alguns instrumentos musicais, como uma corneta juntamente com a harpa seus instrumentos preferidos, e um feixe de flechas que as usava para unir alguns casais e inserir em seus corações o ato de amar transformando em namorados e plantando a paixão em seus corações.
A pequena corneta de um som divinamente diferente, com uma vibração alucinante, Carneirinho tocava com prazer por que se tratava de uma melodia angelical. Carneirinho era muito belo ao contrário de Bodinho, pelo seu perfil se notava, não era muito simpático as coisas suave e adocicada, tudo teria que ser mais apimentado, ele gostava do repique dos tambores e das baterias estridentes, os líquido que ele degustava teria que ser a base de água ardente, em tudo as preferências se divergia, e estes namoricos inocentes Bodinho repudiava, gostava mesmo de muita depravação, muito sexo com requintes de luxúria, pornografia era com ele mesmo, ele era um anjo da pesada.
Os anjinhos em um papo de amigos confidências comentavam vários assuntos, o anjinho bonzinho disse ao amiguinho que quando eles estavam se preparando para estas missões assistiu pelo telão lá no seu ambiente de origem: o céu, várias cenas de procedimentos dos habitantes da terra e iam trocando comentários durante os trajetos e relatavam os fatos, Carneirinho dizia desta maneira.
-Existe muita gente bondosa neste plane tinha que estamos a destino, isso não pode deixar de mencionar, mas também existem muitas cascas grossas, gentes cruéis, tenho que disciplinar, é minha missão, captei em meu monitor os homens com muitos atos de maldade, eu não suporto maldades e castigos desferidos a crianças e aos pequenos animais, isto me revolta muito, não estou em missão para punir ninguém eu quero apenas ensinar aquele povo as coisa certa que o Pai nos designou para que não as cometa mais, Bodinho disse em um tom de risos sarcásticos,
- Deixe comigo, vou usar minhas artimanhas para mostras a este humanoide porqueiras o que é realmente crueldade, eles vão se houver comigo, o anjinho bondoso dizia com autoridades,
- Não é para interferir nestes assuntos isso não lhe compete, isto é missão minha, fique de fora disto.

Bodinho em uns de seus relatos disse também das cenas que assistiu antes desta missão,
- Ó meu amiguinho manteiga derretida, ouça ai umas das atitudes destes terráqueo que pude ver nestas transmissões terra a céu, e pro seguindo com a narrativa foi descrevendo tudo o seu conhecimento adquirido deste planeta,
- Tem um grupinho de pessoas brigando por causa das religiões, dizem eles que são os donos das verdades, se ele soubesse que o Pai nem dá importância para este tipo de gente interesseiros e gananciosos que vivem extorquindo o dinheiro dos fiéis para seus caprichos e riquezas à custa dos aqueles que tão inocentes procura falar com o Pai com suas humildes orações, no aquele dia o Pai lhes dirá: “não os conheço operário do mal”, estou ansioso para chegar logo lá em baixo para acertar contas com estes escarnecedores que de posse do livro do Pai muda o sentido das mensagens com mentiras e enganação, eles vão se houver comigo.
Mas o Carneirinho pacificador vai logo lhe retrucando,
- você não deverá tomar nenhum tipo de atitude, repito isto ficou a cargo de minhas responsabilidades e depois eles prestarão contas no juízo final, eles estão conscientes do que estão fazendo, usando da mentira enganando em nome do Pai, suas punições serão severas e terão que pagar a preço bem caro com o que estão praticando com nossos irmãos do planeta terra.
Nossa! Disse Bodinho: - Como estamos longe do lugar de partida, esta viaje é mesmo longa, mas logo estaremos lá no nosso ponto de chegada e veja lá bem distante, se assemelha com um pontinho azul, é a terra!
Que legal! Exclamou Carneirinho
- Já estamos chegando e isto se dará logo depois do início da noite, mas termos que concluir a principal missão de anunciar a noticia a aquele senhor que estamos colocando um fim em sua vida, mas o Pai falou que terá um momento certo, não se precipite.
Já se aproximava a metade da noite, o luar estava muito claro, davam para enxergar tudo, eles estavam chegando ao local indicado, Carneirinho caiu bem na copa de uma enorme mangueira que existia nas aquelas pastagens próximo a uma lavoura, e ao chegar foi logo se tratando de se ajeitar para descansar, quer dizer dormir, sabe lá, anjo dorme? A árvore estava repleta de pássaros dormindo, vários tipos de aves e ali o anjinho se acomodou até o nascer do dia.
Bodinho acabou aterrissando bem em cima de uma vaca que estava deitada ruminando juntamente com seu bezerrinho, quando o animal sentiu alguma coisa tocar-lhe a pele acionou a cauda com força e deu uma chicotada no intruso, Bodinho saiu enraivecido procurando outro local para se acomodar aqueles pastos.
Já era de manhã em que o sol já vinha se aproximando rasgando o véu negro da noite, ai a terra neste hemisfério fica clarinho, e começa o transcorrer do dia, as aves estavam satisfeitas pelo sono que perdurou aquela noite toda, com uma companhia muito especial, Com o Carneirinho o anjinho mais fofinho e bonito que já pode existir no momento neste mundo de meu Deus.
Logo ali no caminho da roça estava chegando para o trabalho de capina das ervas daninhas, seu Augusto já estava com as ferramentas em mãos para o início do trabalho, mas ele não poderia esperar o que lhe iria acontecer, havia uma mensagem do Céu, e não era nada agradável, ele teria que fazer uma viagem urgente, seria transportado para outra dimensão, dentro de alguns minutos ele estará recebendo a intimação.
Seu augusto capinava com muito cuidado para não cortar nenhum pé de planta, sempre na aquela marcha lenta mais executava o trabalho com muita atenção, e ficava um serviço muito caprichado, isto ele praticava todos os dias sem descanso, neste dia quando foi se aproximando a metade do dia seu augusto sentiu alguma coisa lhe incomodando, ele pensou que fosse a refeição, que poderia estar lhe fazendo mal, saiu um pouco do meio da lavoura para respirar um pouco, parece que era um cansaço, sentou-se sobre uma sombra de uma árvore para esperar o mal estar passar.
Os anjinhos estavam ali para observar os movimentos de seu Augusto e aguardava o momento certo de agirem, ele tagarelava que não parava mais, o som das conversas dos anjos nenhum ser mortal pode ouvir, ficam somente para eles criaturas extraterrenas, questionavam muito o porquê não mandou a aquela que seria mais indicada, “a dona morte” esta função é dela, mas se o Pai mandou não tem como se esquivar, vamos executar a nossa tarefa disse Carneirinho,
Você esta com medo carneirinho descorado, então deixe comigo disse Bodinho em tom de brincadeira, vamos nós dois juntos e faremos a tarefa em conjunto, ok disse o carneirinho.
Seu Augusto estava abanando com o chapéu, parecia que estava em crise, os anjinhos se aproximou e um deles disse lhe,
– Seu Augusto o senhor terá que fazer uma viagem muito longa, o senhor está nos momentos final de sua vida, nós viemos lhe buscar, dentro de algum instante você estará com Deus, o senhor esta morrendo, não se preocupe o senhor não sofrerá nada basta que você entre por aquele túnel que estas vendo ali em sua frente e logo estará com o Pai, agora vamos fazer a contagem regressiva, vamos lá; 3 2 1 e já, pronto já estão tudo terminado, seu Augusto não faz mais parte da estatística de habitante deste lugar.
Carneirinho disse ao seu amiguinho,
- Eu não gosto de executar estas tarefas, acho que a morte é uma ação de Deus muito triste, não posso recusar, isto é inevitável, não temos outra saída, tem que ser assim, Bodinho disse ao seu parceirinho,
– Vamos deixar de choros e passaremos para a próxima etapa, deixe me ver o cronograma, ah sim, temos aqui no relatório. Deixe me ver,... Aquela mulher que praticou aquele aborto por pura vaidade, aquela senhora terá que ser vigiada a mando do Pai, temos várias tarefas a executar, mas não precisa se apressar temos muito tempo, vamos de vagar.
Agora dirigiremos a caminho da casa do falecido Sr Augusto, temos que presenciar aquele velório, depois acertar contas com aquela senhora que gosta de maltratar os animais, na condição de anjo estou indignado com que eu assisti no telão horas que antecedeu a nossa viagem de vinda, esta senhora estava em sua segunda união, há pouco tempo que estava com este mais novo esposo, quando ela chegou nesta residência já existia os animais doméstico, ela tinha um ódio tão grande dos gatos e dos cachorros que acabou por matá-los quase todos, só por prazer de envenená-los, colocando veneno letal nas comidas dos bichos, só sobrou um cachorro que ela preservou para que guardasse a casa, outro ato que ela praticou é dos que eu mais repúdio, ela atropelou um cãozinho por pura maldade, o animalzinho não estava no leito carroçável, mas aquela mulher com requinte de crueldade fez questão de mover um pouco o volante do veículo só para atropelar o bichinho, fez isto por que quis, a grande caminho neta passou com os pneus por cima do animal que o qual teve uma morte instantânea, Carneirinho disse ao seu amigo,

-Este trabalho será de sua incumbência, quer fazer? Topas? O anjinho disse – lógico e é pra já,
Seu amiguinho disse,
- Calma lá, depois, temos muito tempo, vamos por parte...Continua no texto:

- A morte de dona Renata. ( Antonio Herrero Portilho)
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A MORTE DE DONA RENATA 
(História do Carneirinho e Bodinho)

....Carneirinho disse:
-Ah! Este aviso demorou acontecer, eu estava ansioso para executar estas tarefas, vamos lá em direção da casa de dona Renata, dentro de alguns instantes estará acontecendo a fatalidade, ela estará completando sua missão aqui na terra, aquela senhora com esta personalidade tão tortuosa, ambiciosa cheia de atitudes antissocial; Dona Renata nunca foi um exemplo de vida a ser seguida por ninguém, não seria aconselhável.
Bodinho:
-Ela terá uma morte muito sofrida, com os arrependimentos de ter levado esta vida que não praticou nada além de magoar as pessoas, se dizia superior a todos diminuindo a autoestima de quem aproximasse mesmo que fosse ao intuito de construir amizade, dada ao vício do álcool, causando muitos danos a sua saúde, poderia viver muitos anos ainda e até assistir seus netinhos crescer e conviver com sua família por muito tempo, isto lhe perturbará muito nesse epílogo de sua existência neste mundo danado, e sua partida para o eterno será muito dolorida, mas agora não tem como remediar já é muito é tarde, não há outro recurso se não recolhe-la para o seu recanto onde o pai a reservou para , sabe-se lá o que acontecerá com esta alma depois desta passagem para o outro lado.
Carneirinho:
-Ufa! Nunca me senti tão mau com este trabalho, dona Renata está causando um peso em meus ombros, acho que esta pessoa está carregada de maldade. (disse o carneirinho branquinho)
-Bem vamos ao que interessa, ai está ela, até que obteve uma melhora do mal estar, está até mais animada, esta noite ela esteve muito mau, (continuou dizendo essa fala o o anjinho mais rebelde) eu a observava, amiguinho nós temos esta vantagem, ninguém nos enxergam e nem ouve nossa voz por isto podemos ficar a vontade, agora está arrumando a sua roupa para o banho, nossa! Não teria outro lugar para acontecer esta morte, imagine aquele banheiro apertado e este grande volume de gordura, está pesando muito, imagine esta mulher precisando de um socorro.
Carneirinho:
Dá-se um jeito, os humanos possuem vários recursos, não para resgatá-la em vida porque não terá como.
Bodinho:
Ah sim digo para resgatar o corpo, desta gordona, sei que ela não escapará, a morte dela está prescrita para estes momentos seguintes não tem alternativa é ordem do Pai, certo!
-Vamos para o banheiro esperar ela, e dar-lhe o ultimato; disse Bodinho.
Carneirinho:
-Calma! Isto será tudo na base da serenidade, terá um momento exato, se acomode no canto esquerdo do boxe que eu vou ficar aqui escondido de traz da cortina, ela logo virá e nós aguardaremos ela se despir por completo e logo após faremos o bloqueamento de sua vida, aguarde as minhas ordens e executaremos nossa tarefa, Ok?
Bodinho:
-Ok! Aguardaremos.
Carneirinho:
-Pronto Bodinho, ai está ela com a toalha presa na cintura, está entrando para o boxe, fique quieto em seu lugar, não é para se mover, não saia deste lugar, tudo que acontecer está previsto pela ordem superior.
Bodinho:
-Agora ela retirou a toalha, estou admirado com este tamanho de mulher, nossa! Que corpo enorme, apesar de estar um pouco gorda ela não é tão feia vista de perfil, ou de todos os ângulos, ela está de frente para mim toda nua.
Bodinho:
-Meu amigo Carneirinho você pode me explicar o que significa aquela luz lilás que vejo quase a altura da cintura entre as pernas dela?
Carneirinho:
-Aquilo é o sexo dela, nós não temos o poder de enxergar, Deus nos privou de ver, na mulher aparece uma luz lilás, única coisa que posso lhe adiantar é que o homem penetra na carne da mulher, resumindo, o homem e o emissor e a mulher é a receptora e assim acontecem as delícias do prazer sexual, pela ordem do nosso Deus todo poderoso só pode acontecer entre o macho e a fêmea, outro forma de relacionamento não é do agrado de nosso Pai, caso persiste desobedecer às formas correta, a prática estará contrariando o ensinamento do nosso Deus Pai, está me ouvindo bodinho curioso? Não fique com os olhares fixos nesta área do corpo dela, pois você pode ter uma surpresa desagradável, não se esqueça que ela bebeu muita cerveja nas últimas horas, ela está com um reservatório de líquido quase transbordando e você não pode se mover deste lugar até segunda ordem.
Tudo que aconteceria com esta senhora estaria previsto por Deus, nesta manhã dona Renata estará desvinculando deste corpo e seu nome será apenas uma lembrança na memória do aquele que em alguns momentos nesta existência terrena fizeram parte destas horas inesquecível e muitas descontração, divertiu muito quando esteve ao lado de seus amigos em uma mesa de bar, as suas festas nunca terminava, ela se divertia intensamente apesar de ser uma mulher casada não se importava com o nível de euforia, em volta de sua companhia pessoas que possuía o mesmo perfil, homens e mulheres moças e rapazes, bebericavam em sua companhia, às vezes quando o teor do álcool estava muito alto, perdia o juízos e a insanidade ultrapassava a sua sobriedade, nestes momentos delirantes da embriagues chegava a ponto de não dar muita importância para fidelidade conjugal e ai ela cometia alguns deslizes em relações extra conjugais e o adultério já estava rotineiro em sua vida, só lá pelas tantas da noite retornava para sua casa ao reencontro de seu marido que lhe esperava para dormir, sempre preservava a serenidade, apesar de não concordar com tais atitudes.
Esta vida promiscua levada ao vício depois de passar alguns tempos lhe causou alguns problemas de saúde, seu coração está a poucos minutos de um colapso levando a uma morte súbita, conseqüência de uma vida regrada de muito vício consumindo muita cerveja acompanhada por vários maços de cigarros enquanto se diverte.
Bodinho:
-Nossa! Esta mulher já gastou todos seus créditos para esta vida, está na hora de deixar este mundo, chega de viver dona Renata, você esta ocupando o lugar de outra pessoa nesta terra, vá com Deus, virgem nossa! Ela está desabando escorando pelas paredes lisa do boxe escorregando e aos poucos se estendendo ao chão, para dificultar ainda mais caiu atravessada a porta do banheiro deixando ainda mais difícil o resgate deste corpo pesado.
Carneirinho:
-Bem... Acho que agora ela deu seu último suspiro, nossa! Que morte estressante, dona Renata agora está lá muito distante deste planeta, terá que acertar contas com Deus por algum procedimento sujo que ela praticou aqui na terra, acho que já concluímos o nosso dever, vamos em frente.
Bodinho:
-Até que em fim, essa mulher já estava me tirando do sério, perdi a paciência, estou com um cheirinho de cerveja azeda, recebi um jato no rosto quando esta mostrenga estava de frente para mim, eu não sei o que seria aquele esguicho, do chuveiro que não era, vinha em direção horizontal e batia no meu rosto parece que ela me enxergava no meu canto, só sei que aquilo me incomodava muito.

Carneirinho:
-Nojenta!...Vamos nos retirar desse ambiente, depois voltaremos para presenciar o trabalho dos homens ao retirar o corpo da defunta gordona...

Antonio H Portilho.

 

Tributo à Moça Bonita


 

TRIBUTO À MOÇA BONITA.


Pela a estrada a fora,

entre a relva e a flora,

caminha em passos lentos

sobre a sombra do arvoredo;

coisa da imaginação,

a brisa que toca seu corpo

não desvenda seus segredos,

nem revela as emoções.

 

Ela aos poucos se desvanece

como encerrar de uma prece,

pelos fins desta estrada,

um vulto de quase nada

são os mistérios seus,

suas marcas e pegadas,

ninguém sabe que fim se deu.

 

Ali na beira da mata,

na curva desta estrada,

sua eterna morada,

causos de vidas passadas,

um lugar bem quentinho,

abrigo do corpo seu,

espreitas um passageiro

em noites enluarada,

para fazer-se amor seu.

 

Um casulo, uma vida que tece

um corpo que floresce

no iniciar dessa trama,

que seguirá para sempre,

um espírito descendente,

amando quando precisa,

punindo quando detém,

em momento urgente,

como um mandado de deus.

 

Pela estrada a fora,

jornada que vai ao longe,

no silêncio desta vida,

olhos fechados,

nada a ser definido,

nas profundezas da alma,

ela de corpo nu, lua de sangue,

logo quando tardia

ela chega radiante,

vestes rasgadas, seios desnudos,

saltados tremulante,

dança, gargalha em altos sons,

se apossa de corações

em beijos como açoites, é ela espirituosa;

Dama da Meia Noite.

 

(antônio herrero portilho) 15/02/2014.

ASSIM NASCE UM HOMEM

  •                        

                                                 ASSIM NASCE UM HOMEM

Sendas da Nova Aurora, um lugar distante da civilização, bem ar retirado dos grandes centros comerciais, uma pequena cidade de gente simples, pacata, o tempo passava calmamente, poucos tinha o conhecimento do que acontecia do outro lado desse mundinho nosso, as vezes moderno. Contrário de Sendas de Nova Aurora, tão longe que parece que estava além das margens do desenho cartográfico que desenhava esse mapa, esses habitantes, povo sempre envolvidos na lida do campo, a criação de gado, pequenas extensões de terras para o cultivo agro e até pecuária de bovinos, o cultivo dessas diversas lavouras, o preparo desse solo ainda nas forças animais, cavalos ou bois de grandes portes.

Aos fins de semanas todos aqueles homens do campo regressavam para seus lares, hora de viver o lazer, se é que havia por ali algo para se divertirem que não passasse de pesca, pic nique nas florestas nativas e nadar em grandes lagos e riachos, futebol no campinho de chão batido, os demais envolviam com seus credos religiosos, ir à missa nos domingos de manhã, outros tipos de culto e religiosos, por exemplo; Luterano.

As moças tinham o costume de fazerem cavalgadas, os grupos de meninas saiam por aí montadas a cavalos, vez em quando as notícias corriam aos ouvidos dos fofoqueiros, diziam que Nego Jão voltou a fazer vítimas, quando o grupo de moças estavam desmontada de pés em solo firme, percebiam a presença dele escondido naqueles matagal, ai todas saiam em disparada carreira, medo de ser estupradas, eu comparo Nego Jão como um Leão atacando um rebanho de gazelas, sempre uma das mais belas acabava sendo presa de Nego Jão, pronto!... mais uma desvirginada, mas também não era assim a base da brutalidade, as pegavam nos braços, levava para sua cabana bem ali nas imediações, a principio nada mau segurava a vítima, conversava, dava muito carinho, sabia lidar com essas situações, depois que a moça estivesse mais à vontade, calma, com jeitinho e com muito carinho, as vezes até com o consentimento da moça, o coito acontecia, muitas delas até agradecia os feitos de Nego Jão, até comentavam que Nego Jão era realmente uma boa pessoa além de se tratar de um negro forte e imagem muito bonita, até se mostrava desejos de repetir com Nego Jão toda aquela aventura.

Os pais ficavam muito furiosos, sempre diziam em matar Nego Jão, mas depois que passavam alguns dias aquele discursão esfriava e o tempo continuava em seu curso vagaroso devido a simplicidade daquele povo.

Alguns pais cheios de fúrias expulsavam de casa suas filhas ao saber que as tais foram violadas, assim sendo essas pobres criaturas ao se ver desamparada, logo iam procurar abrigo na zona de meretrizes, Dona Beatriz acolhiam dando todo conforto, mais uma cafetina para o reduto de dona Beatriz.

 impressionante a postura daqueles chefes de famílias, as filhas  eram educadas para se conservarem virgens até o casamento, caso houvesse algum  defloramento ou rompimento da castidade, as punições seriam severa, muita pena imposta a esse ato, contrário dos filhos rapazes, esses pais de família fazia todos esforços possíveis em encaminhar a uma profissional do sexo, a fim de dar iniciativa a vida sexual desse jovem, para aqueles pais aqueles feitos demostravam muita honra, enquanto a primeira vez da menina, fora do casamento, eles viam como uma desonra, com toda ignorância  expulsavam de casa, ai as garotas procuram abrigo na casa de dona Beatriz; a dona do grande Cabaré que por ali existia.


Segunda parte


Depois que Dona Beatriz partiu dessa para a melhor aquele redevu nunca mais foi o mesmo, muita bagunça... não me lembro de uma prostituta tão bem organizada como Dona Beatriz, isso depois que o sexo deixou de ser prioridade na vida dessa criatura, outrora linda e cheia de formosura, nos dias atuais próxima a hora da morte, passou a levar a sério as administrações desse puteiro, tricô, crochê e artesanato já foi provado, não é sua vocação, prefere passar o tempo revirando esses arquivo que ainda guarda o passado dessa vida pecaminosa, arrumando os arquivos, grampeando os documentos mais antigos, organizando essas prateleiras com fichários movimento de caixa desse estabelecimento, compras de abastecimentos de estoques, principalmente bebidas e móveis para o salão desse bar.

Beatriz no longo de sua vida, gozou de muitas glórias, isso não tem como negar, já abalou muitas estruturas familiares, até muitos casamentos foram desfeitos, não por iniciativa dela, não tinha culpa se esses esposos mau amados a procuravam, mais erotismo tornando esse leito cheio de malabarismo sexual, mais intensidades em suas relações, ficar só no papai e mamãe não dá.

Já foram revelados em segredos de travesseiros, muitas dessas  esposa companheiras só praticavam seus atos sexuais de luz apagada, mesmo com a chave apontando, direcionada as vezes, nessa escuridão até fica difícil encontrar o buraco da fechadura, nesses casos terá que acionar a lingueta para fechar 0 círculo do amor com o mesmo objetivo determinado; corpos entrelaçar em relação.

 Com Beatriz tudo ficava as claras, seus parceiros tinha a chance de tocar com as mãos esses frutos que representa a beleza feminina; apalpar e até chupar essas melancias saborosas, vermelha super suculentas que estava incluído na frutarias de Beatriz.

Naquela época os pais de filhos adolescentes pagavam altas somas para que seus filhos tivessem a primeira vez, tirar o cabaço como dizem os modo mais rustico de tratar a virgindade em ambos sexos, Beatriz adquiriu uma considerada fortuna com esses trabalhos, muitos ricos fazendeiros pagavam altas somas em dinheiro para esses feitos, e sentir orgulhoso da confirmação de que seu filho agora é realmente um homem de verdade, não por escassez de mulher, sim pelo fato desses casamentos se realizar com noiva virgem, por ordem religiosa teriam que se casarem depois dos vinte anos (20) daí a dificuldade desses jovens se realizar sexualmente, as noivas teriam que levarem para o leito nupcial, a lacradura   como honra de serem virgens,  caso o noivo postulante percebesse algum passado nebuloso de natureza sexual nas insignes da recente esposa, desistiam no ato, mesmo em leito nupcial, já ouvi dizer em até assassinato caso a noiva não se apresentasse totalmente virgem.

Fato muito comentado naquela época de um pai chamou seu filho com idade de iniciante a vida sexual, a cima de quatorze anos mais ou menos.

Disse ao filho.

 – Tome aqui cem reais-100,00 Cr$ para você ir na zona, vai logo rapaz, já está na hora de você se fazer homem.

- Obrigado pai, já estou indo.

Quando seu filho voltou, pai foi logo perguntando.

 -Meu filho, transou lá com a Beatriz, como foi? tudo certo? não minta, vou confirmar com ela. (essas indagações do pai)

Tudo bem, foi ótima minha primeira experiência sexual, mas não foi com Beatriz.

- Não foi com Beatriz, então com quem foi? (Perguntou o pai em estado de fúria)

- Vou te contar. (Disse o menino)

- Então, a quem você pagou aqueles cem paus 100,00 Cr$?

- Paguei pra vovó, já estava a caminho, paguei esses trabalhos para a vovó, fica tudo em família.

- Filho da égua, vou lhe dar uma surra, você comeu minha mãe?

- Uai meu pai, você também come a minha.

Beatriz tinha muitas histórias pra contar, quase meio séculos de vivências nesse ramo, sempre teve muito amor pra dar, mas era só implorar um pouco e com poucas palavras de insistência misturado com chamego ela se rendia aos caprichos de um homem.

Essa senhora comerciante de sexo em momentos muito nostálgicos  até faz verter algumas gotas de lágrimas tal era sua melancolia devido essas memórias desses  belos momentos já passado, ainda não se esqueceu daquele tímido rapazinho que procurou  essa rainha dos prazeres, pedindo e até implorando seus serviços, só uma iniciativa, pontapé inicial, em sua vida sexual, tratava se de uma criaturinha realmente completo de candura, um moço puro, até inocente, como eu poderia dizer; um livro aberto sem história, mas, suas fantasias erótica fixava somente na figura da mulher e sexo, apesar da tenra idade, possuía uma fixação pela vagina, seu maior desejo mesmo era ter uma mulher em seus braço e seus desejos compenetrado, ele não poderia esperar muito tempo, seus hormônios nesses dias, nessa idade de transformações, estavam explodindo, em mil megatons, parecia um festival de fogos de artifício   

Beatriz efetuou seus trabalhos com todo profissionalismo, habilidosa, nessa época ela era possuidora de um corpo lindo, maravilhoso, não havia quem não encantava com essa linda e jovem mulher, esse rapazinho foi premiado com as maiores delícias sexual, muito carinhosa com o moço, ela nesse momento salvou uma alma para o paraíso celeste, em meio os sexos, convexos e conexos, o iniciante jovem Jason se perdeu naquelas curvas tortuosas, mas benéficas e salutar, essa Deusa adorada oferecia, ainda que fosse gratuitamente, na verdade nesse momento o amor acontecia justamente da forma que deveria ser feito entre um homem e uma mulher, depois desse encontro Beatriz voltou a repetir essa façanha muitas outras vezes, com esse mesmo recente iniciante de vida sexual, ela percebeu e até disse em poucas palavras,

 -  Você Jason é realmente um ótimo amante, acho que você aprendeu as lições com muita precisão.

 (Disse o rapaz já iniciado) – Ah qual nada minha querida...  minha jovem Beatriz, só estou seguindo à risca sua apostila em que você me ensinou... é que você só me inspira Tesão. Na verdade Beatriz está tendo uma leve caída pelo jovem Jason, parece que a professora está se apaixonando pelo seu aluno.

O tempo passou e essa senhora comerciante do sexo sempre permaneceu nesse endereço, nesse município de Sendas de nova Aurora, o passar dos meses, o correr dos anos não desgastava a formosura de Beatriz, sempre bonita de corpo perfeito, todas medidas simétricas era o que destacavam aos olhos de seus admiradores, parecia que o modo de viver dessa senhora fazia com que suas formas e estéticas conservava sua jovial aparência, como malhar intensamente em uma academia.

Beatriz ficou sabendo por fontes muito segura e verdadeira de uma amiga que em bate papo informal nessas quase três décadas já passadas aquele tímido rapaz que um dia se apresentou em frente a essa profissional do sexo, pedindo socorro para seus problemas sexual.  

Nos dias atuais está vivendo em algum lugar desse mundo, atualmente Jason está residindo na capital desse país, hoje um senhor muito honrado, vive um matrimonio de fidelidade recíproca, um lar abençoado repleto de amor, essa união também repleta de harmonia de casal perfeito, são pai e mãe de sete filhos obedientes e bons filhos, estudam e sempre são premiados pelas suas dedicações cultural, para Jason   esse é o seu bem maior; sua família, sua casa de puro amor.

É assim que nasce um grande homem, Jason e muitos outros rapazes que passaram pelo crivo de Beatriz, hoje possuem seus lares e família assim como aquele rapaz tímido que um dia se curou desses males que muitas vezes prejudicam o crescimento de um jovem, psicológico ou saúde física.

Nesse mundinho a parte, a vida acontece lá fora, esse tapete verdejante que estende quilômetros por quilômetros de mostra o que há de vir por esses meses reservados para a colheita, colher esses frutos da terra reserva-los em silos dando o calor necessário para atingir a qualidade de exportação, é das lavouras mecanizadas tecnologicamente, mesmo sendo agricultura familiar trabalhado do modo mais rustico com ferramenta quase artesanal nesse cultivo neste solo fértil, daí gera os recursos, dinheiro em grandes somas enriquecendo e trazendo riquezas para essas pobres localidades firmada nesses ermos de mundo.

Dona Beatriz fez parte da cultura desse povo, nos fins de semanas ir a zona era  um costume arraigado na vida simples dos homes, os poucos divertimentos que havia por ali era esse único para esse povo, pagar caríssimo por um cerveja divertindo com as meninas cafetinas, caso não tivesse esse tipo de divertimento, aí a cidade teria que fechar cedo, não restava outros divertimentos. Beatriz; a grande prostituta morreu, mas deixou esse legado para essa comarca, agora outra gerência  está  conduzido essa casa de diversão, mas, muitos costumes daquela época, hoje já não pratica mais, os rapazes e a moças, nos dias atuais estão muito mais liberados para as atividades sexuais, muitos casais de namorados começam bem cedo a se relacionar sexualmente, enquanto que ninguém mais interferem na vida desses adolescentes, nem seus pais tem mais a autoridade sobre seus filhos, isso se tornou muito normal, estamos vivendo a evolução das espécies.

  antherport/06/11/23

TATÃO, UM GAROTO ANORMAL


                       TATÃO; UM GAROTO ANORMAL

                               (Antonio Herrero Portilho.)

Um local encantador, um verdadeiro paraíso, um cartão postal, nos fins de semanas e feriados prolongados muitos procuram esse lugar para lazer, esporte canoagem e até escalar montanhas, recarregar as energias, além das paisagens cavernas e grutas, ótima a quem gosta de explorar essas maravilhas da natureza, mas porem muitos dizem lendas sobre esse ambiente, nessas cavernas guardavam muitos mistérios.

Justamente nesse dia não houve turistas, tudo estava muito deserto, somente fazia presença o barulho da natureza, as três moças que sempre marcavam presença já estão para chegar, elas acostumam acampar pela manhã e só sair no outro dia, verdadeiras amantes da natureza, passar a noite em volta ao fogo, beber cerveja e assar um saboroso churrasco, não aceitavam companhia masculino; reunião de mulheres,

Elvira casada, Irene em relacionamento sério e Belinha ainda era noiva, mas morava com o noivo, certa que se casaria em breve, amigas inseparáveis,

Elvira diz sempre que pretende engravidar novamente, já tem duas filhas, quer ser mãe de um menino, pede a deus e tudo nessa vida para que essa gravidez acontecesse, mas porem há um grande problema, seu marido esta quase impossibilitado de lhe presentear com essa pretensa gestação, marido doente quase sempre acamado, relações sexuais só vagamente,  diz ela que sua doença prejudica as vias de fatos, mas assim mesmo ela ainda tenta realizar esse seu desejo nessas relações extraconjugais, vez e outra ela tem algumas transas fora do casamento, encontra sempre com Cezar e em outras ocasiões faz as vezes com Carlos Augusto, não acredita que poderá vir alguma gravidez através desses namorados ocultos apesar de que esses dois sempre lhe suprem naquilo que lhe faltaram.
  
Dona Elvira, juntamente com suas inseparáveis amigas já esta a caminho, a passos largos sobre a trilha que as levaras ao riacho das corredeiras, lugares turísticos, não fica muito longe de suas casas, local de muitas grutas, cachoeiras e rios subterrâneos, paisagem bonita, mas porem misteriosa, Elvira e suas amigas passam uma boa parte do dia se divertindo, tomando banho nas cachoeiras nadando no lago disfrutando da natureza, nesse cenário existe algumas cavernas antigas, ainda com bom aspecto, até que bem arejada, muitas vezes esses visitantes quando chove buscava abrigo nessas grutas que ali bem próximo existe, Elvira e suas amigas resolvem entrar mais a fundo nessa gruta a menos visitada, o sol clareia em baixo onde elas estam, os raios adentram por uma abertura a cima no teto, surge lá da superfície, a claridade bate na água e deixa tudo as claras reflete raios na parede de pedras onde ha vários desenhos, dizem ser da idade média, logo Elvira descobre a imagem de um monstro figurado em pessoa humana, um ser horrível, crânio avantajado, com orelhas pontiagudas, mas aparência de humanos, olhos esbugalhado e dentição deformado, hora parece adulto, ora parece um bebê mesmo diabólico, Elvira fica aterrorizada com aquelas imagens, até que bem desenhada, figura enorme. 

Enquanto esse passeio subterrâneo que descobrem muita cultura do antepassado, enriquecem mais e mais seus conhecimentos.
La fora cai um pé d’água, muita chuva, e bastante  duradora, se protegem na  caverna, aguardaram muitas horas até essa chuva diminuir, passou a tarde toda chovendo, elas querem voltar para casa, mas a chuva não da trégua, o que seria um piquenique tiveram que comer o lanche lá mesmo, dentro da caverna, além do lanche levaram colchonetes e agasalhos de dormir, de imediato planejando passar a noite ali junto a natureza já que a chuva não da chance, só cessou  bem a noitinha, com o escuro que esta despertando, resolveram dormir ali mesmo, não aprofundaram muito, ficaram bem ali na boca dessa caverna, esse sempre foi o costume delas, pernoitar em meio a natureza, acham fascinante isso em três amigas na natureza, não estão tão longe de casa, somente a chuva impediu a volta a casa caso decidisse voltar, mas quem andam prevenida, se acampam em qualquer lugar.

Elvira e essas meninas se acomodam para dormir, nesse lugar afastado mais ou menos uns metros e oitenta do solo, os bichos peçonhento que vivem por ali não conseguem alcançar com facilidade, elas fizem seus ninhos e pretendia dormir ali enquanto visualiza todo aquele cenário lá em baixo, a correnteza do riacho, as quedas d’águas e até os bichos de costume noturno que por ali habitam, as duas outras amigas de Elvira dormiram mais rápidos, mas para Elvira, ouvir o som da natureza durante a noite, isso era mais emocionante, medo?... Medo sim quando ela se lembra daqueles desenhos das paredes da caverna, mas já estão acostumadas com isso, sem problemas.

Elvira logo é tomada pelo sono, com o corpo cansado de tantas atividades só pode acabar nisso, dormir suave, gostoso até certas horas, depois começa a sonhar, sonho muito traumático, logo ficou intenso, Elvira sonha com o desenho da caverna, que aquele ser horrível veio visita-la em busca de sexo, que quer manter relações com Elvira, o mostro do desenho quer manter relações sexuais com Elvira mesmo a força, já que Elvira se esquiva, tentando resistir expulsando, mesmo que ela não quer mais ele força, Elvira em sonho quer acordar para se livrar dele, mas com tanta insistência ele conseguiu a penetração, logo Elvira começa aceitar, o monstro da caverna transou com Elvira em sonho, ela sentiu como se fosse real, mas continuou dormindo, isso até o raiar do dia, acordou e tateou em volta de si para verificar se ha alguém ali, bem acordada ainda percebeu um vulto indo em direção das profundezas da caverna.

Ela sente que foi violada, percebeu até restos de algo ejaculado em suas peças íntimas, percebeu com clareza que sofreu uma violência sexual, sente o cheiro de suor de homem em seu corpo, o certo que durante esse sonho algo sobrenatural veio acontecer, tudo indica que o mostro do desenho da caverna veio relacionar com Elvira.

Logo Elvira toma sua toalha, seu sabonete e bucha, desce de onde está e vai logo tomar um belo banho em plena manhã, quando as outras meninas acordam veja lá quem já está na água se banhando; Elvira.

- que ouve com você nessa dormida, fez xixi na cama, é? pois logo de manhã já está tomando banho ( perguntou Irene em tom de gracejos)
- depois eu te digo, aguarde que eu ainda tenho muitas histórias pra contar que aconteceu comigo essa noite. (Elvira )

- bem... Agora que já se enxugou, conte que me o aconteceu, não me diga que aqueles pescadores que estavam ontem de manhã voltaram para lhe surpreender com uma noite bem dormida, menina de sorte em, eu que queria estar nessa (Belinha fala para obter uma resposta)

- fui atacada por aquele homem monstro da caverna em sonho, foi um pesadelo infernal, sofri muito, ele transou comigo em sonho, fizemos sexos a madrugada toda e é por isso que estou me banhado, quero me esfregar bem pra ver se tiro o cheiro dele.

- ah... Deixe de ser ingênua amiga, você só teve um sonho erótico, só isso, não aconteceu nada, só impressão sua. (disse  a sua amiga Irene chamando para irem embora, falando que ainda está de manhã)

– bora desarmar acampamento, quer tomar meu café em casa nesse começo de dia. ( irene fala para as duas).


                        Segunda Parte
       
Belinha minha amiga, eu acho que esse meu filho é mesmo a encarnação do Tinhoso, a cara dele não nega, até hoje eu fico pensando e duvidando dessa gravidez a qual resultou ele, contando os dias da gestação não bate com o dia dessa concepção, pelas contagens regressivas até a hora que me engravidei não deitei com ninguém, só umas trancinhas esporádicas, até que bate mais ou menos, tirando isso fiquei em abstinência muitos dias, não sei mesmo como esse filho anormal nasceu, desses rapazes que transei não pode ser, são rapazes muito bonitos nada há ver com esse filho monstro.  
De outubro a abril do ano seguinte eu não tive relações com ninguém, meu marido morreu, antes estava muitos meses acamado sem forças pra nada e pelas contagens daria mais ou menos naquela semana que antecedia a morte dele, se for contar direito fiquei até anos sem fazer nada, aqueles dois rapazes até que nos enquadraria mais ou menos no dia, essa gestação é realmente uma surpresa, será que esse meu menino não será filho do monstro da caverna, lembre que eu disse certa vez, eu transei com ele em pesadelo, se for contar direitinho vai cair naquele dia do piquenique na caverna, acho que fui engravidada em sonho pelo mostro da caverna, esse menino parece com ele.  
Ainda mais, vejo essa criatura completa de anomalia, tenho vergonha de sair com ele pela rua, essa cabeça grande com aspecto de hidrocefalia assusta todos por onde passamos, as orelhas dele é muito grande, olhos esbugalhados, dentição todos mal acondicionados, dentuço, é realmente uma figura horrível esse meu filho, já está com dose anos próximo de inteirar os trezes, tem a mentalidade infantil, além de tudo, fala repetindo as palavras como um bebê chorão, estou preocupado, o período da puberdade está chegando, mesmo que retardada e ele com essas posturas, não se preocupa muito com as roupas, tem as outras meninas minhas filhas, não tenho ideia como será essas crianças vivento ali juntos, espero que alguma coisa aconteça de bom, pois estou prevendo algo desastroso, na sexta feira quando fui a igreja, chamei-o ele ficou com uma cara brava, pelo visto odeia religião... Ah outra coisa louca dele, quando cheguei da igreja, fui me trocar de roupa, quando me virei percebi que ele estava dentro do quarto, certeza que me esperava, eu estava nua, quando olhei pra ele estava olhando para mim e se masturbando, até fiquei assustada com essa atitude dele, usar desse vício para com a mãe. Fiquei muito brava com ele, ameacei dar uma surra. Impressionante como ele fica transfigurado quanto atacado de ira.
Um dia desse ele ficou nervoso com os latidos do cachorro do vizinho, pulou o muro e pegou o tal cãozinho a unha e matou estrangulado, tem uma força descomunal e um instinto assassino.
Foi a uns meses aí passados recente, o pastor dos Batistas foi lá a minha casa tentando fazer orações, aconteceu uma tragédia, você sabe né, nos moramos no terraço daquele casarão antigo, tem um alpendre ha uns quatros metros de altura nós nunca nos preocupando com a altura do para peito, até um pouco baixo e veja o que aconteceu, Tatão ficou transtornado quando viu o pastor se aproximando, no exato momento Tatão partiu pra cima, o pastor dava-lhe com a bíblia na cabeçona dele enquanto fazia orações, der repente o pastor percebeu que não conseguia vencer esse suposto diabo, o religioso tenta correr, no momento tropeça em um obstáculo e despenca do alpendre de uns quatros metros, cai em cima de umas ferramentas e piso de concreto, ficou hospitalizado por uns sessenta dias, só pode se locomover em uma cadeira de rodas, lesou uma das vertebras, não há esperança para se reabilitar já mais. Tatão era um monstro, ninguém há de negar, nasceu para atazanar a vida de todo mundo agora mais um transtorno, com essa idade de transformação para adulto, aparecendo os pelos pubianos a situação tende a piorar, como ele controlará esses impulsos de natureza sexual? Psiquiatria nenhuma vai acalmar essas que já é anormal, na verdade Tatão sempre será um problema, não tinha pudor, não se comportava dentro da roupa que vestia, deixava ser mostrado suas partes íntimas, pior ainda é que ele está passando para a faze adulta, um grande problema para a sociedade além de nunca ter ido a escola.
Na semana passada o pessoal da vizinhança perceberam que Tatão estava desaparecido, finalmente um momento de paz para aqueles vizinhos que se sentiam incomodando com o comportamento desse menino monstro, foi quase um dia inteiro de procura, a final não é por ele ser assim tão anormal que se deve ignora-lo assim, terão que dar conta desse doido, vai que alguém destemperado o matou em um momento de sandice por parte dele, além do mais isso gera um boletim de ocorrência, a polícia quer saber o paradeiro de Tatão o garoto anormal.
Elvira teve uma ideia meio que relâmpago, achou que estaria na gruta no riacho das cavernas, foi o que ela fez, se juntaram a outras duas amigas e partiram pra lá saíram sem que ninguém percebesse, foi até as corredeiras de do riacho, andaram mais de sete quilômetros até chegar lá, em sua intuição Elvira tinha certeza que Tatão estaria lá dentro da caverna na galeria em que estava feito os desenhos dos ancestrais.
Elvira e suas amigas entraram correndo pela entrada da caverna para chegar até o local onde imaginavam que Tatão estava, as meninas chegaram bem devagarinho sem fazer nenhum ruído se escondendo por entre as pedras para observar, tudo foi confirmado, tatão estava lá prostrados diante a imagem do monstro da caverna, se ouvia em som retumbante pelas galerias a aclamação de Tatão, parecia uma oração em louvor, aqui quando ele soltava a voz se parecia com uma pessoa normal, dizia palavras como se fosse um homem responsável, aquela imagem desfigurada parece que desapareceu momentaneamente, tatão parecia outra pessoa diante daquela figura que ele o tratava como seu pai.
- pai... Meu pai eu venho aqui te louvar, estou aqui para te reverenciar e agradecer por ter me dado vida. Pai, pai... Eu herdei de você quase tudo dês dos ancestrais, eu te agradeço.
Elvira as espreitas escutava tudo o diálogo e recordou daquele pesadelo que teve aquela noite, agora ela ficou certa que realmente Tatão era filho desse breve relacionamento entre ela e o monstro da caverna, naquela noite não foi apenas um pesadelo, os fatos aconteceram, a relação amorosa existiu.
Elvira foi até ele, tomo a mão de seu filho e juntamente com suas amigas tomaram o caminho de volta.
Os dias foram passando e a doença do menino foi se agravando, ele era realmente um antissocial, praticava tudo que poderia ser delito, estupros, pequenos  roubos, invadia residências, matava animais, principalmente cachorro.
Um dia desses encontram Tatão morto, foi assassinado com três tiros, assassino motivado por uma das investidas desse garoto anormal, Robert chegou a casa encontrou Tatão estuprando sua filha e esposa, Robert não pensou duas vezes, sacou o revolver e desferiu esses projéteis. As vizinhanças não reclamaram de nada, aceitaram como normal esse assassinato.
Depois da morte desse garoto anormal, apareceram muitas vítimas de estupros, pedofilia, assalto de mão armada e vai por aí.

A;H/P/6/12/2019.
 
  

  HOJE DIA 22 DE SETEMBRO/24 ESTOU RECUPERANDO ESSE MEU BOG, FORAM MUITAS TENTATIVAS E FRUSTRAÇÃO, AGORA PARECE QUE VAI PROCEGUIR EM FRENTE....