BODINHO E CARNERINHO




BODINHO E CARNERINHO
Imagine um líder; alguém grandioso no universo que comanda todos seres viventes aqui na terra; acolhendo em um lugar muito distante deste planeta em que vivemos, punindo estes humanos de condutas má e as vezes acolhendo os bons em seu paraíso de eterno refrigero. Carneirinho e Bodinho são os dois Anjinhos que estão incumbidos destas missões, chegaram aqui neste planeta depois de uma longínqua viaje de distâncias incalculáveis e suas tarefas é resgata-los e arremessar para este outra dimensão do universo.
Os grandes estudiosos da ciência espacial insistem pesquisando o universo com o intuito de descobrir outros planetas ou outras galáxias.
Não é possível o telescópio espacial Hubble detectar imagens que estejam fora do foco de sua poderosa lentes de extraordinária potência, mas porem estas buscas incessante de vasculhar esta infinidade de espaço universal não é em vão, chegará o momento que será tudo esclarecido e o homem conquistará o que tanto procura e fará novas descobertas.

Lá bem distante do nosso planeta existe este paraíso maravilhoso, trono majestoso da sabedoria divina, moradas eternas, onde estão condicionadas as inteligências divinas, o homem demorará muito tempo para descobrir estes mistérios, o segredo do grande arquiteto do universo ficará sempre velado a tal maneira que só poderíamos chegar até lá em ocasião de morte, ai se dá uma transferência instantânea de maneira que quando fechamos os olhos para esta vida em fracção de milésimos de segundo abriremos lá nesta morada eterna, junto com o Pai celestial.
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Eles vinham em queda livres, essa jornada começou em um lugar muito distante da terra, não se sabe por certo de onde, mas pode-se obter certeza que se trata de um lugar donde está instalada toda a administração das coisas deste mundo, poderíamos chegar à conclusão que se trataria do tão sonhado paraíso astral; o céu.
- esta viaje é mesmo longa. (disse Carneirinho a seu amigo de aventura)
- que distancia enorme que temos que percorrer, parece que nunca vai  chegar, às vezes até gosto quando o Pai nos manda a cumprir estas missões eu fico muito cansado mais a gente se diverte muito, só não gosto  daquelas intimações tão sofrida, a parte mais dolorosa deste trabalho é quando eu tenho que fazer este ultimato, tem muita pena deste pobre mortal, mas a missão do nosso Pai é mesmo incontestável.
Bodinho era oposto de Carneirinho, muito zombeteiro e fanfarrão, passava a maior parte do tempo lhe provocando com gozações e lhe fazendo chacota, os únicos revide da aquela criatura divina era dizer:
- mais respeito comigo eu sou querido do Pai. (mas toda picuinhas acabavam ali e o laço de amizades sempre continuava mais evidente.)
Eles flutuavam no vazio, com as mãos dadas rodopiava bailando no infinito, tinham em sua bagagem alguns instrumentos musicais, como uma corneta juntamente com a harpa seus instrumentos preferidos, e um feixe de flechas que as usava para unir alguns casais e inserir em seus corações o ato de amar transformando em namorados e plantando a paixão em seus corações.
A pequena corneta de um som divinamente diferente, com uma vibração alucinante, Carneirinho tocava com prazer por que se tratava de uma melodia angelical. Carneirinho era muito belo ao contrário de Bodinho, pelo seu perfil se notava, não era muito simpático as coisas suave e adocicada, tudo teria que ser mais apimentado, ele gostava do repique dos tambores e das baterias estridentes, os líquido que ele degustava teria que ser a base de água ardente, em tudo as preferências se divergia, e estes namoricos inocentes Bodinho repudiava, gostava mesmo de muita depravação, muito sexo com requintes de luxúria, pornografia era com ele mesmo, ele era um anjo da pesada.
Os anjinhos em um papo de amigos confidências comentavam vários assuntos, o anjinho bonzinho disse ao amiguinho que quando eles estavam se preparando para estas missões assistiu pelo telão lá no seu ambiente de origem: o céu, várias cenas de procedimentos dos habitantes da terra e iam trocando comentários durante os trajetos e relatavam os fatos, Carneirinho dizia desta maneira.
-Existe muita gente bondosa neste plane tinha que estamos a destino, isso não pode deixar de mencionar, mas também existem muitas cascas grossas, gentes cruéis, tenho que disciplinar, é minha missão, captei em meu monitor os homens com muitos atos de maldade, eu não suporto maldades e castigos desferidos a crianças e aos pequenos animais, isto me revolta muito, não estou em missão para punir ninguém eu quero apenas ensinar aquele povo as coisa certa que o Pai nos designou para que não as cometa mais, Bodinho disse em um tom de risos sarcásticos,
- Deixe comigo, vou usar minhas artimanhas para mostras a este humanoide porqueiras o que é realmente crueldade, eles vão se houver comigo, o anjinho bondoso dizia com autoridades,
- Não é para interferir nestes assuntos isso não lhe compete, isto é missão minha, fique de fora disto.

Bodinho em uns de seus relatos disse também das cenas que assistiu antes desta missão,
- Ó meu amiguinho manteiga derretida, ouça ai umas das atitudes destes terráqueo que pude ver nestas transmissões terra a céu, e pro seguindo com a narrativa foi descrevendo tudo o seu conhecimento adquirido deste planeta,
- Tem um grupinho de pessoas brigando por causa das religiões, dizem eles que são os donos das verdades, se ele soubesse que o Pai nem dá importância para este tipo de gente interesseiros e gananciosos que vivem extorquindo o dinheiro dos fiéis para seus caprichos e riquezas à custa dos aqueles que tão inocentes procura falar com o Pai com suas humildes orações, no aquele dia o Pai lhes dirá: “não os conheço operário do mal”, estou ansioso para chegar logo lá em baixo para acertar contas com estes escarnecedores que de posse do livro do Pai muda o sentido das mensagens com mentiras e enganação, eles vão se houver comigo.
Mas o Carneirinho pacificador vai logo lhe retrucando,
- você não deverá tomar nenhum tipo de atitude, repito isto ficou a cargo de minhas responsabilidades e depois eles prestarão contas no juízo final, eles estão conscientes do que estão fazendo, usando da mentira enganando em nome do Pai, suas punições serão severas e terão que pagar a preço bem caro com o que estão praticando com nossos irmãos do planeta terra.
Nossa! Disse Bodinho: - Como estamos longe do lugar de partida, esta viaje é mesmo longa, mas logo estaremos lá no nosso ponto de chegada e veja lá bem distante, se assemelha com um pontinho azul, é a terra!
Que legal! Exclamou Carneirinho
- Já estamos chegando e isto se dará logo depois do início da noite, mas termos que concluir a principal missão de anunciar a noticia a aquele senhor que estamos colocando um fim em sua vida, mas o Pai falou que terá um momento certo, não se precipite.
Já se aproximava a metade da noite, o luar estava muito claro, davam para enxergar tudo, eles estavam chegando ao local indicado, Carneirinho caiu bem na copa de uma enorme mangueira que existia nas aquelas pastagens próximo a uma lavoura, e ao chegar foi logo se tratando de se ajeitar para descansar, quer dizer dormir, sabe lá, anjo dorme? A árvore estava repleta de pássaros dormindo, vários tipos de aves e ali o anjinho se acomodou até o nascer do dia.
Bodinho acabou aterrissando bem em cima de uma vaca que estava deitada ruminando juntamente com seu bezerrinho, quando o animal sentiu alguma coisa tocar-lhe a pele acionou a cauda com força e deu uma chicotada no intruso, Bodinho saiu enraivecido procurando outro local para se acomodar aqueles pastos.
Já era de manhã em que o sol já vinha se aproximando rasgando o véu negro da noite, ai a terra neste hemisfério fica clarinho, e começa o transcorrer do dia, as aves estavam satisfeitas pelo sono que perdurou aquela noite toda, com uma companhia muito especial, Com o Carneirinho o anjinho mais fofinho e bonito que já pode existir no momento neste mundo de meu Deus.
Logo ali no caminho da roça estava chegando para o trabalho de capina das ervas daninhas, seu Augusto já estava com as ferramentas em mãos para o início do trabalho, mas ele não poderia esperar o que lhe iria acontecer, havia uma mensagem do Céu, e não era nada agradável, ele teria que fazer uma viagem urgente, seria transportado para outra dimensão, dentro de alguns minutos ele estará recebendo a intimação.
Seu augusto capinava com muito cuidado para não cortar nenhum pé de planta, sempre na aquela marcha lenta mais executava o trabalho com muita atenção, e ficava um serviço muito caprichado, isto ele praticava todos os dias sem descanso, neste dia quando foi se aproximando a metade do dia seu augusto sentiu alguma coisa lhe incomodando, ele pensou que fosse a refeição, que poderia estar lhe fazendo mal, saiu um pouco do meio da lavoura para respirar um pouco, parece que era um cansaço, sentou-se sobre uma sombra de uma árvore para esperar o mal estar passar.
Os anjinhos estavam ali para observar os movimentos de seu Augusto e aguardava o momento certo de agirem, ele tagarelava que não parava mais, o som das conversas dos anjos nenhum ser mortal pode ouvir, ficam somente para eles criaturas extraterrenas, questionavam muito o porquê não mandou a aquela que seria mais indicada, “a dona morte” esta função é dela, mas se o Pai mandou não tem como se esquivar, vamos executar a nossa tarefa disse Carneirinho,
Você esta com medo carneirinho descorado, então deixe comigo disse Bodinho em tom de brincadeira, vamos nós dois juntos e faremos a tarefa em conjunto, ok disse o carneirinho.
Seu Augusto estava abanando com o chapéu, parecia que estava em crise, os anjinhos se aproximou e um deles disse lhe,
– Seu Augusto o senhor terá que fazer uma viagem muito longa, o senhor está nos momentos final de sua vida, nós viemos lhe buscar, dentro de algum instante você estará com Deus, o senhor esta morrendo, não se preocupe o senhor não sofrerá nada basta que você entre por aquele túnel que estas vendo ali em sua frente e logo estará com o Pai, agora vamos fazer a contagem regressiva, vamos lá; 3 2 1 e já, pronto já estão tudo terminado, seu Augusto não faz mais parte da estatística de habitante deste lugar.
Carneirinho disse ao seu amiguinho,
- Eu não gosto de executar estas tarefas, acho que a morte é uma ação de Deus muito triste, não posso recusar, isto é inevitável, não temos outra saída, tem que ser assim, Bodinho disse ao seu parceirinho,
– Vamos deixar de choros e passaremos para a próxima etapa, deixe me ver o cronograma, ah sim, temos aqui no relatório. Deixe me ver,... Aquela mulher que praticou aquele aborto por pura vaidade, aquela senhora terá que ser vigiada a mando do Pai, temos várias tarefas a executar, mas não precisa se apressar temos muito tempo, vamos de vagar.
Agora dirigiremos a caminho da casa do falecido Sr Augusto, temos que presenciar aquele velório, depois acertar contas com aquela senhora que gosta de maltratar os animais, na condição de anjo estou indignado com que eu assisti no telão horas que antecedeu a nossa viagem de vinda, esta senhora estava em sua segunda união, há pouco tempo que estava com este mais novo esposo, quando ela chegou nesta residência já existia os animais doméstico, ela tinha um ódio tão grande dos gatos e dos cachorros que acabou por matá-los quase todos, só por prazer de envenená-los, colocando veneno letal nas comidas dos bichos, só sobrou um cachorro que ela preservou para que guardasse a casa, outro ato que ela praticou é dos que eu mais repúdio, ela atropelou um cãozinho por pura maldade, o animalzinho não estava no leito carroçável, mas aquela mulher com requinte de crueldade fez questão de mover um pouco o volante do veículo só para atropelar o bichinho, fez isto por que quis, a grande caminho neta passou com os pneus por cima do animal que o qual teve uma morte instantânea, Carneirinho disse ao seu amigo,

-Este trabalho será de sua incumbência, quer fazer? Topas? O anjinho disse – lógico e é pra já,
Seu amiguinho disse,
- Calma lá, depois, temos muito tempo, vamos por parte...Continua no texto:

- A morte de dona Renata. ( Antonio Herrero Portilho)
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A MORTE DE DONA RENATA 
(História do Carneirinho e Bodinho)

....Carneirinho disse:
-Ah! Este aviso demorou acontecer, eu estava ansioso para executar estas tarefas, vamos lá em direção da casa de dona Renata, dentro de alguns instantes estará acontecendo a fatalidade, ela estará completando sua missão aqui na terra, aquela senhora com esta personalidade tão tortuosa, ambiciosa cheia de atitudes antissocial; Dona Renata nunca foi um exemplo de vida a ser seguida por ninguém, não seria aconselhável.
Bodinho:
-Ela terá uma morte muito sofrida, com os arrependimentos de ter levado esta vida que não praticou nada além de magoar as pessoas, se dizia superior a todos diminuindo a autoestima de quem aproximasse mesmo que fosse ao intuito de construir amizade, dada ao vício do álcool, causando muitos danos a sua saúde, poderia viver muitos anos ainda e até assistir seus netinhos crescer e conviver com sua família por muito tempo, isto lhe perturbará muito nesse epílogo de sua existência neste mundo danado, e sua partida para o eterno será muito dolorida, mas agora não tem como remediar já é muito é tarde, não há outro recurso se não recolhe-la para o seu recanto onde o pai a reservou para , sabe-se lá o que acontecerá com esta alma depois desta passagem para o outro lado.
Carneirinho:
-Ufa! Nunca me senti tão mau com este trabalho, dona Renata está causando um peso em meus ombros, acho que esta pessoa está carregada de maldade. (disse o carneirinho branquinho)
-Bem vamos ao que interessa, ai está ela, até que obteve uma melhora do mal estar, está até mais animada, esta noite ela esteve muito mau, (continuou dizendo essa fala o o anjinho mais rebelde) eu a observava, amiguinho nós temos esta vantagem, ninguém nos enxergam e nem ouve nossa voz por isto podemos ficar a vontade, agora está arrumando a sua roupa para o banho, nossa! Não teria outro lugar para acontecer esta morte, imagine aquele banheiro apertado e este grande volume de gordura, está pesando muito, imagine esta mulher precisando de um socorro.
Carneirinho:
Dá-se um jeito, os humanos possuem vários recursos, não para resgatá-la em vida porque não terá como.
Bodinho:
Ah sim digo para resgatar o corpo, desta gordona, sei que ela não escapará, a morte dela está prescrita para estes momentos seguintes não tem alternativa é ordem do Pai, certo!
-Vamos para o banheiro esperar ela, e dar-lhe o ultimato; disse Bodinho.
Carneirinho:
-Calma! Isto será tudo na base da serenidade, terá um momento exato, se acomode no canto esquerdo do boxe que eu vou ficar aqui escondido de traz da cortina, ela logo virá e nós aguardaremos ela se despir por completo e logo após faremos o bloqueamento de sua vida, aguarde as minhas ordens e executaremos nossa tarefa, Ok?
Bodinho:
-Ok! Aguardaremos.
Carneirinho:
-Pronto Bodinho, ai está ela com a toalha presa na cintura, está entrando para o boxe, fique quieto em seu lugar, não é para se mover, não saia deste lugar, tudo que acontecer está previsto pela ordem superior.
Bodinho:
-Agora ela retirou a toalha, estou admirado com este tamanho de mulher, nossa! Que corpo enorme, apesar de estar um pouco gorda ela não é tão feia vista de perfil, ou de todos os ângulos, ela está de frente para mim toda nua.
Bodinho:
-Meu amigo Carneirinho você pode me explicar o que significa aquela luz lilás que vejo quase a altura da cintura entre as pernas dela?
Carneirinho:
-Aquilo é o sexo dela, nós não temos o poder de enxergar, Deus nos privou de ver, na mulher aparece uma luz lilás, única coisa que posso lhe adiantar é que o homem penetra na carne da mulher, resumindo, o homem e o emissor e a mulher é a receptora e assim acontecem as delícias do prazer sexual, pela ordem do nosso Deus todo poderoso só pode acontecer entre o macho e a fêmea, outro forma de relacionamento não é do agrado de nosso Pai, caso persiste desobedecer às formas correta, a prática estará contrariando o ensinamento do nosso Deus Pai, está me ouvindo bodinho curioso? Não fique com os olhares fixos nesta área do corpo dela, pois você pode ter uma surpresa desagradável, não se esqueça que ela bebeu muita cerveja nas últimas horas, ela está com um reservatório de líquido quase transbordando e você não pode se mover deste lugar até segunda ordem.
Tudo que aconteceria com esta senhora estaria previsto por Deus, nesta manhã dona Renata estará desvinculando deste corpo e seu nome será apenas uma lembrança na memória do aquele que em alguns momentos nesta existência terrena fizeram parte destas horas inesquecível e muitas descontração, divertiu muito quando esteve ao lado de seus amigos em uma mesa de bar, as suas festas nunca terminava, ela se divertia intensamente apesar de ser uma mulher casada não se importava com o nível de euforia, em volta de sua companhia pessoas que possuía o mesmo perfil, homens e mulheres moças e rapazes, bebericavam em sua companhia, às vezes quando o teor do álcool estava muito alto, perdia o juízos e a insanidade ultrapassava a sua sobriedade, nestes momentos delirantes da embriagues chegava a ponto de não dar muita importância para fidelidade conjugal e ai ela cometia alguns deslizes em relações extra conjugais e o adultério já estava rotineiro em sua vida, só lá pelas tantas da noite retornava para sua casa ao reencontro de seu marido que lhe esperava para dormir, sempre preservava a serenidade, apesar de não concordar com tais atitudes.
Esta vida promiscua levada ao vício depois de passar alguns tempos lhe causou alguns problemas de saúde, seu coração está a poucos minutos de um colapso levando a uma morte súbita, conseqüência de uma vida regrada de muito vício consumindo muita cerveja acompanhada por vários maços de cigarros enquanto se diverte.
Bodinho:
-Nossa! Esta mulher já gastou todos seus créditos para esta vida, está na hora de deixar este mundo, chega de viver dona Renata, você esta ocupando o lugar de outra pessoa nesta terra, vá com Deus, virgem nossa! Ela está desabando escorando pelas paredes lisa do boxe escorregando e aos poucos se estendendo ao chão, para dificultar ainda mais caiu atravessada a porta do banheiro deixando ainda mais difícil o resgate deste corpo pesado.
Carneirinho:
-Bem... Acho que agora ela deu seu último suspiro, nossa! Que morte estressante, dona Renata agora está lá muito distante deste planeta, terá que acertar contas com Deus por algum procedimento sujo que ela praticou aqui na terra, acho que já concluímos o nosso dever, vamos em frente.
Bodinho:
-Até que em fim, essa mulher já estava me tirando do sério, perdi a paciência, estou com um cheirinho de cerveja azeda, recebi um jato no rosto quando esta mostrenga estava de frente para mim, eu não sei o que seria aquele esguicho, do chuveiro que não era, vinha em direção horizontal e batia no meu rosto parece que ela me enxergava no meu canto, só sei que aquilo me incomodava muito.

Carneirinho:
-Nojenta!...Vamos nos retirar desse ambiente, depois voltaremos para presenciar o trabalho dos homens ao retirar o corpo da defunta gordona...

Antonio H Portilho.

 

Tributo à Moça Bonita


 

TRIBUTO À MOÇA BONITA.


Pela a estrada a fora,

entre a relva e a flora,

caminha em passos lentos

sobre a sombra do arvoredo;

coisa da imaginação,

a brisa que toca seu corpo

não desvenda seus segredos,

nem revela as emoções.

 

Ela aos poucos se desvanece

como encerrar de uma prece,

pelos fins desta estrada,

um vulto de quase nada

são os mistérios seus,

suas marcas e pegadas,

ninguém sabe que fim se deu.

 

Ali na beira da mata,

na curva desta estrada,

sua eterna morada,

causos de vidas passadas,

um lugar bem quentinho,

abrigo do corpo seu,

espreitas um passageiro

em noites enluarada,

para fazer-se amor seu.

 

Um casulo, uma vida que tece

um corpo que floresce

no iniciar dessa trama,

que seguirá para sempre,

um espírito descendente,

amando quando precisa,

punindo quando detém,

em momento urgente,

como um mandado de deus.

 

Pela estrada a fora,

jornada que vai ao longe,

no silêncio desta vida,

olhos fechados,

nada a ser definido,

nas profundezas da alma,

ela de corpo nu, lua de sangue,

logo quando tardia

ela chega radiante,

vestes rasgadas, seios desnudos,

saltados tremulante,

dança, gargalha em altos sons,

se apossa de corações

em beijos como açoites, é ela espirituosa;

Dama da Meia Noite.

 

(antônio herrero portilho) 15/02/2014.

ASSIM NASCE UM HOMEM

  •                        

                                                 ASSIM NASCE UM HOMEM

Sendas da Nova Aurora, um lugar distante da civilização, bem ar retirado dos grandes centros comerciais, uma pequena cidade de gente simples, pacata, o tempo passava calmamente, poucos tinha o conhecimento do que acontecia do outro lado desse mundinho nosso, as vezes moderno. Contrário de Sendas de Nova Aurora, tão longe que parece que estava além das margens do desenho cartográfico que desenhava esse mapa, esses habitantes, povo sempre envolvidos na lida do campo, a criação de gado, pequenas extensões de terras para o cultivo agro e até pecuária de bovinos, o cultivo dessas diversas lavouras, o preparo desse solo ainda nas forças animais, cavalos ou bois de grandes portes.

Aos fins de semanas todos aqueles homens do campo regressavam para seus lares, hora de viver o lazer, se é que havia por ali algo para se divertirem que não passasse de pesca, pic nique nas florestas nativas e nadar em grandes lagos e riachos, futebol no campinho de chão batido, os demais envolviam com seus credos religiosos, ir à missa nos domingos de manhã, outros tipos de culto e religiosos, por exemplo; Luterano.

As moças tinham o costume de fazerem cavalgadas, os grupos de meninas saiam por aí montadas a cavalos, vez em quando as notícias corriam aos ouvidos dos fofoqueiros, diziam que Nego Jão voltou a fazer vítimas, quando o grupo de moças estavam desmontada de pés em solo firme, percebiam a presença dele escondido naqueles matagal, ai todas saiam em disparada carreira, medo de ser estupradas, eu comparo Nego Jão como um Leão atacando um rebanho de gazelas, sempre uma das mais belas acabava sendo presa de Nego Jão, pronto!... mais uma desvirginada, mas também não era assim a base da brutalidade, as pegavam nos braços, levava para sua cabana bem ali nas imediações, a principio nada mau segurava a vítima, conversava, dava muito carinho, sabia lidar com essas situações, depois que a moça estivesse mais à vontade, calma, com jeitinho e com muito carinho, as vezes até com o consentimento da moça, o coito acontecia, muitas delas até agradecia os feitos de Nego Jão, até comentavam que Nego Jão era realmente uma boa pessoa além de se tratar de um negro forte e imagem muito bonita, até se mostrava desejos de repetir com Nego Jão toda aquela aventura.

Os pais ficavam muito furiosos, sempre diziam em matar Nego Jão, mas depois que passavam alguns dias aquele discursão esfriava e o tempo continuava em seu curso vagaroso devido a simplicidade daquele povo.

Alguns pais cheios de fúrias expulsavam de casa suas filhas ao saber que as tais foram violadas, assim sendo essas pobres criaturas ao se ver desamparada, logo iam procurar abrigo na zona de meretrizes, Dona Beatriz acolhiam dando todo conforto, mais uma cafetina para o reduto de dona Beatriz.

 impressionante a postura daqueles chefes de famílias, as filhas  eram educadas para se conservarem virgens até o casamento, caso houvesse algum  defloramento ou rompimento da castidade, as punições seriam severa, muita pena imposta a esse ato, contrário dos filhos rapazes, esses pais de família fazia todos esforços possíveis em encaminhar a uma profissional do sexo, a fim de dar iniciativa a vida sexual desse jovem, para aqueles pais aqueles feitos demostravam muita honra, enquanto a primeira vez da menina, fora do casamento, eles viam como uma desonra, com toda ignorância  expulsavam de casa, ai as garotas procuram abrigo na casa de dona Beatriz; a dona do grande Cabaré que por ali existia.


Segunda parte


Depois que Dona Beatriz partiu dessa para a melhor aquele redevu nunca mais foi o mesmo, muita bagunça... não me lembro de uma prostituta tão bem organizada como Dona Beatriz, isso depois que o sexo deixou de ser prioridade na vida dessa criatura, outrora linda e cheia de formosura, nos dias atuais próxima a hora da morte, passou a levar a sério as administrações desse puteiro, tricô, crochê e artesanato já foi provado, não é sua vocação, prefere passar o tempo revirando esses arquivo que ainda guarda o passado dessa vida pecaminosa, arrumando os arquivos, grampeando os documentos mais antigos, organizando essas prateleiras com fichários movimento de caixa desse estabelecimento, compras de abastecimentos de estoques, principalmente bebidas e móveis para o salão desse bar.

Beatriz no longo de sua vida, gozou de muitas glórias, isso não tem como negar, já abalou muitas estruturas familiares, até muitos casamentos foram desfeitos, não por iniciativa dela, não tinha culpa se esses esposos mau amados a procuravam, mais erotismo tornando esse leito cheio de malabarismo sexual, mais intensidades em suas relações, ficar só no papai e mamãe não dá.

Já foram revelados em segredos de travesseiros, muitas dessas  esposa companheiras só praticavam seus atos sexuais de luz apagada, mesmo com a chave apontando, direcionada as vezes, nessa escuridão até fica difícil encontrar o buraco da fechadura, nesses casos terá que acionar a lingueta para fechar 0 círculo do amor com o mesmo objetivo determinado; corpos entrelaçar em relação.

 Com Beatriz tudo ficava as claras, seus parceiros tinha a chance de tocar com as mãos esses frutos que representa a beleza feminina; apalpar e até chupar essas melancias saborosas, vermelha super suculentas que estava incluído na frutarias de Beatriz.

Naquela época os pais de filhos adolescentes pagavam altas somas para que seus filhos tivessem a primeira vez, tirar o cabaço como dizem os modo mais rustico de tratar a virgindade em ambos sexos, Beatriz adquiriu uma considerada fortuna com esses trabalhos, muitos ricos fazendeiros pagavam altas somas em dinheiro para esses feitos, e sentir orgulhoso da confirmação de que seu filho agora é realmente um homem de verdade, não por escassez de mulher, sim pelo fato desses casamentos se realizar com noiva virgem, por ordem religiosa teriam que se casarem depois dos vinte anos (20) daí a dificuldade desses jovens se realizar sexualmente, as noivas teriam que levarem para o leito nupcial, a lacradura   como honra de serem virgens,  caso o noivo postulante percebesse algum passado nebuloso de natureza sexual nas insignes da recente esposa, desistiam no ato, mesmo em leito nupcial, já ouvi dizer em até assassinato caso a noiva não se apresentasse totalmente virgem.

Fato muito comentado naquela época de um pai chamou seu filho com idade de iniciante a vida sexual, a cima de quatorze anos mais ou menos.

Disse ao filho.

 – Tome aqui cem reais-100,00 Cr$ para você ir na zona, vai logo rapaz, já está na hora de você se fazer homem.

- Obrigado pai, já estou indo.

Quando seu filho voltou, pai foi logo perguntando.

 -Meu filho, transou lá com a Beatriz, como foi? tudo certo? não minta, vou confirmar com ela. (essas indagações do pai)

Tudo bem, foi ótima minha primeira experiência sexual, mas não foi com Beatriz.

- Não foi com Beatriz, então com quem foi? (Perguntou o pai em estado de fúria)

- Vou te contar. (Disse o menino)

- Então, a quem você pagou aqueles cem paus 100,00 Cr$?

- Paguei pra vovó, já estava a caminho, paguei esses trabalhos para a vovó, fica tudo em família.

- Filho da égua, vou lhe dar uma surra, você comeu minha mãe?

- Uai meu pai, você também come a minha.

Beatriz tinha muitas histórias pra contar, quase meio séculos de vivências nesse ramo, sempre teve muito amor pra dar, mas era só implorar um pouco e com poucas palavras de insistência misturado com chamego ela se rendia aos caprichos de um homem.

Essa senhora comerciante de sexo em momentos muito nostálgicos  até faz verter algumas gotas de lágrimas tal era sua melancolia devido essas memórias desses  belos momentos já passado, ainda não se esqueceu daquele tímido rapazinho que procurou  essa rainha dos prazeres, pedindo e até implorando seus serviços, só uma iniciativa, pontapé inicial, em sua vida sexual, tratava se de uma criaturinha realmente completo de candura, um moço puro, até inocente, como eu poderia dizer; um livro aberto sem história, mas, suas fantasias erótica fixava somente na figura da mulher e sexo, apesar da tenra idade, possuía uma fixação pela vagina, seu maior desejo mesmo era ter uma mulher em seus braço e seus desejos compenetrado, ele não poderia esperar muito tempo, seus hormônios nesses dias, nessa idade de transformações, estavam explodindo, em mil megatons, parecia um festival de fogos de artifício   

Beatriz efetuou seus trabalhos com todo profissionalismo, habilidosa, nessa época ela era possuidora de um corpo lindo, maravilhoso, não havia quem não encantava com essa linda e jovem mulher, esse rapazinho foi premiado com as maiores delícias sexual, muito carinhosa com o moço, ela nesse momento salvou uma alma para o paraíso celeste, em meio os sexos, convexos e conexos, o iniciante jovem Jason se perdeu naquelas curvas tortuosas, mas benéficas e salutar, essa Deusa adorada oferecia, ainda que fosse gratuitamente, na verdade nesse momento o amor acontecia justamente da forma que deveria ser feito entre um homem e uma mulher, depois desse encontro Beatriz voltou a repetir essa façanha muitas outras vezes, com esse mesmo recente iniciante de vida sexual, ela percebeu e até disse em poucas palavras,

 -  Você Jason é realmente um ótimo amante, acho que você aprendeu as lições com muita precisão.

 (Disse o rapaz já iniciado) – Ah qual nada minha querida...  minha jovem Beatriz, só estou seguindo à risca sua apostila em que você me ensinou... é que você só me inspira Tesão. Na verdade Beatriz está tendo uma leve caída pelo jovem Jason, parece que a professora está se apaixonando pelo seu aluno.

O tempo passou e essa senhora comerciante do sexo sempre permaneceu nesse endereço, nesse município de Sendas de nova Aurora, o passar dos meses, o correr dos anos não desgastava a formosura de Beatriz, sempre bonita de corpo perfeito, todas medidas simétricas era o que destacavam aos olhos de seus admiradores, parecia que o modo de viver dessa senhora fazia com que suas formas e estéticas conservava sua jovial aparência, como malhar intensamente em uma academia.

Beatriz ficou sabendo por fontes muito segura e verdadeira de uma amiga que em bate papo informal nessas quase três décadas já passadas aquele tímido rapaz que um dia se apresentou em frente a essa profissional do sexo, pedindo socorro para seus problemas sexual.  

Nos dias atuais está vivendo em algum lugar desse mundo, atualmente Jason está residindo na capital desse país, hoje um senhor muito honrado, vive um matrimonio de fidelidade recíproca, um lar abençoado repleto de amor, essa união também repleta de harmonia de casal perfeito, são pai e mãe de sete filhos obedientes e bons filhos, estudam e sempre são premiados pelas suas dedicações cultural, para Jason   esse é o seu bem maior; sua família, sua casa de puro amor.

É assim que nasce um grande homem, Jason e muitos outros rapazes que passaram pelo crivo de Beatriz, hoje possuem seus lares e família assim como aquele rapaz tímido que um dia se curou desses males que muitas vezes prejudicam o crescimento de um jovem, psicológico ou saúde física.

Nesse mundinho a parte, a vida acontece lá fora, esse tapete verdejante que estende quilômetros por quilômetros de mostra o que há de vir por esses meses reservados para a colheita, colher esses frutos da terra reserva-los em silos dando o calor necessário para atingir a qualidade de exportação, é das lavouras mecanizadas tecnologicamente, mesmo sendo agricultura familiar trabalhado do modo mais rustico com ferramenta quase artesanal nesse cultivo neste solo fértil, daí gera os recursos, dinheiro em grandes somas enriquecendo e trazendo riquezas para essas pobres localidades firmada nesses ermos de mundo.

Dona Beatriz fez parte da cultura desse povo, nos fins de semanas ir a zona era  um costume arraigado na vida simples dos homes, os poucos divertimentos que havia por ali era esse único para esse povo, pagar caríssimo por um cerveja divertindo com as meninas cafetinas, caso não tivesse esse tipo de divertimento, aí a cidade teria que fechar cedo, não restava outros divertimentos. Beatriz; a grande prostituta morreu, mas deixou esse legado para essa comarca, agora outra gerência  está  conduzido essa casa de diversão, mas, muitos costumes daquela época, hoje já não pratica mais, os rapazes e a moças, nos dias atuais estão muito mais liberados para as atividades sexuais, muitos casais de namorados começam bem cedo a se relacionar sexualmente, enquanto que ninguém mais interferem na vida desses adolescentes, nem seus pais tem mais a autoridade sobre seus filhos, isso se tornou muito normal, estamos vivendo a evolução das espécies.

  antherport/06/11/23

TATÃO, UM GAROTO ANORMAL


                       TATÃO; UM GAROTO ANORMAL

                               (Antonio Herrero Portilho.)

Um local encantador, um verdadeiro paraíso, um cartão postal, nos fins de semanas e feriados prolongados muitos procuram esse lugar para lazer, esporte canoagem e até escalar montanhas, recarregar as energias, além das paisagens cavernas e grutas, ótima a quem gosta de explorar essas maravilhas da natureza, mas porem muitos dizem lendas sobre esse ambiente, nessas cavernas guardavam muitos mistérios.

Justamente nesse dia não houve turistas, tudo estava muito deserto, somente fazia presença o barulho da natureza, as três moças que sempre marcavam presença já estão para chegar, elas acostumam acampar pela manhã e só sair no outro dia, verdadeiras amantes da natureza, passar a noite em volta ao fogo, beber cerveja e assar um saboroso churrasco, não aceitavam companhia masculino; reunião de mulheres,

Elvira casada, Irene em relacionamento sério e Belinha ainda era noiva, mas morava com o noivo, certa que se casaria em breve, amigas inseparáveis,

Elvira diz sempre que pretende engravidar novamente, já tem duas filhas, quer ser mãe de um menino, pede a deus e tudo nessa vida para que essa gravidez acontecesse, mas porem há um grande problema, seu marido esta quase impossibilitado de lhe presentear com essa pretensa gestação, marido doente quase sempre acamado, relações sexuais só vagamente,  diz ela que sua doença prejudica as vias de fatos, mas assim mesmo ela ainda tenta realizar esse seu desejo nessas relações extraconjugais, vez e outra ela tem algumas transas fora do casamento, encontra sempre com Cezar e em outras ocasiões faz as vezes com Carlos Augusto, não acredita que poderá vir alguma gravidez através desses namorados ocultos apesar de que esses dois sempre lhe suprem naquilo que lhe faltaram.
  
Dona Elvira, juntamente com suas inseparáveis amigas já esta a caminho, a passos largos sobre a trilha que as levaras ao riacho das corredeiras, lugares turísticos, não fica muito longe de suas casas, local de muitas grutas, cachoeiras e rios subterrâneos, paisagem bonita, mas porem misteriosa, Elvira e suas amigas passam uma boa parte do dia se divertindo, tomando banho nas cachoeiras nadando no lago disfrutando da natureza, nesse cenário existe algumas cavernas antigas, ainda com bom aspecto, até que bem arejada, muitas vezes esses visitantes quando chove buscava abrigo nessas grutas que ali bem próximo existe, Elvira e suas amigas resolvem entrar mais a fundo nessa gruta a menos visitada, o sol clareia em baixo onde elas estam, os raios adentram por uma abertura a cima no teto, surge lá da superfície, a claridade bate na água e deixa tudo as claras reflete raios na parede de pedras onde ha vários desenhos, dizem ser da idade média, logo Elvira descobre a imagem de um monstro figurado em pessoa humana, um ser horrível, crânio avantajado, com orelhas pontiagudas, mas aparência de humanos, olhos esbugalhado e dentição deformado, hora parece adulto, ora parece um bebê mesmo diabólico, Elvira fica aterrorizada com aquelas imagens, até que bem desenhada, figura enorme. 

Enquanto esse passeio subterrâneo que descobrem muita cultura do antepassado, enriquecem mais e mais seus conhecimentos.
La fora cai um pé d’água, muita chuva, e bastante  duradora, se protegem na  caverna, aguardaram muitas horas até essa chuva diminuir, passou a tarde toda chovendo, elas querem voltar para casa, mas a chuva não da trégua, o que seria um piquenique tiveram que comer o lanche lá mesmo, dentro da caverna, além do lanche levaram colchonetes e agasalhos de dormir, de imediato planejando passar a noite ali junto a natureza já que a chuva não da chance, só cessou  bem a noitinha, com o escuro que esta despertando, resolveram dormir ali mesmo, não aprofundaram muito, ficaram bem ali na boca dessa caverna, esse sempre foi o costume delas, pernoitar em meio a natureza, acham fascinante isso em três amigas na natureza, não estão tão longe de casa, somente a chuva impediu a volta a casa caso decidisse voltar, mas quem andam prevenida, se acampam em qualquer lugar.

Elvira e essas meninas se acomodam para dormir, nesse lugar afastado mais ou menos uns metros e oitenta do solo, os bichos peçonhento que vivem por ali não conseguem alcançar com facilidade, elas fizem seus ninhos e pretendia dormir ali enquanto visualiza todo aquele cenário lá em baixo, a correnteza do riacho, as quedas d’águas e até os bichos de costume noturno que por ali habitam, as duas outras amigas de Elvira dormiram mais rápidos, mas para Elvira, ouvir o som da natureza durante a noite, isso era mais emocionante, medo?... Medo sim quando ela se lembra daqueles desenhos das paredes da caverna, mas já estão acostumadas com isso, sem problemas.

Elvira logo é tomada pelo sono, com o corpo cansado de tantas atividades só pode acabar nisso, dormir suave, gostoso até certas horas, depois começa a sonhar, sonho muito traumático, logo ficou intenso, Elvira sonha com o desenho da caverna, que aquele ser horrível veio visita-la em busca de sexo, que quer manter relações com Elvira, o mostro do desenho quer manter relações sexuais com Elvira mesmo a força, já que Elvira se esquiva, tentando resistir expulsando, mesmo que ela não quer mais ele força, Elvira em sonho quer acordar para se livrar dele, mas com tanta insistência ele conseguiu a penetração, logo Elvira começa aceitar, o monstro da caverna transou com Elvira em sonho, ela sentiu como se fosse real, mas continuou dormindo, isso até o raiar do dia, acordou e tateou em volta de si para verificar se ha alguém ali, bem acordada ainda percebeu um vulto indo em direção das profundezas da caverna.

Ela sente que foi violada, percebeu até restos de algo ejaculado em suas peças íntimas, percebeu com clareza que sofreu uma violência sexual, sente o cheiro de suor de homem em seu corpo, o certo que durante esse sonho algo sobrenatural veio acontecer, tudo indica que o mostro do desenho da caverna veio relacionar com Elvira.

Logo Elvira toma sua toalha, seu sabonete e bucha, desce de onde está e vai logo tomar um belo banho em plena manhã, quando as outras meninas acordam veja lá quem já está na água se banhando; Elvira.

- que ouve com você nessa dormida, fez xixi na cama, é? pois logo de manhã já está tomando banho ( perguntou Irene em tom de gracejos)
- depois eu te digo, aguarde que eu ainda tenho muitas histórias pra contar que aconteceu comigo essa noite. (Elvira )

- bem... Agora que já se enxugou, conte que me o aconteceu, não me diga que aqueles pescadores que estavam ontem de manhã voltaram para lhe surpreender com uma noite bem dormida, menina de sorte em, eu que queria estar nessa (Belinha fala para obter uma resposta)

- fui atacada por aquele homem monstro da caverna em sonho, foi um pesadelo infernal, sofri muito, ele transou comigo em sonho, fizemos sexos a madrugada toda e é por isso que estou me banhado, quero me esfregar bem pra ver se tiro o cheiro dele.

- ah... Deixe de ser ingênua amiga, você só teve um sonho erótico, só isso, não aconteceu nada, só impressão sua. (disse  a sua amiga Irene chamando para irem embora, falando que ainda está de manhã)

– bora desarmar acampamento, quer tomar meu café em casa nesse começo de dia. ( irene fala para as duas).


                        Segunda Parte
       
Belinha minha amiga, eu acho que esse meu filho é mesmo a encarnação do Tinhoso, a cara dele não nega, até hoje eu fico pensando e duvidando dessa gravidez a qual resultou ele, contando os dias da gestação não bate com o dia dessa concepção, pelas contagens regressivas até a hora que me engravidei não deitei com ninguém, só umas trancinhas esporádicas, até que bate mais ou menos, tirando isso fiquei em abstinência muitos dias, não sei mesmo como esse filho anormal nasceu, desses rapazes que transei não pode ser, são rapazes muito bonitos nada há ver com esse filho monstro.  
De outubro a abril do ano seguinte eu não tive relações com ninguém, meu marido morreu, antes estava muitos meses acamado sem forças pra nada e pelas contagens daria mais ou menos naquela semana que antecedia a morte dele, se for contar direito fiquei até anos sem fazer nada, aqueles dois rapazes até que nos enquadraria mais ou menos no dia, essa gestação é realmente uma surpresa, será que esse meu menino não será filho do monstro da caverna, lembre que eu disse certa vez, eu transei com ele em pesadelo, se for contar direitinho vai cair naquele dia do piquenique na caverna, acho que fui engravidada em sonho pelo mostro da caverna, esse menino parece com ele.  
Ainda mais, vejo essa criatura completa de anomalia, tenho vergonha de sair com ele pela rua, essa cabeça grande com aspecto de hidrocefalia assusta todos por onde passamos, as orelhas dele é muito grande, olhos esbugalhados, dentição todos mal acondicionados, dentuço, é realmente uma figura horrível esse meu filho, já está com dose anos próximo de inteirar os trezes, tem a mentalidade infantil, além de tudo, fala repetindo as palavras como um bebê chorão, estou preocupado, o período da puberdade está chegando, mesmo que retardada e ele com essas posturas, não se preocupa muito com as roupas, tem as outras meninas minhas filhas, não tenho ideia como será essas crianças vivento ali juntos, espero que alguma coisa aconteça de bom, pois estou prevendo algo desastroso, na sexta feira quando fui a igreja, chamei-o ele ficou com uma cara brava, pelo visto odeia religião... Ah outra coisa louca dele, quando cheguei da igreja, fui me trocar de roupa, quando me virei percebi que ele estava dentro do quarto, certeza que me esperava, eu estava nua, quando olhei pra ele estava olhando para mim e se masturbando, até fiquei assustada com essa atitude dele, usar desse vício para com a mãe. Fiquei muito brava com ele, ameacei dar uma surra. Impressionante como ele fica transfigurado quanto atacado de ira.
Um dia desse ele ficou nervoso com os latidos do cachorro do vizinho, pulou o muro e pegou o tal cãozinho a unha e matou estrangulado, tem uma força descomunal e um instinto assassino.
Foi a uns meses aí passados recente, o pastor dos Batistas foi lá a minha casa tentando fazer orações, aconteceu uma tragédia, você sabe né, nos moramos no terraço daquele casarão antigo, tem um alpendre ha uns quatros metros de altura nós nunca nos preocupando com a altura do para peito, até um pouco baixo e veja o que aconteceu, Tatão ficou transtornado quando viu o pastor se aproximando, no exato momento Tatão partiu pra cima, o pastor dava-lhe com a bíblia na cabeçona dele enquanto fazia orações, der repente o pastor percebeu que não conseguia vencer esse suposto diabo, o religioso tenta correr, no momento tropeça em um obstáculo e despenca do alpendre de uns quatros metros, cai em cima de umas ferramentas e piso de concreto, ficou hospitalizado por uns sessenta dias, só pode se locomover em uma cadeira de rodas, lesou uma das vertebras, não há esperança para se reabilitar já mais. Tatão era um monstro, ninguém há de negar, nasceu para atazanar a vida de todo mundo agora mais um transtorno, com essa idade de transformação para adulto, aparecendo os pelos pubianos a situação tende a piorar, como ele controlará esses impulsos de natureza sexual? Psiquiatria nenhuma vai acalmar essas que já é anormal, na verdade Tatão sempre será um problema, não tinha pudor, não se comportava dentro da roupa que vestia, deixava ser mostrado suas partes íntimas, pior ainda é que ele está passando para a faze adulta, um grande problema para a sociedade além de nunca ter ido a escola.
Na semana passada o pessoal da vizinhança perceberam que Tatão estava desaparecido, finalmente um momento de paz para aqueles vizinhos que se sentiam incomodando com o comportamento desse menino monstro, foi quase um dia inteiro de procura, a final não é por ele ser assim tão anormal que se deve ignora-lo assim, terão que dar conta desse doido, vai que alguém destemperado o matou em um momento de sandice por parte dele, além do mais isso gera um boletim de ocorrência, a polícia quer saber o paradeiro de Tatão o garoto anormal.
Elvira teve uma ideia meio que relâmpago, achou que estaria na gruta no riacho das cavernas, foi o que ela fez, se juntaram a outras duas amigas e partiram pra lá saíram sem que ninguém percebesse, foi até as corredeiras de do riacho, andaram mais de sete quilômetros até chegar lá, em sua intuição Elvira tinha certeza que Tatão estaria lá dentro da caverna na galeria em que estava feito os desenhos dos ancestrais.
Elvira e suas amigas entraram correndo pela entrada da caverna para chegar até o local onde imaginavam que Tatão estava, as meninas chegaram bem devagarinho sem fazer nenhum ruído se escondendo por entre as pedras para observar, tudo foi confirmado, tatão estava lá prostrados diante a imagem do monstro da caverna, se ouvia em som retumbante pelas galerias a aclamação de Tatão, parecia uma oração em louvor, aqui quando ele soltava a voz se parecia com uma pessoa normal, dizia palavras como se fosse um homem responsável, aquela imagem desfigurada parece que desapareceu momentaneamente, tatão parecia outra pessoa diante daquela figura que ele o tratava como seu pai.
- pai... Meu pai eu venho aqui te louvar, estou aqui para te reverenciar e agradecer por ter me dado vida. Pai, pai... Eu herdei de você quase tudo dês dos ancestrais, eu te agradeço.
Elvira as espreitas escutava tudo o diálogo e recordou daquele pesadelo que teve aquela noite, agora ela ficou certa que realmente Tatão era filho desse breve relacionamento entre ela e o monstro da caverna, naquela noite não foi apenas um pesadelo, os fatos aconteceram, a relação amorosa existiu.
Elvira foi até ele, tomo a mão de seu filho e juntamente com suas amigas tomaram o caminho de volta.
Os dias foram passando e a doença do menino foi se agravando, ele era realmente um antissocial, praticava tudo que poderia ser delito, estupros, pequenos  roubos, invadia residências, matava animais, principalmente cachorro.
Um dia desses encontram Tatão morto, foi assassinado com três tiros, assassino motivado por uma das investidas desse garoto anormal, Robert chegou a casa encontrou Tatão estuprando sua filha e esposa, Robert não pensou duas vezes, sacou o revolver e desferiu esses projéteis. As vizinhanças não reclamaram de nada, aceitaram como normal esse assassinato.
Depois da morte desse garoto anormal, apareceram muitas vítimas de estupros, pedofilia, assalto de mão armada e vai por aí.

A;H/P/6/12/2019.
 
  

A PRISÃO DA PERERECA - SÓ PARA ADULTO

 


Entre meio a estas pernas, vou para todo  lugar, subo escada em passarela, me esfrego em corrimão, sofro de tanto calor em meio a multidão.

 Fico tão aborrecida, pra que tanta ocultação, a calcinha veda tudo, me sinto um coitadinha  aqui nesta prisão, 

sou um botãozinho em flora,

sou uma joia preciosa,  mas fico assim escondida, querendo saltar pra fora. 

Quando ao passear pelas ruas ou pelo mundo ai a fora, e  aproximo a um homem, daqueles bem atraente, fico toda assanhada molhadinha e inquietante, vou logo querendo sexo, achando que  já é hora.

 Próximo do opositor me causa um intenso calor, fico toda enrubescida, me mostrando atrevida, com vontade de transar, safadinha, excitada e logo insisto em me dar. 

Minha dona é malvada não me deixa a vontade, eu quero engolir  todos homens, que vive nesta cidade, para matar minha fome, penso em tudo em fazer, quero um  gozo incessante, quero ficar todo instante me fartando de prazer.

Uns me chamam de vagina, uns me diz ser bucetinha, outros me falam  xoxota, no nordeste sou xibiu, chamem  de que quiser, eu não ligo pra isso não, eu aceito todo nomes, que me chamam estes homens, deste imenso Brasil.

Para o facão sou a bainha, do parafuso sou  porca, sou da chave a fechadura, sou da mulher a vagina, fui feita pra penetrar,  eu quero porque me queres, disto eu sei muito bem, prepare meu amigo te digo e tenho certeza.  

Eu relaxo tu me encacha, estou com tesão do caralho, estou a disposição não me venhas com moleza,  em todas as posições;  por cima ou por baixo, seja forte e potente, pois  hoje vou lhe dar trabalho.

 


antonio herrero portilho. 



A MULHER QUE GOSTAVA DA MORTE


                                        A mulher que gostava da morte.

Existe pessoas que vivem arriscando a vida escalando montanhas, malabarismo em cordas bambas ligando um edifício arranha céu ao outro, ao assistir uma proeza dessa causa calafrios, imaginem um salto de paraquedas a três mil metros de alturas, mergulhar em águas profunda do oceano correndo o risco de ser devorado por um bravio tubarão, com tudo isso eu vejo que se trata de ser um parceiro da morte, andar de mão dadas com o perigo, viver lado a lado com o sinistro.


Dona Filóca também era assim, quando mais jovenzinha viveu aventuras  emocionantes de tirar o folego, escalar penhasco, salto para mergulho de  alturas incontáveis em águas profundas de lagos e rios, Filóca pernoitava em caverna sombrias e desabitadas, morrer para ela era questão de segundo, verdade dona Filóca sempre deu chances para a morte, ela se encontra ainda com vida e alegre, quando perguntavam para dona Filóca se não tinha medo de morrer, respondia que gosta da morte e  sempre cutucou a morte com uma vara curta, mas a morte nunca interessou em  leva-la, adoraria ir embora dessa vida em um cortejo lindo cheio de coroas de flores e faixas mas ah... na sentinela um fundo musical com som bem suave do Bolero de Ravel, com tudo isso  a magnifica rainha das sombras não me quer, mas fico no aguardo.
Dona Filóca:


- Nos anos oitenta chegamos do México a fim de trabalhar e construir uma vida melhor aqui nessa região, trouxemos um bom capital que conseguimos poupar,  meu pai e minha mãe tinham em mente que a nova América seria bom pra melhorar nossas condições de vida, agora o que restava em mente trabalhar, trabalhar.                                  
Hoje tenho uma certa idade, não sou velha não, meu corpo é jovial e de bela estaturas, muitos me diz ter uns 28 anos, sempre gostei do atletísmo por isso tenho ainda esse belo corpinho que a terra há de comer.   Fiquei só, morreram todos irmãos, eu me classificaria entre as três filhas mulher, a casula, a última a nascer, adicionando um irmão de criação, meu pai o adotou de uma família indígenas da tribo dos Navajos ainda antes de mudarmos pra cá, a mim ele sempre foi meu irmão muito querido, mesmo que não tinha meu sangue. Agora vejo que sou a última a morrer, fico esperando ansiosamente por esse dia, acho a hora da morte um momento sublime, desejo o fim dessa minha vida o momento mais lindo, uma amiga que aprendeu com seu pai, que aprendeu também com seu, e isso já vem atravessando gerações e gerações, aí, ela me disse que esse derradeiro suspiro é um ato muito delirante. isso ela revelou e disse afirmando ter muita certeza mais uma razão para que eu adorasse essa fatalidade.


 A morte lá onde vivíamos no interior mexicano tinha uma celebração especial, quando menina assisti muito evento fúnebre, os enterros para mim sempre foram motivos de muitas alegrias e satisfação, nós morávamos em uma pequena estancia de propriedade da família de meus pais, cultivávamos melancias e muitas outras plantas de lavoura, mas as  nossas melancias ganhavam de todos agricultores que por ali tinhas suas lavouras, diziam no povoado que a mais doce e saborosa melancia da qualidade santa Barbara, a cobiça era muito grande por essas frutas, meu pai ganhou um bom dinheirinho com o comércio dessa deliciosa fruta, mas infelizmente tínhamos que repartir a renda com os outros herdeiros dessa propriedade, sempre a nossa parte era maior. Filomena ainda continua a relatar a saga, trabalho e vida de meu pai que hoje eu usufruo dos legados deixado pela nossa família.                                                           
A semana passada fui me despedir de uma grande amiga de longa data, erámos como irmãs, dês de quando eu cheguei do México, eu ainda não falava português, meu espanholes dificultava as minhas pronúncia, não me articulava com claresa, soava com pouco de dialetos indicifravel.
Fiquei emocionada quando vi minha amiga ali deitada e coberta de flores, aquele caixão a meu ver parecia uma embalagem das mais linda, fiquei invejada de minha amiga morta, via que aquele momento poderia ser eu, mas me conformo porque é minha intima amiga a qual eu revelava tantos segredos, segredos comprometedor que agora ela leva para o túmulo lógico que não revelaria para ninguém que eu e meu irmão de adoção vivíamos um caso amoroso dês de meninos, essa minha amiga levou isso com sigo  para sempre, Firmina era o nome dela, ainda bem, deixou uma família, filhos já casados e marido viúvo, agora jaz para sempre.
Depois do sepultamento senti uma sensação que fiquei sozinha nesse mundo, apesar de me sentir uma pessoa sempre solitária, mas a minha verdadeira amiga me virou as costas roubando a minha companheira morte.
Quando me arrumava para voltar para o povoado eis que não me deixei passar por esquecida, pedi que o motorista do carro de aluguel dirigisse a esse local, mostrei a anotação, o motorista antes de pôr  o carro em movimento firmou as vistas na letra do endereço e me chamou atenção dizendo com ar de que me estivesse me informando algo – moça esse endereça é o IML, a senhora vai reconhecer algum corpo lá? fiquei furiosa com aquela pergunta tão desnecessária, mas não engoli a seco dando uma resposta bem colocada – eu ter que reconhecer corpo nesse local, isso não é o único motivo, posso ter muitos outros compromissos em ir no IML. Disse aquele senhor que  apressasse, toque o carro. Quando chegamos nesse endereço fui pedir a liberação da entrada no ambiente, logo o rapaz que controlava a entrada das pessoas foi logo me dizendo – outra vez dona Filóca, esse mês veio aqui umas sete a oito vezes, a senhora gosta mesmo de ver cadáveres.


Mas na verdade eu gostava mesmo de ver aqueles presuntos todos engavetado na geladeira, me encantava com  tudo aquilo,  não me furtei da oportunidade de apertar com meus dedos aquela carne gelada e morta desse difunto tão simpático, muito satisfeita antes de me retirar do salão resolvi ir ao banheiro, a estrada é longa eu não pararia o carro para urinar em qual quer lugar no mato, deixei a bolsa do lado de fora em cima de um banquinho que tinha ali perto da porta desse toilete, entrei, olhei o local se dava pra encarar, o cheiro de podridão estava por demais, melhor fazer essa nessecidade a beira da estrada, já que estou aqui, aqui farei.  Fiquei surpresa quando percebi um pedaço de rim humano extraído de alguma autópsia jogado dentro do vaso sanitário, tentei acionar a descarga mais não funcionou, fiquei perplexa com aquela situação, estava me retorcendo de urgencia de me aliviar,  o que fazer agora, mas logo se da um jeito...


Nesse momento percebi pelo vão de baixo da porta do banheiro parece que vi  um vulto passar, não dei muita importância,    não quis nem saber a quem pertenceu aquele pedaço de gente, sai, peguei a bolsa e fui embora.


Chegamos ao povoado as três horas da tarde, paguei o motorista, cheguei ao portão quando abri a bolsa para pegar a chave do cadiado da chácara percebi algo estranho que não fui eu que coloquei ali junto de minhas coisas, peguei na mão para conferir senti, era um bilhete enrolado em quatro velas, li o bilhete e constatei, dizia que me encontraria amanhã as quatro horas da tarde, vou te presentear com aquilo que você tanto almeja, ah... sabe aquele rim, era meu, você me viu na gaveta da geladeira, até me tocou com as pontas dos dedos, lembra não?... amanhã nós veremos naquele local que você gosta de ir curtir sua solidão, sabe onde é né?


Naquela sexta feira fatídica, Filóca levantou de manhã, foi até o tanque que os animais bebiam água, molhou o rosto, andou por ali conferindo as criações, os gatos e os cachorros estavam todos no quintal, mas o ambiente meio funesto, os cachorros latiam muito, os gatos miavam alto com som tenebroso, os cavalos e bois, vacas todos agitados, Filóca procurava por todos os lugares, parece que tinha alguém escondidos por ali, não encontrou nenhum vestígio, já foi adiantando deixando bastante água nos bebedouros dos bichos, comida para os cachorros e gatos e quando chegou a hora dirigiu-se para o local de encontro já era quase quatro horas da tarde, seguiu a trilha e chegou bem lá na velha figueira centenária, como sempre dona Filóca sentou-se sobre as raízes dessa árvore, esperava por aquele momento mais sonhado, não estava de bem com a vida, sabia e tinha certeza que nesta história havia algo de sobre natural e dizia que não tenho medo das coisas do além, se for pode aparecer que eu gosto de vocês, quero ver.  O espírito encarnaria no cadáver que ela teve contato  no IML, lembrou que aquele bilhete e as quatros velas teria deixado dentro da bolsa por ele, quando estava no banheiro havia deixado a bolsa para o lado de fora, foi no momento que passou o vulto visto por debaixo da porta, subto!... com uma rapidez fenomenal caiu como fosse um raio, desceu de cima da árvore em frente da Filóca um mostro horrível, segurava uma espada afiadíssima e com um golpe diabólico desferiu  estocada no abdome de Filóca, foi um estrago enorme, as vísceras derramaram no chão, no momento derradeiro Filóca abriu um largo sorriso, parece que a defunta esperançosa agradecia por esse momento tão esperado, apesar do rasgo ser tão grande,  ainda Filóca conseguiu força para barulhar um grito horroroso.
Quando os populares deram por falta da Mexicana Filóca, foram a procura e encontraram o corpo todo retalhado debaixo da figueira centenário, quatro velas ainda estavam acesas.
Antherpor/21/01/2021*    

UM ESTRANHO BURACO NO JARDIM


 - Tropecei novamente neste pedaço de ferro aqui enterrado neste quintal, este gancho fica escondido na grama, parece até proposital, vou mandar o jardineiro retira-lo daqui, ou quer dizer desenterra-lo, ala poxa que saco caramba, até lembro-me que no dia que eu estava negociando esta casa, pronto para compra-la levei o primeiro tropeção, o corretor ao qual me fazia uma demonstração deste imóvel, até me fez uma gozação – Não, não, não sou dado a estes tipos de relações, só gosto de mulher, pode se levantar senhor Miler.  Caí de quatro bem na frente deste negociador, achei graça desta sua piadinha, acho que algo está me chamando atenção, que será em? Algo do outro mundo? Bom!... Logo verei isto, sempre me distraiu neste local, já é a quarta vez, vou pedir para o jardineiro que verifique isto, agora já está um pouco tarde, vou deixar para amanhã.


Nesta primeira quinzena de outubro, época de calor intenso, nesta noite resolvi deixar o ar condicionado e andar um pouco pelo extenso terreno que á poucas semanas havia adquirido, morador novo nesta vila,  residencial também novo, família pequena, casa pequena, mais ou menos uns cento e quarenta metros quadrados, mas, terreno grande, sempre gostei de grande espaços, esposa pouco parava em casa, sempre de frente de um espelho, em qualquer salão de embelezamento por aí nesta cidade, nem só se tratava de cabelos, mas também todos os tipos de estéticas, queria sempre estar muito bonita e levar boa parte de sua vida a passear nos centro de compra, gastar o meu dinheirinho, isso ela fazia com muita frequência, dizia querer estar sempre linda,  não sei pra quem, pois eu nunca exigi estes seus caprichos, já estou até me desconfiando que estou sendo traído, acho que ela tem algum amante.

Neste meu quintal havia um muro, mas não tinha vizinho do outro lado, estava eu morando quase só naquela quadra, o mais próximo distanciava á uns trinta e cinco metros, mas porem tudo iluminado e arborizado, lugar muito bom de viver e criar filhos das primeiras idades. Caminhei alguns quinze passos até uma das torneiras do jardim estava pingando, apertei-a, votei e ao chegar até na varanda da frente, debrucei no para peito e fiquei por alguns minutos observando o gramado deste jardim onde dava entrada para a garagem, der repente fiquei assustado com um barulho no coqueiro aqui do lado na calçada, as folhas chacoalharam com intensa força, voaram alguns pássaros, fiquei atento, pois os poucos pássaros que voaram  não seria o bastante para tal barulho, pensei em algum bicho que poderia estar capturando alguma destas aves, um gato talvez...Meu cachorro ficou muito agitado e forçava a corrente, latia muito mirando para este coqueiro, parece que viu algo lá entre as folhas, pinoteou tanto que acabou por romper a coleira e fugiu, saltou o muro e foi-se embora, não sei pra onde, fiquei ciente que ele voltaria, já fez isso outras vezes, Bem... Logo passou o suspense, continuei em meu posto de observação por mais alguns minutos. Antes de virar as costas para este cenário de minha propriedade, resolvi passar as vistas pela última vez bem naquele lugar em que havia o tal obstáculo ao qual eu tropeçava sempre, fiquei pasmado quando percebi algo que brilhava com muita intensidade, a luz quase se perdia no meio da grama ainda por aparar, fiquei impressionado com aquilo, parecia muito com uma vela de sete dias que estava ali acesa, aquilo me causou alguns calafrios enquanto passava pelo meu olfato um forte cheiro de algo queimado assim como parafina, lembrou-me um pouco ambiente fúnebre, algo relacionado com velório, neste instante a torneira a qual fui apertar por estar vazando, explodiu jogando um chafariz de águas eu pensei em fechar o registro geral que ficava no rodapé do muro, mas, porem para chegar ao registro eu teria que passar pela a tal luz misteriosa, fiquei sem saber o que fazer, estive em momento de pânico, mais que depressa entrei, bati a porta e fui logo para meu quarto que ficava lá na parte mais alta desta minha residência, antes de me deitar ainda arrisquei dar uma olhadela, nesta minha posição fica em um plano mais alto, da para observar com mais clareza, olhei e aquela luz ainda estava lá.
Estendi um pouco mais meu campo de visão, fiquei avistando o centro da cidade a alguma meia dúzia de quilômetros, já se passava das vinte e três horas, sentia-me muito medo, parece que algo estava apoderando de meu corpo, com vibrações, tentava entrar em contato com minha esposa lá no centro da cidade, não conseguia, parece que os telefones móveis estavam todos fora de área, ás operadoras se desligaram eu com os olhares fixos nas luzes da cidade que ficava distante dali uns sete quilômetros mais ou menos, fiquei apavorado quando percebi que as luzes da cidade todas apagaram, foi um blecaute, dai uns sete minutos aqui onde eu estava também apagaram tudo, aumentando ainda mais meu desespero,  ficou um breu só, no escuro tentava encontrar meu isqueiro para clarear algo, mas só achei meu maço de cigarros, continuei tateando no escuro até que encontrei o tal isqueiro, acendi um todo de vela que havia nestas gavetas, naquele corre-corre sem querer passei os olhares para o local da tal luz, e surpresa foi grande quando percebi que já não era mais aquela pequena luz que se perdia no gramado, agora se tratava de uma luz mais  grande parada no mesmo lugar, fiquei endoidecido com isto que acontecia, momento de terror, neste instante o que eu mais queria é que minha esposa chegasse logo para diminuir este meu terror. Para minha felicidade aproximava lá bem adiante um carro, os faróis do veículo estavam altas, tinha quase a certeza que se tratava de Sofia, minha esposa, ela não gostava de dirigir em noites escuras, até que o claro das luzes artificiais não a incomodava tanto, mas nesta ocasião em que o apagão é geral, sente suas dificuldades em dirigir neste escuro, medo comum de mulher.  
Logo se aproxima do grande portão no instante que eu aciono o botão do mecanismo que abre o portão, ela entra para a garagem, fiquei mais tranquilo ainda mais por ela trazer consigo sua filha de outro relacionamento, casos passados, esta menina morava com o pai, de vez enquando Sofia a trazia esta mocinha para passar alguns dias aqui em casa, fiquei contente com estas mais duas companhias, aproveitei e pedi para que fechasse o registro da água, a torneira explodiu naquele escuro ela conseguiu meio que dificultoso, mas parou com o tal vazamento.

- Poxa!... Que tempo em! Parece que a terra ia se desmanchar de tanta poeira, ainda bem que veio a chuva para refrescar e matar este pó. Disse Sofia com ar de indignação retirando os óculos e limpando a poeira dos olhos sobre o pouco claro da luz da vela,  ainda mesmo meio no escuro, a energia ainda não havia retornado.

- Chuva?... Como assim, se até agora estava um calor enorme, molhei a roupa de tanto suor.

– Cala sua boca meu marido bobão, veja lá como está chegando um pé d’água, lá no centro da cidade choveu muito, não sei como você não percebeu os trovões e relâmpagos, parece que estes pingos estavam me seguindo, agora com ventania forte.

- Favor, feixe as janelas, as cortinas estão batendo, corre... Depressa Aninha, está caindo um temporal, parece que vai inundar tudo, Nossa! que chuva!  Disse Sofia para sua filha.



Naquele dia seguinte, Miler logo após o café da manhã correu até o jardim, procurou pelo o local onde aconteceu aquilo tudo, a luz misteriosa, chegando bem perto do ferro que estava fincado no jardim, constatou um acontecimento novo, havia um buraco que descia juntamente com o ferro, parecia que tinha um sumidouro de água de chuva bem ali onde estava plantado aquele ferro, Miler abaixou-se e periciou de perto confirmou, era um ferro de construção, como se estivesse sustentando alguma estrutura ali em algum tempo passado, um vergalhão de aço que até parecia aprofundar uns seis metros de fundura, isso já ficou bem explicado, Miler entendia disso, Engenheiro da construção Civil. Muito experiente no ramo.

Logo dentro de alguns instantes chega o jardineiro, veio atender o chamado do telefone, Senhor Miler passa algumas ordens de serviço, antes faz algumas perguntas:

- Você já conheceu este local antes destas construções? Gostaria de saber o que existia aqui antes, parece que houve uma demolição aqui, esse ferro é indício.

- Quando cheguei aqui de mudanças aqui existia uma favela sobre uma esplanada de aterro, até aí posso lhe informar, depois foram desapropriada esta favela e construído estas mansões. Pelo que já ouvi nestas bocas pequenas, existia um pequeno viaduto por aqui, mas, sabe como é né, estou dizendo o que já me disseram.

- Preciso de informações de pessoas que conheceu isso aqui á uns sessenta anos atrás.

- Conheço sim... Conheço um pessoal que nora bem lá naquela chácara, se trata de Dona Filó, morador muito antigo é de sessenta anos pra lá. O senhor jardineiro apontou com o dedo na direção destes.

- Pois bem meu senhor eu peço que cave no entorno deste ferro só por curiosidade, enquanto isso vou procurar  este pessoal antigo desta região  depois nós nos conversemos, faça seu trabalho ao  qual eu lhe incumbi, logo volto.

Senhor Miler chega ao endereço indicado pelo jardineiro, parou frente ao portão, bateu palmas, chamou e logo apareceu uma senhorinha, cumprimentando cordialmente.

- Bom dia!... A senhora é Dona Filó, poderia me conceder um minutinho de atenção?

- Os trabalhos só são as terças, quintas e sábados hoje não têm expedientes.

- Não, não é isso não, é só curiosidade, me disseram que a senhora mora muitos anos por aqui, gostaria de perguntar alguns fatos ocorridos a muito tempo, talvez a senhora pode me informar algo sobre isso.

- Sim... Moro á muito tempo sim, estas semanas agora recente, fez sessenta e cinco anos que moro por aqui, posso lhe dizer que aqui não existia quase nada, assisti a construção da represa dês do início, perdi uma boa parte de minhas terras para esta construção, estragaram meu rio.

- Minha senhora, eu peço que a senhora firme as vista lá naquela direção, tá vendo aquele pé de coqueiro lá?

-Sim... Vejo sim. - Gostaria de saber o que existia lá naquele lugar, conhecia alguns amigos que morava lá, vim aqui à mais ou menos uma décadas, parece que existia uma favela por aqui, não é isso não dona Filó?

- É... Foi sim... Mas tudo foi desapropriado para construções destas mansões, foi uma pena, mas antes da favela nestes terrenos existiram outras coisas, não é bom nem te contar. Dona Filo disse isso e finalizou com uma pausa no diálogo e continuou com a narração – Deixa pra lá, acho que não é bom ficar aí revirando os mortos.

- Mortos?... Como mortos? Perguntou assustado e com curiosidade senhor Miler. ...

- Este local nos anos em que chegamos aqui, isto aí era tudo um cemitério de índios, ali foi sepultado muitos corpos de índios, depois a população destas imediações aumentaram ai o cemitério que era dos índios ficou para os homens civilizados que moravam na cidade, não gosto de passar muito por ali, me causa muito arrepio, lugar de mortos.

- Lá naquela casa do lado daquele coqueiro, que existia ali?

- Túmulos, só túmulos, daqui de onde eu moro, lá pelas meias noite já presenciei muitas luzes naquele local, eu não moraria ali por nada neste mundo apesar de eu estar acostumada com estas coisas além-mundo, mas aquele lugar tem os ares meio pesado.

- Ares pesados? Não entendi, não tem nada a ver com poluição não é dona Filó?

- Não... Esta é a maneira da gente que lida com estas coisas espirituais, falar de lugares de espíritos perdidos, lugar de alma penada, entendeu senhor Miler?

- Sempre foi assim aqui dona Filó?  

- Nem me lembro  direito de quando cheguei aqui, acho que eu era ainda muito criança, este cemitério era muito antigo, meu esposo, velho Augusto foi sepultado aí... E até algumas pessoas de nossa família... Minha nora Dona Renata, Dona Irene a perversa, e seu esposo pastor senhor Fredy... Fredy é uma entidade muito perigosa, violento e se alimenta de sangue, fique atento para este espirito, espiríto que está vagando penalizando por esta área, causa acidente horrível tenebroso, está aí debaixo destas terras pronto para atacar... estão aí nestas covas...  e tantos outros meus conhecidos, agora estão debaixo destas suas casas...

- É lamentável que tudo isso acontecesse, sinto muito pelos mortos minha querida dona Filó... Que deus os tenha... Disse isso com pesares senhor Miler par dona Filó... Ali do lado deste pé de coqueiro em que o senhor apontou, passava uma estradinha que ia lá para o porto de meu neto o tão conhecido senhor Jonas um milionário excêntrico. Senhor Miler puxou um pouco pela memória e se lembrou de muito claramente que o senhor Jonas é seu primo de primeiro grau, mas os país de Jonas já estão mortos... o fato de eu ser primo de Jonas o milionário excentrico, isso dona Filó não sabia.

- Já ouvi falar em senhor Jonas, então ele é neto da senhora... dona Filó? Disse como não sabia de nada.

                                            2ª parte

 - Sim!... Aquele cemitério por alguns anos ficou sobre o aterro, só existia capinzal a estrada fazia uma curva bem lá na cabeceira do terreno, gostaria que o senhor Miler conhecesse um andarilho que anda por aí nestas ruas,.. um aborigene ele conta muitas historias deste lugar, este senhor mendicante sempre narram muitas historia emocionante destas estradas desertas... Caminhoneiro á muitos anos assim diz ele, vai saber se não é papo furado.

Senhor Miler se despediu de dona Filó, sua avó em segredo, entrou no carro e voltou para sua casa, e não disse o que estava bem na ponta da língua, algo que ia surpreender muito dona Filó, é que dona Filó tinha muita família espalha por este mundo aí fora, Senhor Miler também fazia parte desta família de Dona Filó, mas ficou calado, não disse nada que seria para não estragar a surpresa, em outra oportunidade a revelaria tudo, o Doutor engenheiro senhor Miler também era neto de dona Filó.

Quando ele se aproxima de sua casa presenciou algumas pessoas em frente de sua casa, ficou apreensivo, até a viatura do resgate estava parada em frente ao seu portão, parece que aconteceu algo, uma tragédia se aproximou e constatou que se tratava do jardineiro que estava cavando o jardim para arrancar aquele vergalhão, logo ficou sabendo que no momento que o jardineiro cavava atingiu uma camada de terra não compactada causando um sedimento caindo á alguns seis metro mais fundo, os soldados do Resgate estavam resgatando o senhor, mas parece que sofreu graves lesões, e mais que depressa o levou para o hospital, ele esta inconsciente, mas logo aos cuidados dos médicos, situação desastrosa enquanto o buracão ficou aberto, cercado com fita para ninguém mexer no local deste acidente, para a perícia científica realizar seus exames finais. disse um dos soldados que lá em baixo há uma enorme galeria,tipo assim... caverna isso precisa ser verificao com mais detalhes, o senhor jardineiro ao cair se machucou em algum estilhaço de ferro existente lá em baixo.
Neste fim de semana, o senhor Miler e família saíram para passeio, foram viajar para outra cidade, pretendia ficar até a segunda feira, fechou a casa, colocaram a bagagem no carro e colocara estes pneus para rodar nestas estradas deste interior, esfriar a cabeça um pouco, pois dês de quando chegaram  de mudança nesta sua nova casa só aconteceu transtorno, agora está pretendendo largar tudo e procurar outra moradia bem distante dali, enquanto dirigia tomou posse de seu celular e ligou para um de seus empregado caseiros o qual cuidava de sua propriedade, pediu que o mesmo tomasse de conta de sua casa, mandasse avisar para o outro companheiro que também trabalha na casa e junto os dois fiquem de guardas, um ficará na guarita da frente, e outro fará as rondas nas imediações,  até que ele volte e não deixar que ninguém aproxime deste buraco, qual quer novidade me telefone, meu número está aí anotado nesta pequena lousa na área dos fundos.

Assim ficou combinado, dois dos empregados de senhor Miler ficara guardando a casa enquanto o patrão viaja. Esta noite estava calma, estes dois senhores pessoas muito corajosos, acostumado com serviços noturnos, ambos armados e em mão um farol  de longo alcance, nada passaria despercebido.

Lá pelas vinte e três horas parece que o cenário ficou meio assustador, perceberam que o pé de coqueiro chacoalhava com intensidade, parecia algo meio estranho, o cachorro rosnava e latia como se estivesse enxergando algo,  o senhor que fazia sentinela na guarita foi conferir, jogou os raios do potente farol no dado lugar, não viu nada, não encontrou nada que desse alguma pista desta situação. Logo o outro senhor guarda que estava lá pelos fundos do quintal veio ao encontro do amigo, perguntou se tudo estava bem, o outro disse que estava tudo ok, logo o relógio da capela assinalou meia noite, desferiu doze badaladas anunciando a hora maior.
Em dado momento o céu começa a ficar escura com tanta ave noturna, a coruja cantava alto, os morcegos até fazia barulho com as asa, enquanto do buraco ali do jardim emergia uma fumaça branca em meio a um luz roxa, de mostrando um cenário de terror, logo perceberam que os morcegos e as aves noturnas saiam do buraco do jardim, aqueles senhores guardas ficaram aterrorizado com esta cena enquanto o cachorro latia desesperadamente, em seguida saiam desta cratera dois gatos pretos com os olhos acesos, parecia algo diabólico, um dos guardas arrancou a pistola da cintura e atirou por umas três vezes, os projéteis ricocheteava fazendo um zunido, os gatos preto voltaram novamente para o buraco, mas o pior estava por vir, um grande morcego emergiu lá de dentro, parou ali no gramado de frente destes dois homens, logo foi se transformando em ser humano, figura horrível de um vampiro, se tratava de Fredy o Vampiro que viveu por ali á muitos anos passados, assim como relatou dona Filó ao senhor Miler no dia em que foi ao encontro  desta velhinha moradora dali á mais de meia dúzia de décadas.

Agora Fredy o vampiro fez mais duas vítimas, atacou os dois senhores guardas, cravou-lhes os dentes caninos no pescoço até que localizou as grandes veias transbordantes de sangue, sugou todo  o líquido vermelho que jorravam nos vasos sanguíneos destes trabalhadores noturno, em seguida os quais se adormeceram pelo resta desta noite, enquanto que o vampiro Fredy voltou a forma de morcego e saiu por aí em voo rasante procurando um lugarzinho escuro para se esconder do sol, os dois trabalhadores ficaram ali estendidos no gramado e foram encontrado na manhã pelos policiais da perícia cientifica quando foram conferir de perto constataram que os mesmos ainda estavam vivos, respiravam. Em seguida chega dona Filó, parece que ela já sabia de tudo que estava acontecendo, era uma grande conhecedora de muitas formas de mandingas e só ela poderia desfazer os feitos de Fredy o vampiro, pediu licença para os policiais e chegando perto dos corpos estendeu as mãos e atirou alguns dentes de alhos, dizia que assim anularia o efeito do vampiro, orou por alguns minutos e encomendou as almas através desta reza, em seguida os dois senhores deram os últimos suspiros,  morreram.
- Tem que ser assim, pois senão eles viraria vampiro também, aí pioraria ainda mais a situação, disse a velha Filó com autoridade no assunto vampiresco. 
   
Senhor Miler chegou ás quinze horas da tarde, prestou alguns depoimentos a polícia e em seguida a polícia lacrou o lugar, senhor Miler comprou outra moradia bem longe dali e continuou com sua vida comum, desta vez em um apartamento no décimo andar, longe das assombrações. Longe do cemitério soterrado a muitas décadas.

Antonio herrero portilho/29/5/2017    
             
 

  HOJE DIA 22 DE SETEMBRO/24 ESTOU RECUPERANDO ESSE MEU BOG, FORAM MUITAS TENTATIVAS E FRUSTRAÇÃO, AGORA PARECE QUE VAI PROCEGUIR EM FRENTE....